INTRODUÇÃO
O
livro do Apocalipse, ou da Revelação, é um dos livros
que compõe a Bíblia Sagrada. É o último livro do Novo
Testamento. Todo este estudo do Apocalipse foi desenvolvido
única e exclusivamente com base na Bíblia Sagrada.
A palavra Apocalipse é de origem grega e significa
“revelação” conforme podemos ler nos dois primeiros
versículos do livro:
Revelação
de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar
aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer;
e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu
servo,
o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho
de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto. (Apoc.
1:1-2)
Portanto
estamos diante de uma revelação de Deus, que está
sendo dada aos homens, mostrando as coisas que deverão
acontecer em um futuro muito próximo.
João
estava exilado na ilha de Patmos quando recebeu esta
revelação através de um anjo. Este fato aconteceu
por volta do ano 95 ou 96 de nossa era, portanto,
aproximadamente 60 anos após a morte e ressurreição
de Jesus Cristo.
Desde
já queremos chamar a atenção para um detalhe importantíssimo
que vai nos auxiliar a entender e interpretar os mistérios
desse livro. A revelação foi dada no ano 95 ou 96
e o primeiro versículo diz claramente: "mostrar
aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer”,
portanto, tudo que está descrito no livro são fatos
que começaram acontecer a partir daquele ano. Com
isso já podemos concluir que hoje estamos vivendo
dias apocalípticos, e logo mais, no decorrer do estudo
saberemos em que momento do Apocalipse estamos vivendo
e o que ainda vem pela frente.
Aconselhamos a todos os que realmente estão interessados
em aprender algo sobre o Apocalipse, que leia o livro
todo com calma e atenção, pelo menos duas vezes, e
se for possível mais vezes antes e durante o estudo,
mesmo sem entender a mensagem, pois com isso será
mais fácil entender as lições apresentadas.
Nesse
estudo não estaremos abordando as teorias teológicas
existentes em torno da interpretação deste livro tão
polêmico. O estudo será totalmente prático baseado
única e exclusivamente na própria Palavra de Deus.
Nos seminários e faculdades teológicas são abordadas
teorias tais como: milenismo, amilenismo, tribulacionista,
pós-tribulacionista, futurista, etc... Estes termos
foram abolidos deste estudo.
Toda
mensagem contida no livro do Apocalipse é dirigida
exclusivamente para a Igreja de Jesus Cristo, tanto
é assim, que a revelação dada a João inicia com sete
cartas dirigidas a sete igrejas, e no final, a mensagem
de Jesus é a seguinte:
Eu,
Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas
coisas nas igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi,
a resplandecente Estrela da manhã. (Apoc. 22:16)
O
principal objetivo dessa mensagem é preparar a Igreja
de Cristo para que não venha a participar dos juízos
previstos no dia da grande ira de Deus, e isto, evidentemente,
requer obediência à Palavra de Deus.
E
ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela (referindo-se
à Babilônia, símbolo do pecado), povo meu, para que
não sejas participante dos seus pecados e para que
não incorras nas suas pragas. (Apoc. 18:4)
Eis
que presto venho. Bem-aventurado aquele que guarda
as palavras da profecia deste livro. (apoc. 22:7)
Tenha
em mente que a mensagem desta profecia, como toda
profecia divina, é extremamente séria. Não podemos
brincar com aquilo que é sagrado. No dia do juízo
não haverá tolerância de qualquer espécie.
Logo
após Jesus ter subido junto ao Pai, depois da ressurreição,
os discípulos atenderam a ordem dada por Jesus de
divulgar ao mundo o evangelho da salvação, foi quando
começaram a surgir as igrejas Cristãs.
Ocorre,
porém, que muitos nunca aceitaram o evangelho de Jesus
e sempre houve perseguição contra os que se mantinham
fiéis a Ele, quer por motivos políticos, religiosos
ou interesses pessoais.
Todos
os discípulos e apóstolos de Jesus foram perseguidos,
presos, afligidos e mortos. Como conseqüência, as
igrejas também sofreram perseguições violentas.
Foi
nesse ambiente que o livro do Apocalipse foi escrito.
Jesus arrebatou João em espírito, ou seja, João ficou
fisicamente com seu corpo aqui na terra e seu espírito
foi transportado até o céu, onde lhe foram mostradas
as coisas que brevemente deveriam acontecer. (Ap.
1:10 e Ap.1:1).
Eu
fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi
detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que
dizia: O que vês, escreve-o num livro e envia-o às
sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna,
e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia,
e a Laodicéia. Apc. 1:10-11
Todas
as visões de João foram de forma simbólica. Alguns
crêem que as visões de João foram registradas desta
forma aparentemente confusa, crendo que ele viu coisas
que não conhecia naquela época, então descreveu como
bem entendia. Isto seria como que um índio que nunca
tivesse visto um avião, o descrevesse como sendo um
pássaro de ferro. Esta teoria não faz sentido em nenhum
texto da bíblia.
Uma
vez Jacó teve uma visão de uma escada que subia ao
céu (Gen. 28:12) e Pedro teve uma visão de um vaso
como um lençol que descia do céu (Atos. 10:11). Eram
visões simbólicas. A escada e o lençol eram símbolos
de algo que Deus estava querendo ensinar.
Da
mesma forma, João viu o que ele realmente viu e escreveu.
Se está escrito que ele viu um cavalo vermelho, ele
realmente viu um cavalo vermelho, porém esse cavalo
vermelho tem um significado, simboliza algo que Jesus
quer revelar a nós. Isto evidentemente não significa
que no céu tenha cavalos coloridos, são apenas símbolos.
E neste estudo vamos aprender o significado de muitos
símbolos descritos no Apocalipse.
A
interpretação e o entendimento da mensagem contida
não só no Apocalipse, mas de toda a bíblia, depende
em primeiro lugar do nosso desejo ardente, sincero
e incondicional de conhecer a Palavra de Deus. Depende
em segundo lugar da nossa disposição em ouvir, ler,
estudar, e meditar na Palavra de Deus.
Se
nós fizermos a nossa parte, então o Espírito Santo
de Deus irá nos revelar a Sua mensagem no momento
oportuno e de acordo com a necessidade de cada um.
Não
basta querermos aprender e ficarmos de braços cruzados
esperando que a mensagem apareça em nossa mente como
que uma mágica, é necessário o nosso empenho para
nos alimentarmos da Palavra de Deus.
Alguns
símbolos são interpretados pela própria Palavra no
mesmo texto. Compare Ap. 1:13, 16 com Ap. 1:20 - os
castiçais e as estrelas). Outras vezes encontramos
o entendimento através de outros textos. Compare Ap.
4:3 com Gen. 9:13 - o arco celeste.
Algumas
interpretações são baseadas no conhecimento dos atributos
de Deus, na sua forma de agir, na sua santidade, na
sua onisciência, no seu amor, na sua justiça, sabendo
que Deus não muda, as suas leis são perpétuas e imutáveis.
