O DOMINGO E O CRISTIANISMO
Quero deixar claro que no cristianismo não existe nenhuma legalidade com relação
à guarda de um dia ou outro. Se caso isso ocorresse seríamos tão legalistas como
os Adventistas e sabatistas em geral.
Entretanto o Novo Testamento fala de um dia chamado “O Dia Do Senhor”
(Ap.1:10). “Dia do Senhor” está expresso no caso dativo: “té kyriaké hémerà.
Não existe base válida para que se questione se trata-se de fato do Domingo.
ATÉ HOJE ESSA É A EXPRESSÃO REGULAR PARA “DOMINGO” NO GREGO MODERNO.” (Archer)
O DOMINGO FOI UMA PROFECIA QUE SE CUMPRIU PROFETIZADO
Sl. 118.22-24 –
CUMPRIDO - Mt.21:38,42, At. 4:11; Jo. 20:1,19,20.
Pelos fatos ocorridos no NT vemos claramente que a Igreja Primitiva tinha
algumas reuniões especiais no Domingo, o Dia do Senhor.
Segue abaixo fatos Bíblicos e históricos que comprovam esta afirmação:
O DOMINGO, PRIMEIRO DIA DA SEMANA, É O DIA DA RESSURREIÇÃO E DA NOSSA
VITÓRIA.
Qual seria o dia que comemoraríamos hoje? Sexta feira ou o Sábado?
Nestes dias o Senhor jazia frio na morte, na tumba. Naqueles dias os discípulos
não tinham esperança. Com muito sofrimento, eles lamentavam atrás de portas
fechadas. Eles diziam que pensavam que era Ele quem iria redimir Israel. Somente
o dia da ressurreição mudaria este triste momento.
- Este dia ocorreu na manhã do primeiro dia da semana que é o Domingo e a nossa
redenção foi completa. Leiamos:
“Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana (no Domingo)”
(Mc.16:9). {Grifo meu}
- No Domingo Jesus apareceu para os seus discípulos (Mc.16:14).
- No Domingo, Ele os encontrou em diferentes lugares e em repetidas vezes (Mc.16:1-11;
Mt.28:8-10; Lc.24:34; Mc.16:12-13; Jo.20:19-23).
- No Domingo Jesus os abençoou (Jo.20:19).
- No Domingo Jesus repartiu sobre eles o Espírito Santo (Jo.20:22)
- Aqui Ele primeiro comissionou para pregarem o evangelho a todo o mundo
(Jo.20:21 e Mc.16:9-15).
- O Domingo tornou-se o dia de alegria e regozijo para os discípulos (Jo.20:20).
- Os discípulos se reuniam no Domingo (At.20:6-7).
- As coletas eram feitas no Domingo (ICor.16:1-2).
- Justino, o Mártir: 100-167d.C. Eis aqui como Justino, o Mártir,
descreveu o culto primitivo dos cristãos: “No Domingo há uma reunião de todos
que moram nas cidades e vilas, lê-se um trecho das memórias dos Apóstolos e dos
escritos dos profetas, tanto quanto o tempo permita. Termina a leitura, o
presidente, num discurso, admoesta e exorta à obediência dessas nobres palavras.
Depois disso, todos nos levantamos e fazemos uma oração comum. Finda a oração,
como descrevemos antes, pão e vinho (suco de uva) e ação de graças por eles de
acordo com a sua capacidade, e a congregação responde, Amém. Depois os elementos
consagrados são distribuídos a cada um e todos participam deles, e são levados
pelos diáconos às casas dos ausentes.
Os ricos e os de boa vontade contribuem conforme seu livre arbítrio; esta coleta
é entregue ao presidente (pastor) que, com ela, atende a órfãos, viúvas,
prisioneiros, estrangeiros e todos quantos estão em necessidade”(Manual Bíblico,
Halley)
- Inácio, 100d.C., disse: “Aqueles que estavam presos às velhas
coisas vieram a uma novidade de confiança, não mais guardando o Sábado, porém
vivendo de acordo com o dia do Senhor”.
- Tertuliano: 160-220. No início do século III, Tertuliano chegou a
afirmar que: “Nós (os cristãos) nada temos com o Sábado, nem com outras festas
judaicas, e menos ainda com as celebrações dos pagãos. Temos nossas próprias
solenidades: O Dia do Senhor... (On indolatry 14). Em “De oratione”(23).
Tertuliano insiste na cessação do trabalho no Domingo como dia de culto para o
povo de Deus.
