Pastor de Brasília acha que aura fofa de Harry Potter não vai enganar os evangélicos 
O nome é Harry Potter, mas pode chamar de anticristo. O mais novo disfarce do tinhoso foi desvendado pelo pastor brasiliense Luiz César Nunes de Araújo. A carinha de anjo, a franjinha infantil, os óculos de aros redondos e a aura fofa da obra da escocesa J.K. Rowling não enganaram evangélicos. Harry Potter, a coleção de livros infanto-juvenis seguindo os passos do aprendiz-de-mágico, guarda números superlativos. Atingiu 100 milhões de leitores - 800 mil no Brasil. A escrita do demo agora salta para as telas de cinema. ''Harry Potter e a Pedra Filosofal'', versão para a telona do primeiro livro da série, já rendeu US$ 200 milhões nos Estados Unidos, além de revelar o ator-mirim Daniel Radcliff no papel do jovem bruxo. Crianças Na noite de quarta-feira, o templo da Igreja Evangélica Cristão de Brasília ouviu-se a palestra ''O Que Está por Trás de Harry Potter'', proferida pelo pastor e teólogo Luiz César. A leitura foi acompanhada por 80 atentos fiéis. Adultos, jovens e, público alvo, crianças. Luiz César, 38 anos, não viu o filme, nem vai ver. O filho, de oito anos, também não. O pastor também não leu os quatro livros lançados por Rowling até o momento. As sinopses que lhe chegaram às mãos foram o suficiente. '''Temos que examinar 'Harry Potter' com os olhos de Deus'', explicou Luiz César, professor da Faculdade Teológica Cristã-Evangélica do Distrito Federal. Cicatriz Encontraremos, garante, o demônio em si. Potter traz uma cicatriz na testa, em forma de raio. Rowling quer nos fazer crer que essa seria apenas a chaga de quem sobreviveu a mortal embate contra o super-bruxo Lord Voldemort, assassinos dos papais bruxos-bonzinhos do famigerado herói. Não para os evangélicos. A marca na testa é o símbolo do anticristo. Está na Bíblia, em Apocalipse 13,16. Jesus Cristo, lembrem-se, nunca fez mágicas com varinhas de condão. Fez milagres. Pior. Harry Potter consulta os mortos. Bate altos papos com os falecidos pais, por meio de um espelho. ''Se nossos filhos pequenos lerem isso agora, quando adolescentes, aceitarão facilmente qualquer convite para participar de sessão mediúnica'', preocupa-se o pastor. Vingança Detentor de informações privilegiadas, o pastor adianta que no oitavo e último volume da saga, a ser publicado, o jovem herói deve vingar o assassinato dos pais, mandando para o fogo dos infernos o vilão Lord Voldemort. ''É isso que queremos que nossos filhos aprendam? A roubar a alma de uma pessoa?'', espanta-se. Mais do que condenar J.K. Rowling ao index - ao lado de ''mentes doentias'' como as de Jorge Amado (por falar de misticismo e prostituição) e Paulo Coelho (por bruxaria) - Luiz César compara Potter a Hitler. ''Ele também falava às crianças. Se as pessoas ficarem desavisadas, Harry Potter fará estrago tão grande quanto o nazismo''.
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