Por
exemplo, vamos estudar mais para frente, que a promessa
feita a Abraão há quatro mil anos atrás, ainda está
sendo cumprida e continuará em vigor até mesmo nos
dias futuros do Apocalipse. Também a título de exemplo,
da mesma forma que Deus livrou Noé e sua família da
tormenta do dilúvio por serem fiéis, podemos concluir
que Deus também livrará a igreja, pura e imaculada,
das tormentas da grande tribulação que há de vir sobre
o mundo. Deus não usa dois pesos e duas medidas.
Algumas
mensagens nunca serão reveladas por Deus por serem
mistérios que, por algum motivo, não convém que sejam
reveladas (Deut. 29:29; Mat. 24:36; Ap. 10:4; Atos
1:7)
Existem
também mistérios que Deus revela somente para quem
Ele determinar no tempo oportuno, nem antes, nem depois
(João 13:7; Dan. 12:8-9)
Existem
também as interpretações falsas e perigosas, nascidas
na mente humana e sem qualquer base na Palavra de
Deus, essas são naturalmente desaprovadas por Deus
(2Ped. 3:16).
Por
esse motivo, alertamos sobre a importância de estarmos
desarmados diante de Deus, estarmos totalmente atentos
e submissos ao Espírito Santo e estarmos sempre alimentados
com a Palavra de Deus, caso contrário certamente cairemos
no erro e no engano. Toda interpretação e todo entendimento
devem estar fundamentados na própria Palavra de Deus.
Através
deste estudo vamos conhecer todo plano de Deus para
redenção do homem, vamos aprender o que realmente
vai acontecer no futuro. O sol vai apagar? As estrelas
do céu cairão sobre a terra? O nosso planeta vai explodir?
Quem são os quatro cavaleiros do Apocalipse? O que
significam as sete trombetas e as sete taças? Quem
é a besta do Apocalipse? Quem serão os 144000 assinalados?
A igreja passará pela tribulação? Como será a vida
no milênio? Quem estará presente no juízo final?
Todas
esta perguntas e outras mais serão respondidas durante
o estudo, e todas com amparo na própria Bíblia.
No
capítulo II, ainda como introdução estaremos apresentando
uma visão panorâmica de toda história da humanidade
sob o ponto de vista do plano de Deus para com os
homens, desde a criação até o Apocalipse.
Capítulo
2
UMA
VISÃO PANORÂMICA DO APOCALIPSE
Neste
capítulo vamos apresentar, de uma forma simplificada,
uma visão panorâmica de toda história da humanidade
tal como se encontra relatada na Bíblia, tendo como
objetivo chegar ao entendimento dos fatos narrados
no livro do Apocalipse.
Desde
o dia em que foi dada a revelação ao apostolo João,
muitas coisas desta profecia já estão acontecendo
e outras ainda irão se cumprir até o fim da história
desta humanidade quando então terá início uma nova
história no novo Éden que jamais terá fim. Esta será
a eternidade planejada por Deus desde o princípio
da criação.
E
vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro
céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
(Apoc. 21:1)
E
dirão: Esta terra assolada ficou como jardim do Éden;
e as cidades solitárias, e assoladas, e destruídas
estão fortalecidas e habitadas. (Ezequiel 36:35)
No
princípio de toda historia da humanidade, Deus colocou
o primeiro homem no mundo, Adão, e desde então a terra
começou a ser habitada (com todo respeito aos evolucionistas,
nós cremos única e exclusivamente na Palavra de Deus
revelada através das Escrituras Sagradas).
A
partir de Adão, passaram-se aproximadamente dois mil
anos quando surgiu no mundo um outro homem de real
importância para nosso estudo. Trata-se de Abraão.
Algo extraordinário aconteceu no relacionamento entre
Deus e os homens através de Abraão. Deus estabeleceu
uma aliança fazendo uma promessa a esse homem. Este
fato é vital para o entendimento do livro do apocalipse,
sempre lembrando que as promessas de Deus cumprem-se
literalmente na íntegra.
Vamos
destacar duas promessas feitas por Deus a Abraão:
1)
Deus estabeleceu que a descendência de Abraão seria
extremamente numerosa, comparada com as estrelas no
céu e a areia do mar.
2) A descendência de Abraão iria possuir a terra perpetuamente.
Quanto
a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai
de uma multidão de nações. E não se chamará mais o
teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque
por pai da multidão de nações te tenho posto. E te
farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações,
e reis sairão de ti. E estabelecerei o meu concerto
entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas
gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti
por Deus e a tua semente depois de ti. E te darei
a ti e a tua semente depois de ti a terra de tuas
peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão,
e ser-lhes-ei o seu Deus. (Gn. 17:4-8)
Então,
o levou fora e disse: Olha, agora, para os céus e
conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe:
Assim será a tua semente. (Gn. 15:5)
É
muito importante notar a Palavra onde diz "concerto
perpétuo". Considerando que a Palavra de Deus
é perfeita, fiel, verdadeira e imutável, considerando
também que concerto perpétuo significa eterno, para
sempre, concluímos que essa promessa nunca será extinta
e permanecerá por toda eternidade. Repetimos: este
entendimento é vital para o conhecimento do Apocalipse
conforme veremos em outros capítulos mais para a frente.
Através
dessa promessa surgiu no mundo um povo especial controlado
e protegido por Deus. É o povo de Israel. Para quem
não sabe, Abraão, que recebeu a promessa, teve um
filho chamado Isaque. Isaque por sua vez teve um filho
chamado Jacó o qual teve o seu nome mudado por Deus
e que passou a se chamar Israel. Este, por sua vez,
teve doze filhos que se constituíram nas doze tribos
de Israel, e são essas doze tribos de Israel que estão
na linha da promessa feita por Deus a Abraão.
Esta
profecia ainda não está totalmente cumprida. Veremos
o seu cumprimento no final deste estudo.
A
partir de Abraão, passaram-se aproximadamente mais
dois mil anos quando surgiu na terra outro homem muito
mais importante do que Adão e de Abraão. Trata-se
agora de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Através
de Jesus foi feita uma nova aliança, quando surgiu
um outro povo especial, controlado e protegido por
Jesus. Trata-se agora da Igreja de Jesus Cristo, a
qual já está praticamente com dois mil anos de idade,
a exemplo dos períodos anteriores.
A
história da igreja começou com Jesus Cristo quando
ele ordenou aos seus discípulos que divulgassem o
evangelho da graça por todo o mundo.
E
disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho
a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo;
mas quem não crer será condenado. (Marc. 16:15-16).
Foi
logo no início desse período, perto do ano 95 desta
era, que João recebeu a revelação. Este período da
igreja, que já está praticamente com dois mil anos,
em breve chegará ao fim, da mesma forma que chegou
o fim a era da lei, o antigo testamento, período anterior
a Jesus. No Apocalipse, o período da igreja está registrado
nos capítulos um, dois e três.