- O ensino dos Apóstolos, obra siríaca: Encontramos um testemunho
muito interessante na obra citada, que data da segunda metade do século III,
segundo a qual os apóstolos de Cristo foram os primeiros a designar o primeiro
dia da semana como dia do culto cristão: “Os apóstolos determinaram, ainda: no
primeiro dia da semana deve haver culto, com leitura das Escrituras Sagradas, e
a oblação. Isso porque mo primeiro dia da semana o Senhor nosso ressuscitou
dentre os mortos, no primeiro dia da semana o Senhor subiu aos céus, e no
primeiro dia da semana vai aparecer, finalmente com os anjos celestes” (Ante-necene
fathers, 8668).(Enciclopédia Vida, autor
judeu: Archer)
- Eusébio de Cesaréia: 264-340 d.C., bispo de Cesaréia,
historiador da Igreja, viveu e foi preso durante a perseguição de Diocleciano
contra os cristãos, a qual foi o último e desesperado esforço de Roma por varrer
da terra o cristianismo. Um dos seus objetivos (objetivos de
Roma) especiais foi destruir todas as escrituras cristãs... Eusébio viveu até o
reinado de Constantino,... Um dos primeiros atos de Constantino, ao ascender ao
trono, foi mandar preparar, sob a direção de Eusébio...
Cinqüenta BÍBLIAS para as Igrejas de Constantinopla.(Halley). (os manuscritos
que temos, provavelmente, saíram do trabalho de Eusébio). Agora vejamos o que
Eusébio pensava a respeito da guarda do Sábado: “Eles, portanto, não
consideravam a circuncisão, nem observavam o Sábado, como também nós; nem nos
abstemos de certos alimentos, nem consideramos outras imposições que Moisés
subseqüentemente entregou para serem observadas em tipos e símbolos, porque tais
coisas não dizem respeito aos cristãos...”; “Também celebravam os dias do Senhor
como nós, para comemorar a sua ressurreição” (Livro: História da Igreja,
Eusébio, século III, P.27, 106, Ed. CPAD, ed.1999).
O PENTECOSTES OCORREU NO DOMINGO
(transcrito do Livro: “Fatos Sobre o Sétimo Dia”) Contareis sete semanas
completas, a partir do dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o
molho da oferta movida, sete semanas inteiras serão. Até o dia seguinte ao
sétimo sábado, contareis cin¬qüenta dias... (Lv
23.15,1 6).
Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar
(At.2.1)
O maravilhoso evento do derramamento do Espírito no dia de Pentecostes teve
lugar no Domingo! O dia de Pentecostes ocorreu no dia que vinha após o sétimo
Sábado — o qüinquagésimo dia. É claro, o dia após o Sábado é o primeiro dia da
semana ou Domingo.
É impossível superestimar a importância do derrama¬mento do Espírito Santo para
iniciar a dispensação cristã. Era para os discípulos permanecerem em Jerusalém
até que fossem revestidos de poder do alto. João vos batizou com água, disse
Jesus, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo não muito depois destes
dias. Recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo (At 1.5,8). A Igreja
nasceu no dia de Pentecostes, e era um Domingo! Como resultado de sua
experiência naquele dia, os discí¬pulos saíram para evangelizar o mundo. Deus
honrou aquele sétimo Domingo da dispensação do Novo Testa¬mento com 3.000
conversões, que se seguiram ao sermão de Pedro.
FOI O DOMINGO INSTITUÍDO PELO PAPA?
É claro que após lermos tantas referências sobre o Domingo no NT tal afirmação
fica sem sentido, pois o papa não poderia mudar algo que já era praticado pela
Igreja primitiva. Entretanto, é assegurado pelos mestres do sétimo dia que o
papa de Roma trocou o descanso do Sábado para o Domingo e que os que guardam o
Domingo recebem a marca da besta (Grande Conflito - White, pag. 267, Ed. Casa).
Eles fazem esta afirmação com base no catecismo católico. Contudo, os católicos
também afirmam que o papa é infalível, que tem as chaves de S. Pedro, etc. Estas
afirmações são repudiadas não só pelos sabatistas, mas por todos os cristãos
verdadeiros. Entretanto, sua proclamação de que o papa mudou o dia de descanso
não é um fato. Não há qualquer prova histórica encontrada que mostre a troca do
Sábado pelo Domingo pela igreja Romana ou por Constantino. Em vez disso, seu
catecismo diz assim: “O Domingo, ou dia do Senhor, que observamos por tradição
dos apóstolos em lugar do Sábado”. Assim, pode ser visto que os católicos
realmente ensinam que a observância do dia do Senhor começou no tempo dos
apóstolos, não séculos mais tarde, nos dias dos papas. Devemos entender que nem
tudo que é pregado pela igreja Católica Romana está errado ou fora da Bíblia. A
Igreja romana afirma a deidade de Jesus, afirma ser Jesus o Cristo salvador,
afirma a autoridade dos manuscritos e muito mais. Será que só porque a Igreja
Católica afirma a DIVINDADE de Jesus, o Senhor perde seu poder e glória? Será
que pelos católicos afirmarem ser Jesus o Salvador perde Ele assim o seu poder
redentor? Assim como os Adventistas afirmam verdades mescladas com doutrinas
humanas faz a Igreja Católica. Alias os Adventistas aprenderam muito bem com os
Católicos a misturar doutrinas bíblicas com ensinamentos de homens.
