CHANUCÁ
Chanucá (חנכה ḥănukkāh ou חנוכה ḥănūkkāh) se inicia em 25 de Kislev (de modo geral, dezembro) comemora
o
triunfo dos judeus, sob a liderança dos Macabeus, contra os
dominadores
gregos (164 a E.C.); a vitória militar da pequena nação judaica
contra a
Grécia poderosa e a vitória espiritual da fé judaica contra a
cultura
helenista. A santidade da festa deriva deste aspecto espiritual da
vitória,
e do milagre "do vaso de óleo", quando uma pequena quantidade de
óleo de
oliva consagrado, que bastava para manter o candelabro do templo
aceso
apenas por um dia, durou oito dias, o tempo necessário para que o
Templo
fosse re-dedicado.
Chanucá é celebrada em Israel, assim como na Diáspora, durante oito
dias. O
principal aspecto da festa é a cerimônia de acender as velas toda
noite -
uma na primeira noite, duas na segunda, etc. - para recordar o
milagre no
Templo. A mensagem de Chanucá em Israel focaliza intensamente o tema
da
restauração da soberania; também os costumes praticados na Diáspora,
como
dar presentes e brincar com o sevivon (pião) são bastante comuns. Os
lados
do pião são decorados com as iniciais hebraicas da frase "Um grande
milagre
ocorreu aqui". Ano após ano, quando chega a época de Chanucá, as
luzes são
acesas em cada lar judaico. Os judeus, ao derrotar as forças de
Antiocos e
com a retomada do Templo Sagrado, iniciaram um processo de
purificação
espiritual. Era indispensável, antes de mais nada, reacender a
Menorá,
símbolo da luz espiritual de Israel, criada por Deus. A cada ano, em
Chanucá, comemoramos a preservação do espírito de Israel. O esforço
da vida
é captar a luz para iluminar a escuridão. É empenhar-se em cultivar
tudo que
é bom neste mundo e dirigir todos os recursos para sobrepujar e
transformar
a negatividade do "lado obscuro" da Criação.
Este processo era exemplificado pelo acendimento da Menorá no Templo
Sagrado. Diariamente, óleo da mais pura qualidade era colocado em
cada
lamparina, acesa pelos Cohanim antes do anoitecer. Colocada dentro
do
Santuário a luz da Menorá irradiava um brilho Divino que passava
através das
paredes do Templo e iluminava a escuridão do mundo exterior. As sete
chamas
emanavam para o mundo uma verdadeira Luz Sagrada.
A Menorá do Templo simboliza a criação do universo. Suas sete
lamparinas
aludiam à perfeição, dentro da ordem natural refletida nos sete dias
da
semana. Aludem, também, às sete sefirot, que são os sete traços mais
importantes do caráter humano. Ei-los: chessed: o amor e a
benevolência para
com o próximo; guevurá: o auto-controle e temor a Deus; tiferet:
compaixão; netzach: vitória; hod: humildade e devoção;
yessod: comunicabilidade
e
malchut: receptividade.
Forjado numa única peça de ouro, o candelabro de sete braços (menorá)
simbolizava as almas que se originam de uma única fonte. Todas as
lamparinas
são igualmente "parte da Centelha Divina", cada qual com sua
personalidade
única. Todas se voltam ao centro da Menorá, como as almas se
empenham em
direção a um mesmo objetivo. O óleo significa a essência destilada.
Nítido e
separado ao mesmo tempo, penetra em tudo à sua volta. O óleo sobe à
superfície, enquanto os outros líquidos permanecem estáticos e não
se
espalham; o óleo, como a alma, se expande, penetrando, afetando e
tocando
tudo. Ao profanar o óleo sagrado da Menorá do Templo, os gregos
tentaram
destruir a essência da alma judia.
Um pavio sem óleo produz luz fraca. Uma vida sem Torá e mitzvot,
apesar de
arder pelo desejo de se relacionar com Deus, é incapaz de sustentar
sua
chama. Podem-se experimentar breves momentos de experiência
espiritual, mas,
faltando o óleo da genuína substância Divina, rapidamente
desaparecem e
falham ao tentar introduzir uma luz resistente no mundo. Quando o
pavio é
inserido no óleo e é aceso, o pavio absorve, transmite e transforma
o óleo
em uma luz firme e estável. Esta luz nos lembra que, mesmo nos
momentos mais
obscuros da existência, a luz da sabedoria pode brilhar
intensamente; e
também que a redenção é possível de ser alcançada bastando acender
mais uma
chama.
Temos uma referência da Festa de Chanucá na Brit Hadashá (Novo
Testamento)
em João 10:22 e 23, quando Ieshua (Jesus) participa da Festa e nos ensina
com isso
que devemos também crer e participar deste grande evento onde muitos
milagres ocorrem... Esperamos que este seja, para todos os nossos
amados, um
tempo de muitos milagres e bênçãos, em nome de Ieshua!
Que neste ano possamos re-consagrar nossas vidas ao Eterno, para que,
através
disso Ele tenha liberdade também de nos restaurar à verdade!
Chag semeach Chanucá
Feliz Festa de Chanucá
Mário Moreno
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