O
fim da era da igreja será marcado com o arrebatamento
da igreja, ou seja, a igreja que for considerada pura
e sem manchas será retirada da terra e levada ao reino
celestial da mesma forma que Jesus subiu ao céu após
ter ressuscitado.
Não
quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca
dos que já dormem, para que não vos entristeçais,
como os demais, que não têm esperança. Porque, se
cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também
aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer
com ele. Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor:
que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor,
não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor
descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo,
e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo
ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos
vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas
nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos
sempre com o Senhor. (1Tes. 4:13-17)
Após
a saída da igreja da terra, terá inicio um período
de intensa tribulação na terra atingindo todos os
que ficarem. Este período será bastante curto comparado
com a história. De acordo com as profecias, especialmente
de Daniel, podemos afirmar que este período irá durar
aproximadamente sete anos.
“...porque
haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde
o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá
jamais. E, se aqueles dias não fossem abreviados,
nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos,
serão abreviados aqueles dias”. (Mt. 24:21-22)
Alguns
crêem, e encontram respaldo na Bíblia, de que a igreja
estará participando desta tribulação, outros, também
com base bíblica, dizem que a igreja não passará por
este período de tribulação. Quem estaria com a razão?
Na verdade, as duas interpretações estão corretas,
sem que isto se constitua numa contradição. Nas lições
seguintes este assunto ficará bem claro e não deixará
qualquer dúvida a respeito.
No
estudo que faremos, iremos notar que este período
de tribulação estará visivelmente dividido em dois
períodos de três anos e meio cada um, sendo que o
segundo período será tremendamente mais aflitivo do
que o primeiro.
Enquanto
a tribulação estará acontecendo na terra, a noiva
de Cristo, a igreja pura e imaculada, estará nos céus
com Jesus participando da grande ceia também chamada
de as bodas do cordeiro.
E
digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto
da vide até aquele Dia em que o beba de novo convosco
no Reino de meu Pai. (Mat. 26:29)
Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória,
porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua
esposa se aprontou. (Ap. 19:7).
Durante a tribulação, o mundo estará sob o domínio
do anticristo, também chamado de besta, falso profeta,
homem iníquo, homem este que agirá sob o controle
de Satanás. Neste período haverá guerras, fomes, terremotos,
muita violência, muitas mortes e toda a terra será
abalada chegando até a modificar a sua geografia (Mat.
24:7).
...
e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor
desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo
esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo
a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais,
e prodígios de mentira, (2Tes. 2:8-9)
Porquanto
se levantará nação contra nação, e reino contra reino,
e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários
lugares. (Mt. 24:7)
Nos
capítulos seguintes vamos explicar porque estas coisas
deverão acontecer e como vão ficar a terra e os homens
após estes acontecimentos. O período desta tribulação
está narrado em dezesseis capítulos no livro do Apocalipse,
desde o capítulo quatro até o dezenove.
No
final da tribulação, quando Deus já tiver completado
o seu plano, Jesus voltará novamente à terra, trazendo
consigo a igreja que ele havia levado no arrebatamento.
E
vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava
assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga
e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama
de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas;
e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele
mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de
sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de
Deus. E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos
brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. (Apoc.
19:11-14)
Neste
momento acontecerá o que chamamos de Batalha do Armagedom.
Trata-se realmente de uma batalha entre Jesus Cristo,
juntamente com a igreja, contra a besta do Apocalipse,
ou o anticristo.
E
vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos
reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado
sobre o cavalo e ao seu exército. (Ap. 19:19).
O
nome Armagedom se deve ao fato dessa batalha estar
acontecendo em um lugar com esse nome, o Vale do Megido.
E
os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom.
(Ap. 16:16).
Nem
precisamos dizer que Jesus irá vencer esta batalha
sem qualquer dificuldade. Todos os seguidores da besta
serão mortos, a besta e o falso profeta serão retirados
do cenário e Satanás será preso no abismo durante
mil anos.
E
a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que,
diante dela, fizera os sinais com que enganou os que
receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem.
Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de
fogo e de enxofre. E os demais foram mortos com a
espada que saía da boca do que estava assentado sobre
o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes.
(Apoc. 19:20-21)
Ele
prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo
e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no
abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para
que não mais engane as nações, até que os mil anos
se acabem. E depois importa que seja solto por um
pouco de tempo. (Apoc. 20:2-3)
A
partir deste momento a terra já estará restaurada,
já não há mais guerras, nem terremotos nem maldição.
A violência deixará de existir. A verdadeira paz estará
presente na terra.
Inicia-se
agora o período que chamamos de milênio, ou seja,
Jesus Cristo estará reinando no mundo durante mil
anos juntamente com a igreja que ele mesmo preparou.
E
vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem
foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles
que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela
palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a
sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na
mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.
(Ap. 20:4).
Oportunamente teremos um capítulo mostrando em detalhes
como será o reinado de Jesus, como será as condições
da terra e dos homens nesse período.
Durante
o milênio a população da terra será maior do que a
população nos dias de hoje, sem que isto se constitua
numa superpopulação. Também não haverá necessidade
de grandes edifícios nem de pequenos apartamentos
para acomodar a multidão que estará povoando a terra.
O
período do milênio também chegará ao fim um dia. E
quando chegar esse dia, Satanás que estava preso será
solto por um pouco de tempo e imediatamente irá tentar
os homens na face da terra. No capítulo correspondente
iremos explicar porque Satanás será solto por um pouco
de tempo.
Agora
acontece uma nova batalha. Satanás e seus seguidores
serão derrotados. Satanás será lançado definitivamente
no lago de fogo. Nunca mais poderá tentar ninguém.
E,
acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua
prisão e sairá a enganar as nações que estão sobre
os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número
é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.
E subiram sobre a largura da terra e cercaram o arraial
dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu
e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado
no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso
profeta; e de dia e de noite serão atormentados para
todo o sempre. (Apoc. 20:7-10)
Segue-se
o juízo final quando todos os que ainda estavam mortos
desde o principio do mundo irão ressuscitar e serão
colocados diante do trono de Deus, para serem julgados
de acordo com as obras de cada um. Estas obras incluem
também a fé e a fidelidade a Deus durante a vida nesta
terra.
E
vi um grande trono branco e o que estava assentado
sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu,
e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes
e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se
os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida.
E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam
escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu
o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno
deram os mortos que neles havia; e foram julgados
cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno
foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.
(Ap. 20:11-14).
Haverá
livros onde estarão registradas as obras de cada um
e um outro livro especial, chamado Livro da Vida.
Quem não tiver o seu nome escrito no Livro da Vida,
será lançado no lago de fogo onde já estarão Satanás
e a besta.
E
aquele que não foi achado escrito no livro da vida
foi lançado no lago de fogo. (Ap. 20:15).