SUNDAY E SATURDAY
Dizem os sabatistas: “Roma teve um imperador que adorava o sol. Daí Sunday (dia
do sol – do Inglês, Domingo). Por essa questão pagã, a tradição chegou até
nossos dias”. Quando lemos estas afirmações devemos saber que são oriundas ou
originadas dos livros da Editora dos Adventistas a Casa Publicadora. É um
argumento sem fundamento teológico concreto, freqüentemente citado pelos
sabatistas para imprimir a idéia de que a guarda de outro dia que não seja o
Sábado é de origem pagã. Tão pagã quanto a palavra Sunday é Saturday (que quer
dizer dia de Saturno), Sábado, em Inglês. Este dia, Saturday ou Sábado, era
dedicado ao deus Saturno e prestava-se culto com orgias e muita bebida. Os dias
da semana levam nomes pagãos e não só o Domingo. Constantino, por sua vez, foi o
primeiro imperador romano a adotar o cristianismo. Quando o fez promulgou vários
decretos em favor dos cristãos. Se valer o argumento que Constantino quem firmou
o primeiro dia da semana como dia de guarda, então teríamos que reconhecer que
muitas outras doutrinas verdadeiramente bíblicas também estivessem erradas, pois
por ele foram corroboradas. E seria inadmissível pensarmos assim.
O SHABBÃTH
A palavra “shabbãth”, da raiz shabhath, em hebraico significa literalmente
“cessar”, “desistir”. No relato da criação não se encontra a palavra “Sábado”
mas a raiz de onde se deriva esse vocábulo é encontrado em Gn.2:2. Em Ex.20:11,
encontramos a afirmação de que Deus “descansou” no sétimo dia, mas no mesmo
livro, no capítulo Êx.31:17, a expressão toma o sentido de Ele “cessar a Sua
obra e tomar alento”. A linguagem é figurada, pois Deus não está sujeito a
limitações humanas ou físicas, não tendo necessidade de descansar. Leiamos: “Não
sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra,
não se cansa nem se fatiga?
E inescrutável o seu entendimento” (Is.40:28; Leia também: Sl.121; Jo.5:17).
Na realidade, Deus cessou a sua obra da criação. O seu descanso, portanto,
refere-se a esse tipo de trabalho, a criação do universo. Ainda bem que o nosso
Deus não é como o deus das religiões, pois o deus das religiões é obrigado a parar
para descansar, mas o nosso Deus nunca se cansa. Aleluia!!!
O SÁBADO É PERPÉTUO?
Argumenta os sabatistas que o Sábado é perpétuo e por isso ainda deve ser
guardado. O argumento usado pelos sabatistas, se verdadeiro, significaria que
toda lei levítica – circuncisão, páscoa, incenso, sacerdócio, etc. – também
deveriam ser perpétua. Por exemplo, em Ex.12:14 está declarado que a páscoa terá
de ser observada “por suas gerações” e “para sempre”, exatamente como é dito
sobre o Sábado. A oferta de incenso também é dita como perpétua (Ex.29:42).
Lavagem de mãos e pés seria perpétuo (Ex.30:21). Os sabatistas concordam que a
observância destas coisas cessou.
Porém, para serem consistentes, se guardam o Sábado, também têm que guardar as
outras ordenanças. Entretanto, isso tudo não é mais perpétuo, pois esse pacto só
continuaria e valeria se cumprido por Israel. Ao ser quebrada a Lei o pacto
cessou e o pacto da graça começou. Leiamos:
“ Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei um pacto novo com a casa de
Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia
em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que
eles invalidaram, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor.
Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o
Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu
serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E não ensinarão mais cada um a seu
próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me
conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Senhor; pois lhes perdoarei a
sua iniqüidade, e não me lembrarei mais dos seus pecados”
(Jr.31:31-34).
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