Quem
tiver o seu nome escrito no Livro da Vida estará na
vida eterna junto com Jesus e terá acesso à cidade
santa, a Nova Jerusalém onde estarão presentes Nosso
Senhor Jesus, e toda igreja que perseverou e saiu
vitoriosa.
E
não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa
abominação e mentira, mas só os que estão inscritos
no livro da vida do Cordeiro (Ap. 21:27).
Está
escrito que fora da cidade haverá povos e nações.
Um rio de água pura sairá da cidade. A árvore da vida
que estava no jardim do Éden, agora estará presente
novamente na terra, e está escrito no Apocalipse que
ela será para a saúde das nações.
E
mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como
cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
No meio da sua praça e de uma e da outra banda do
rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos,
dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore
são para a saúde das nações. E ali nunca mais haverá
maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus
e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. E verão
o seu rosto, e na sua testa estará o seu nome. E ali
não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada
nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia,
e reinarão para todo o sempre.. (Ap. 22:1-5).
A
partir deste ponto a bíblia já não revela mais nada,
pois daqui para frente é a eternidade, uma vida em
condições perfeitas e que foi planejada por Deus desde
a criação do mundo. Esta é a vida eterna. Enquanto
isto, o lago de fogo e enxofre nas profundezas do
abismo também estará eternamente povoado pelo diabo,
seus anjos, pela besta e o falso profeta, e também
por todos os homens que desde a fundação do mundo
se mantiveram rebeldes e desobedientes a Deus.
O
período do milênio até a eternidade está registrado
nos capítulos vinte até o vinte e dois do livro do
apocalipse.
Na
próxima lição estaremos estudando o plano de restauração
que Deus determinou desde o princípio. Veremos porque
a igreja vai ser retirada da terra, porque haverá
o período da tribulação com tantas mortes, com terremotos
e abalos em todo lugar e porque a terra vai ser modificada.
Tudo
tem um motivo dentro do propósito de Deus.
Capítulo
3
O
PLANO DE RESTAURAÇÃO
Se
você já leu todo o livro do Apocalipse, verificou
que estão registradas muitas catástrofes, com abalos
nos céus e na terra (Ap. 6:12-14), muitos terremotos
e muitas mortes (Ap. 11:13). Vamos estudar neste capítulo,
uma das razões pela qual terão que acontecer todas
aquelas catástrofes que estão registradas no livro
do Apocalipse.
Para
entender este plano, vamos voltar ao passado, no Jardim
do Éden. Antes, porém, para que haja uma melhor compreensão
do que queremos dizer, vamos imaginar que em algum
lugar do mundo exista um lugar conforme descrevemos
a seguir:
"Imagine
um povo morando em uma ilha isolada do resto do mundo.
Neste lugar, totalmente plano sem montanhas, vales
ou precipícios e com muita vegetação, não existem
ervas daninhas, nem vegetação inútil, mas somente
arvores frutíferas e vegetação comestível, tudo puro
e sem poluição. Todos os rios e lagos com águas puríssimas,
própria para se beber e muitos peixes. Lá não existem
insetos nem animais nocivos ou ferozes. O clima é
sempre agradável, não há excesso de calor nem de frio,
e não há terremotos, vendavais, tempestades ou coisa
semelhante. Naquele lugar também não existem policia
nem tribunais ou cadeias, porque todos os habitantes
são honestos e justos. Também não existem médicos
farmácias ou hospitais, porque não existe qualquer
tipo de doença. A vida entre os habitantes é alegre,
sadia e só existe a paz. Lá também não existem governos
porque seus habitantes são dirigidos diretamente por
Deus, eles espontaneamente obedecem rigorosamente
cada palavra de Deus. Eles tem Deus como Rei, como
Senhor, como Pai e vivem em plena comunhão com Ele."
Este
seria um modelo do Éden que Deus planejou para o homem.
Deus
criou os céus e a terra. Estabeleceu na terra, um
jardim chamado Éden (Gen. 2:8), onde havia a absoluta
perfeição (Gen. 1:31), plantado com árvores frutíferas,
ideais para a alimentação humana (Gen. 2:9,16).
Colocou
animais de todas as espécies para serem dominados
pelo homem, porém nenhum animal era feroz ou perigoso
(Gen. 1:25). Os animais somente se tornaram arredios
e ferozes com temor dos homens por determinação de
Deus logo após o dilúvio (Gen. 9:2).
Finalmente
Deus então criou o homem e o colocou nesse Jardim
(Gen. 1:28).
O
homem estava numa condição de absoluta perfeição,
paz, tranqüilidade e o principal, em comunhão com
Deus o seu criador (Gen. 2:19). Não havia morte nem
doença, não havia maldição, dor ou qualquer outro
tipo de problema. E o homem se comunicava com Deus
diariamente (Gen. 3:8).
Deus
criou o homem para que o homem O amasse, e vivesse
em comunhão com Ele de livre e espontânea vontade,
pois Deus não queria um fantoche que pudesse ser manipulado,
mas uma personalidade livre que pensasse, e tomasse
decisão, porém que Lhe obedecesse por vontade própria.
Para
que o homem fosse testado no seu livre arbítrio, Deus
colocou uma árvore no meio do Jardim, chamada Árvore
da Ciência do Bem e do Mal, e disse ao homem para
que não comesse daquela árvore, pois se comesse, o
homem morreria (Gen. 2:17). Este era o teste para
a fidelidade do homem.
Como
sabemos, o homem tentado pelo diabo, não resistiu
e comeu daquele fruto (Gen. 3:6). Como conseqüência,
a condenação da morte foi aplicada. Por causa desse
pecado de desobediência, o homem perdeu três grandes
bênçãos que Deus lhe havia dado:
a)
Perdeu a vida eterna, espiritualmente falando. O homem
vivia em comunhão constante com Deus, agora, por causa
do pecado, Deus se separou do homem, o espírito do
homem foi considerado morto para Deus e o destino
dele seria o inferno para sempre, totalmente isolado
da presença de Deus (Gen. 3:8-9).
b)
Perdeu a vida física do corpo. O homem não foi criado
para morrer, porem nesse momento ele ganhou a morte
física (Gen. 3:19).
Uma doença chamada envelhecimento tomou conta do seu
corpo e iniciou-se o processo de envelhecimento até
a morte. Conseqüentemente começaram a surgir doenças,
dores e sofrimento de toda espécie.
c)
Perdeu a terra. O homem perdeu a posse da terra, foi
expulso do Jardim do Éden (Gen. 3:23), e a terra foi
amaldiçoada. Ao invés de arvores frutíferas, começaram
a surgir ervas daninhas (Gen. 3:18). Para comer, o
homem agora precisava trabalhar de forma estafante
(Gen. 3:17).
Ora,
Deus havia planejado tudo bom e perfeito para o homem,
e agora, por causa da interferência do diabo e por
causa da desobediência do homem, todo plano foi destruído.
Será que Deus se frustrou nesse plano? Será que agora
Deus iria cruzar os braços como que dizendo: "Eu
fiz o melhor para o homem e ele não obedeceu, agora
o problema é dele."
De
forma nenhuma, Deus nunca fica frustrado nos seus
planos, tudo aquilo que Ele planeja e diz que vai
fazer, Ele faz e ninguém tem possibilidade de frustrar
ou anular os planos de Deus.
Por
isso, Deus estabeleceu um outro plano para "consertar"
o que o homem destruiu. Deus enviou o Seu Filho, Jesus,
para restaurar todas as coisas.
O
objetivo era retornar ao que Deus havia planejado
desde o início, antes do pecado se estabelecer no
meio do homem.
A
vida eterna do espírito, Jesus conquistou no momento
que Ele entregou sua vida naquela cruz (Isa. 53:4-5),
ou seja, a condenação da morte que estava sobre o
homem, agora caiu sobre Jesus que não merecia morrer
(Mat. 27:46). A partir desse momento, o homem que
crer e aceitar esse sacrifício tem o seu espírito
recriado, o que a bíblia chama de novo nascimento
(João. 3:7). Com isso, o homem tem acesso à vida eterna
perdida lá no Éden (João. 3:16). Portanto, já temos
em mãos o passaporte para a eternidade com Deus, só
estamos esperando o dia da viagem.
A
vida física do corpo, Jesus também conquistou no momento
em que Ele ressuscitou e saiu daquele túmulo três
dias após a sua morte (Luc. 24:1-3). Jesus venceu
a morte e ressuscitou. O homem que aceitar a Jesus
como seu Senhor e Salvador, além de ganhar a vida
eterna, também ressuscitará no dia da volta de Jesus
(1Cor. 15:52), assim como ele também ressuscitou.
E desta forma teremos também um novo corpo sem defeitos
e sem doenças e que não mais morrerá (Mat. 22:30).
A
posse da terra, o homem vai receber das mãos de Jesus
quando Ele voltar (Salm. 115:16). Porém a terra que
hoje ainda está sob maldição, terá que ser restaurada,
toda maldição deverá ser eliminada (Dan. 9:24) para
ficar igual às condições do Jardim do Éden (Ezeq.
36:35). Isto é o que vai acontecer nos dias apocalípticos.
Naqueles
dias, a terra passará sob fortes abalos, tudo que
não presta será eliminado, todas as condições desaforáveis
serão modificadas (Ap. 21:1), todos os homens que
continuarem rebeldes e desobedientes a Deus serão
mortos e reservados para o dia do juízo (Ap. 9:18).
Costumamos
dizer que a terra passará por uma funilaria geral,
porém com seus habitantes dentro dela. Imagine um
automóvel destroçado sendo consertado pelo funileiro
com passageiros dentro do carro. Isto é o que vai
acontecer na terra.
Depois
de tudo isto, a terra com seus habitantes será novamente
como era no Jardim do Éden antes do homem pecar, e
então Deus dará continuidade ao plano inicial após
este intervalo para conserto do estrago feito pelo
homem (Ezeq. 36:35).
Olhando
sob este ponto de vista, vemos que os fatos narrados
no Apocalipse no seu estágio final são uma continuidade
da criação narrada no início do livro de Gênesis.
Os abalos catastróficos mencionados servirão para
purificar e restaurar a terra e aplicar juízo sobre
seus habitantes.
Nos
dias de hoje, estamos simplesmente vivendo um parêntesis
dentro da história da criação para que Deus reconstrua
a obra desfeita pelo diabo e pelo homem.
Convém
ressaltar que toda redenção da criação está fundamentada
única e exclusivamente em Jesus Cristo, o Filho de
Deus que veio ao mundo na forma de homem, e que por
não ter pecado, e não ter participado da natureza
pecaminosa gerada por Adão, não teve sobre si a condenação
da morte promulgada por Deus no início da criação.
Por
não ter condenação e ter vencido o pecado, assumiu
a culpa sobre si, pagou o preço, venceu a morte e
agora tem em suas mãos as chaves da morte e do inferno
(Ap. 1:18) e tudo está debaixo do seu comando.
No
próximo capítulo estaremos estudando os mesmos fatos
do Apocalipse sob o ponto de vista profético.
Capítulo
4
O
APOCALIPSE SOB O PONTO DE VISTA PROFÉTICO
AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL
No
passado, antes do nascimento de Jesus, houve uma época
em que eram muitos os pecados dos homens. Sabendo
das graves conseqüências que isto traria ao povo,
o profeta Daniel começou a orar a Deus intercedendo
pelo povo (Dan. 9:3-5).
Estando
ainda orando, Deus mandou o anjo Gabriel para falar
com o profeta (Dan. 9:21-22). A mensagem que o anjo
trazia da parte de Deus era que, em setenta semanas,
Deus iria acabar com todo o pecado do meio do povo
de Israel e que iria ungir o Santo dos Santos (Dan.
9:24).
Vamos explicar isto.
Em
primeiro lugar, as semanas proféticas mencionadas
no texto são semanas de anos, ou seja, assim com uma
semana normal tem sete dias, a semana profética tem
sete anos, portanto nestas setenta semanas estamos
falando de setenta semanas de anos, ou sejam, setenta
vezes sete anos correspondendo a quatrocentos e noventa
anos (Lev. 25:8).
Ungir
o Santo dos Santos significa que Jesus Cristo iria
ser ungido Rei para reinar sobre o seu povo. Sabemos
que a obra completa de Jesus abrangia a unção para
Profeta, Sacerdote e Rei.
Jesus
já foi profeta quando trouxe a Palavra de Deus aos
homens. Foi Sacerdote quando sacrificou-se a si mesmo
para expiação do pecado do mundo, e falta ainda sentar
no trono de Davi para reinar entre seu povo. Esta
função de Rei, Jesus ainda não exerceu literalmente
porque os judeus não o aceitaram como Rei.
Resumindo,
Deus disse a Daniel que em setenta semanas, ou seja,
em quatrocentos e noventa anos, todo pecado e toda
iniqüidade seriam extintos do mundo e no final Jesus
viria para sentar no trono e reinar literalmente entre
os judeus aqui na terra.
A
humanidade está no mundo já há seis mil anos, e onde
podemos encaixar estes quatrocentos e noventa anos?
Na mesma profecia encontramos explicação para o inicio
da contagem.
Esse
período de quatrocentos e noventa anos iniciou no
momento em que foi dada a autorização para reconstruir
a cidade de Jerusalém que havia sido destruída (Dan.
9:25).
Até o Messias, completar-se-iam sessenta e nove semanas,
ou seja, quatrocentos e oitenta e três anos, sendo
sete semanas para reconstruir a cidade e mais sessenta
e duas semanas até o Messias.
Esta
autorização para reconstruir a cidade foi dada pelo
Rei Artaxerxes a Neemias durante o Império Persa (Neem.
2:1,5,8). Portanto a contagem das 70 semanas, ou 490
anos, se inicia no momento em que o rei Artaxerxes
autorizou Neemias a reconstruir a cidade de Jerusalém.
A
marca do Messias, completando sessenta e nove semanas,
é encontrada no dias em que Jesus entrou triunfalmente
na cidade de Jerusalém montado em um jumentinho, para
ser aclamado Rei dos Judeus (Lucas. 19:35-38). Este
acontecimento foi profetizado pelo profeta Zacarias
(Zac. 9:9).
Se
forem feitos os cálculos pelo calendário, veremos
que desde a ordem dada a Neemias para reconstruir
a cidade, até a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém,
são decorridos exatamente quatrocentos e oitenta e
três anos, ou sessenta e nove semanas.
Mas
a profecia era de setenta semanas, portanto ainda
estaria faltando uma semana, ou seja, sete anos para
completar o período. Logo mais veremos onde encontraremos
esta semana faltante.
Todos
estes cálculos podem parecer confusos, mas é bem simples
de entender. De acordo com o plano de Deus, a partir
da autorização para reconstruir a cidade, se passariam
quatrocentos e noventa anos e Jesus teria extirpado
o pecado, e estaria no trono como Rei conforme profetizado
por Daniel.
Ocorre
que não foi exatamente assim que aconteceu. Quando
Jesus entrou na cidade levado por seus discípulos
para ser aclamado Rei, o povo não reconheceu Jesus
como Messias e não o aceitou como Rei (João. 1:11).
Mais
uma vez o plano de Deus não se completa por interferência
do homem que continua rebelde e desobediente a Deus.
Mas como já dissemos que Deus não se vê frustrado
em seus planos, Ele novamente interrompeu a historia,
agora, com o povo judeu para estabelecer mais um plano
intermediário antes de continuar com seu propósito.
Como
os judeus não reconheceram o Messias e não receberam
Jesus com Rei, Deus "deixou um pouco os judeus
de lado" abrindo um intervalo na história para
dar oportunidade aos gentios, ou seja, aos povos que
não são judeus (Atos. 13:46).
Para
ilustrar este fato, Jesus contou uma parábola mostrando
exatamente o que aconteceu (Lucas. 14:15-24).
Nesta
parábola, Jesus conta a história de um homem que preparou
uma grande ceia e convidou os seus amigos mais chegados.
Um a um, os convidados se esquivaram com desculpas
para não comparecer na ceia. Um disse que havia comprado
um terreno e precisava ir vê-lo, outro disse que havia
se casado e não podia ir, enfim todos se desculparam
e não aceitaram o convite. O homem ficou indignado
e mandou os criados irem à rua chamar todos que encontrassem,
os mancos, os maltrapilhos, os mendigos, até completar
todos os lugares disponíveis na mesa da ceia. No final,
diz que nenhum daqueles primeiros convidados iria
provar da sua ceia.
Na
vida real, esses convidados da rua são os gentios
a quem Deus abriu as portas e convidou para comparecer
à grande ceia, ou seja, as bodas do Cordeiro. Jesus
veio para o seu povo, os judeus, mas eles não o receberam,
agora Jesus está preparando a sua igreja formada pelos
gentios, igreja esta, que é também chamada de "A
Noiva de Cristo" e que um dia será levada para
a grande ceia no lugar dos primeiros convidados (Ap.
19:7). Marque bem este fato: Jesus disse em sua parábola
que nenhum dos seus convidados provaria da sua ceia.
Hoje
estamos vivendo os dias dessa igreja que está sendo
preparada como uma noiva (2Cor. 11:2 e Efes. 5:27),
e estamos exatamente no intervalo que Deus abriu na
história dos judeus quando a contagem das setenta
semanas foi interrompida.
Voltando
à profecia de Daniel (Dan. 9:24) vejamos onde está
a última semana faltante.
Daniel diz que depois das sessenta e nove semanas
(sete mais sessenta e duas), o Messias seria tirado
(Dan. 9:26), como realmente aconteceu. Jesus, depois
que ressuscitou, foi levado ao céu onde está ao lado
de Deus até hoje.
Em seguida viria um príncipe que faria um concerto
com muitos por uma semana. Estas semanas, somadas
às sessenta e nove, completam as setenta semanas profetizada
por Daniel.
Não
podemos esquecer que após a retirada do Messias, há
um intervalo de tempo para a igreja, que está completando
dois mil anos, e depois disso é que viria o anticristo
durante a tribulação de sete anos, a última semana
faltante.
Este
príncipe que há de vir é o anticristo, ou a besta
do apocalipse, um homem terrível que estará reinando
na terra sob o controle de Satanás por um período
de sete anos. Estes sete anos são os sete anos de
tribulação registradas no livro do Apocalipse nos
capítulos 4 até 19.
Quando
finalmente todos os lugares da mesa estiverem preenchidos
pelos convidados da rua (nos referimos à parábola),
então a era da igreja vai terminar e Jesus voltará
para assumir o trono.
A
volta de Jesus com a sua igreja para reinar, pode
ser lida no Apocalipse, capítulo 19 versos 11 a 14.
Aproveite este momento, e leia atenciosamente os textos
de Lucas. 19:35-38 e de Apoc. 19:11:16 comparando
estes dois textos.
Em Lucas vamos encontrar Jesus sentado em um jumentinho
seguindo em direção à cidade de Jerusalém sendo seguido
pelos seus discípulos que o aclamavam como Rei. No
Apocalipse, vamos encontrar Jesus sentado em um cavalo
branco descendo do céu sendo seguido pela sua igreja
também em cavalos brancos reconhecendo-O com Rei.
Como
podemos ver, Deus cumpre o seu plano, toda Palavra
de Deus se cumpre integralmente.
Na
seqüência do estudo, veremos mais tarde que naquele
dia da volta de Jesus, a terra já estará restaurada,
todos os homens infiéis a Deus serão mortos, e nesse
momento Jesus sentará no trono e reinará sobre os
que permaneceram fiéis e sem pecado. Esta será a época
que chamamos de Milênio ou o reino milenar de Cristo
juntamente com a sua igreja.
Desta
maneira estamos vendo a profecia de Daniel relativa
às setenta semanas se cumprir na sua íntegra. Estamos
aguardando o reinicio da contagem para completar a
última semana, quando Deus continuará tratando com
os judeus. Quando isto acontecer, a igreja, os convidados
da rua, estarão na grande ceia com Jesus.
Neste
momento cabe uma pergunta: onde você estará? Você
será um dos convidados que rejeitou o convite ou você
estará sentado na mesa da ceia com Jesus?
No
próximo capítulo estaremos estudando a primeira visão
que João teve e registrou no primeiro capítulo do
livro do Apocalipse.
Capítulo
5
A
PRIMEIRA VISÃO
Neste
capítulo vamos estudar o início do livro de Apocalipse,
quando João teve a primeira visão após ter sido arrebatado
em espírito (Ap. 1:10).
Muitos
imaginam que João teve toda visão apocalíptica de
uma só vez, porém nós observamos que houveram várias
visões independentes umas das outras. Logo neste início,
está escrito que João foi arrebatado em espírito.
Mais para frente está escrito que João recebeu um
convite para subir ao céu e foi novamente arrebatado
em espírito (Ap. 4:1-2). E houve também uma ocasião
em que João se viu na terra e não no céu quando teve
as visões (Ap. 13:1). Algumas versões dizem que o
dragão pôs-se sobre a areia do mar, porém notamos
que a primeira é a mais apropriada e mais freqüente
nas diversas versões.
Os
dez primeiros versículos são uma introdução, onde
João se apresenta como mensageiro da parte de Jesus
Cristo, o qual revelou esta profecia a ele.
Quando
foi arrebatado, ouviu no céu uma voz como que de trombeta
dizendo que o que ele iria ver agora deveria ser escrito
e enviado às sete igrejas que estão na Ásia (Ap. 1:10-11).
Neste
ponto vamos já esclarecer um símbolo muito freqüente
neste livro e também em toda a Bíblia. Trata-se do
numero sete. O sete é usado por Deus como símbolo
de plenitude divina, ou seja, tudo que Deus faz, se
completa dentro de um sete. Damos alguns exemplos:
Deus criou os céus e a terra em sete dias, sendo seis
com trabalho e um de descanso (Gen. 2:2-3). Deus determinou
o ano sabático, ou seja, durante seis anos a terra
poderia ser plantada, porém, no sétimo a terra deveria
descansar (Lev. 25:3-4). Deus também determinou o
ano do jubileu, ou seja, após cada sete períodos de
sete anos (49 anos), o ano seguinte seria o do jubileu
quando haveria a libertação dos servos, redenção da
terra e descanso das colheitas (Lev. 25:10-15). Tudo
que Deus faz, se encerra dentro de um "sete"
considerando tudo completo sem nada mais para acrescentar
ou completar.
Assim,
estas sete igrejas estão representando todas as igrejas
no mundo todo e em todas as épocas. Aquelas sete igrejas
mencionadas existiam realmente na Ásia, cada uma com
sua característica e representavam as outras igrejas
que também existiam no mundo.
Estas sete igrejas também representam na mesma ordem,
cada tipo de igreja que existiu através dos séculos
desde os dias dos apóstolos até os dias de hoje. Da
mesma forma, estas igrejas também representam cada
pessoa de cada igreja desde Jesus até hoje.
Isto é plenitude. Na seqüência vamos encontrar os
sete selos, as sete trombetas, as sete taças, e tudo
com o mesmo significado simbólico de plenitude de
Deus.
Apenas
para exemplificar e dar melhor entendimento, dizemos
que um copo de água está em sua plenitude quando está
totalmente cheio de água, não cabendo nem uma gota
a mais. Outro exemplo: a plenitude de uma semana é
com sete dias, e não com cinco ou com oito dias, ou
seja, a semana é plena, ou completa, com sete dias.
Quando
João se virou para ver quem estava falando com ele,
viu sete castiçais de ouro e um homem que estava no
meio dos castiçais (Ap. 1:12-13).
A
descrição deste homem identifica como sendo Jesus
Cristo conforme os detalhes mencionados nos versículos
14 a 18. A espada que saia de sua boca simboliza a
Palavra de Deus. A espada é uma arma de ataque e a
Palavra de Deus é a arma que deve ser usada contra
todos os ataques das trevas. Lembrar que Jesus venceu
o diabo lá no deserto apenas citando a Palavra de
Deus (Mat. 4:1-11).
O
significado dos castiçais e das estrelas é encontrado
a seguir no versículo 20. Os sete castiçais de ouro
estão simbolizando as sete igrejas, que por sua vez
engloba todas as igrejas do mundo em todos os tempos.
Lembre-se que se você já aceitou a Jesus como seu
Senhor e Salvador, você é parte da igreja, portanto
você também está sendo representado por um desses
castiçais.
As
sete estrelas são identificadas como o anjo de cada
igreja. Não se trata aqui de anjo protetor como aqueles
seres angelicais que estão a serviço de Deus. O anjo
neste caso também é um símbolo e é definido pela Palavra
de Deus como sendo um mensageiro (Hebreus. 1:14),
a estrela é usada para orientar e para guiar (Gen.
1:16; Mat. 2:2), portanto estas estrelas que são os
anjos das igrejas, representam os pastores, os bispos
ou quem exerce a direção das igrejas.
Quanto
aos castiçais que representam as igrejas e cada indivíduo
participante da igreja, é importante que se saiba
com quais qualidades eles foram definidos na lei de
Deus dada a Moisés.
O
castiçal tinha que ser de ouro (Êxodo. 25:31) que
simboliza a pureza e a santidade, assim, cada igreja
e cada um de nós devemos ser puro e santo. Tinha que
ser de ouro batido de uma só peca, não podia ter emendas
assim como nós temos que ser lapidados e não podemos
ter remendos. Sendo de uma só peça nos lembra que
todos nós, integrantes da igreja de Cristo, devemos
ser uma unidade no corpo de Cristo. Não pode haver
divisões nem brigas ou rancores entre os participantes
de uma igreja (Exo. 25:36). Estes castiçais também
deveriam ter sete lâmpadas e não se trata de lâmpadas
elétricas, mas de azeite que simboliza o Espírito
Santo de Deus (Exo. 25:37). O azeite usado nesses
castiçais também tinha que ser puro, e não podia faltar,
pois as lâmpadas deveriam ser mantidas acesas continuamente
(Exo. 27:20). O azeite é também um símbolo do Espírito
Santo, e assim como o azeite não podia faltar nas
lâmpadas, também o Espírito Santo não pode faltar
na nossa vida.
Conhecemos
a parábola das dez virgens onde as cinco imprudentes
deixaram faltar o azeite em suas lâmpadas e não puderam
entrar para as bodas (Mat. 25:1-13).
É
muito importante este símbolo do castiçal aplicado
a cada um de nós como parte da igreja de Cristo.
Deus não usa estes símbolos apenas por acaso. Assim
como o castiçal era perfeito e puro, Deus quer que
nós também sejamos perfeitos e puros. Deus disse ao
seu povo: " Sede santos porque eu sou Santo"
(Lev. 11:44). Ninguém pode dizer que é impossível
ser santo, porque se Deus determinou que fossemos
santos, é porque podemos ser santos. Deus não daria
uma ordem impossível de ser cumprida ao homem.
Queremos esclarecer que não estamos falando aqui do
tipo de santo ensinado por outra religiões como "Santo
Antônio, santo Agostinho etc...." . estes "santos"
são definidos pelo próprio homem depois da morte deles.
Estamos falando de homens que literalmente são fiéis
e tementes a Deus e cumprem a Palavra de Deus obedecendo
aos seus ensinos, portanto aprovados por Deus ainda
em vida e não depois de morto.
Você
que está lendo estas linhas, também pode ser santo
desde que obedeça a Palavra de Deus.
Voltando
à visão dos sete castiçais, vimos que Jesus estava
no meio deles, significando que Jesus anda no meio
das igrejas, confirmando o que Jesus já havia dito
que onde estariam dois ou três reunidos em nome Dele,
Ele também estaria ali com eles. E vimos também que
as estrelas estavam à sua destra, significando que
Jesus tem todos os lideres de cada igreja em suas
mãos. A igreja é liderada pelo seu dirigente, e este
por sua vez é liderado por Jesus.
Nos
versículos 13 a 16 deste primeiro capítulo, João descreve
a visão que ele teve de Jesus Cristo no céu. Não nos
esqueçamos que as visões são sempre simbólicas. Estava
vestido de branco até os pés com um cinto de ouro.
Os cabelos eram brancos como a neve. O branco simboliza
a pureza. Seus olhos eram como chama de fogo, significando
que seus olhos tudo vê, em tudo penetra, não há segredo
para Jesus. Os pés como latão reluzente, um metal
polido e durável e sua voz como de muitas águas, isto
é, muito forte e possante. Apenas para fazer um comentário
a respeito da voz de Jesus, sabemos que sua voz era
realmente muito forte. Se lermos o texto em Mateus
15:29-39, vamos ver que Jesus falava ao povo à beira
do mar e a uma multidão muito grande. Quem conhece
o mar e a praia, sabe que é muito difícil falar com
alguém ao longe na praia, pois o som se dispersa e
é necessário gritar muito para se fazer ouvir. Continuando
na visão de João, Jesus também se apresentava com
uma espada na boca, que evidentemente simbolizava
a sua palavra. E o seu rosto brilhava como o sol,
representando a glória de Deus que estava nele.
Jesus
também se identificou como sendo o primeiro e o último
(Ap. 1:17) significando que ele é o único, é Deus,
estava em Deus e será eternamente Deus.
Disse
também que foi morto (foi morto na cruz), porém está
vivo, portanto ele venceu a morte e a morte não tem
poder sobre ele (Apoc. 1:18).
No
mesmo versículo ele diz que tem as chaves da morte
e do inferno. Como ele venceu a morte, e o seu sacrifício
foi realizado para pagar os pecados dos homens para
que os homens não fossem para o inferno, fica então
evidente que Jesus tem todo o controle sobre a morte
e sobre o inferno. Não significa que ele manda os
homens para o inferno, mas que pode livrar os homens
do inferno pela fé que os homens tem nele.
Esta
foi a primeira visão de João no apocalipse. No próximo
capítulo vamos estudar sobre as sete igrejas às quais
João enviou as cartas.
Capítulo
6
AS
SETE IGREJAS DA ÁSIA
Apenas
para ficar bem claro, vamos repetir o que dissemos
na lição anterior. Estas igrejas realmente existiram
na época em que João escreveu o livro. Cada igreja
tinha uma característica que representava todas as
demais igrejas daquela época em todo o mundo. Estas
igrejas também representam todas as igrejas que existiram
e existem desde o tempo dos apóstolos até os dias
de hoje. Todas as igrejas no mundo têm características
que se enquadram em uma ou mais dessas igrejas. Estas
igrejas também representam cada homem ou mulher que
pertence a uma igreja, pois também somos parte da
igreja que é o corpo de Cristo. Portanto, tudo que
for falado dessas igrejas devem se aplicar às igrejas
de hoje e também a cada um de nós individualmente.
Ao estudar esta lição, pense bem na sua igreja e veja
onde ela se enquadra, pense também em você mesmo e
julgue que tipo de igreja é você.
Primeira
carta à igreja de Éfeso (Apoc. 2:1-7)
Esta igreja se caracteriza pelo fato de ter perdido
o seu primeiro amor. É a igreja que representa a primeira
igreja cristã, e que conheceu mais de perto o evangelho
de Jesus Cristo transmitido pelos apóstolos. Tinha
qualidades, pois trabalhava bastante (v.2,3), zelava
pela integridade da igreja (v.6), e não aceitava as
doutrinas dos Nicolaitas, uma seita ligada ao gnoticismo.
Porém recebeu uma repreensão de Jesus por ter perdido
o primeiro amor (v. 4) ou seja, enfraqueceu na fé
cristã. Agora Jesus faz uma advertência, ela deve
ver onde caiu, se arrepender e voltar a praticar as
mesma obras (v. 5), caso contrário a igreja será retirada
do meio do castiçal e perderá as bênçãos prometidas
por Deus (v.5). A promessa ao vencedor é que terá
direito à árvore da vida no reino de Deus (v. 7).
Você, como parte da igreja de Cristo, permanece no
primeiro amor? Ou já enfraqueceu na fé?
Segunda
carta à igreja de Esmirna (Apoc. 2:8-10)
Esta é uma das duas únicas igrejas que não receberam
repreensão de Jesus, a outra foi a igreja de Filadélfia.
Uma das principais causas da integridade dessa igreja
foi o a acirrada perseguição que ela sofreu aproximadamente
no período dos anos 100 a 316 d.C. Isso comprova o
fato de que muitos precisam ser afligidos para permanecerem
fiéis à Palavra de Deus (leia Salmo 119:67-72). Era
uma igreja rica, mas tornou-se empobrecida por causa
da perseguição (v. 9). Jesus consola a igreja por
causa da perseguição que iria sofrer por pouco tempo,
mas a recompensa será a coroa da vida e a vida eterna
(v.10-11). Você permanece fiel a Jesus apesar das
aflições que passa neste mundo?
Terceira
carta à igreja de Pérgamo (Apoc. 2:12-17)
Esta igreja começa a misturar-se com o mundo, com
a idolatria e com o paganismo e começa a cair. O paganismo
começa a crescer no mundo e a igreja vive no meio
desse ambiente e muitos procuram se manter fiéis (v.
13). Porém muitos outros no meio da igreja começaram
a se contaminar com a idolatria introduzindo a abominação
para dentro da igreja (v. 14). Outros seguiam as doutrinas
dos Nicolaitas, uma seita ligada ao gnoticismo, em
contraste com a igreja de Éfeso que aborrecia as doutrinas
dos Nicolaitas (v. 15). Jesus adverte para que esses
se arrependam, caso contrário, serão derrotados pela
própria Palavra de Jesus (v. 16)..
Quarta
carta à igreja de Tiatira (Apoc. 2:18-29)
Como a igreja de Pérgamo não se arrependeu e não se
corrigiu, o pecado começou a entrar na igreja representada
por Tiatira, agora mais decadente do que antes. A
idolatria se misturou com a igreja. Esta igreja tinha
muitas obras, mais do que antes, porém estava em pecado
(v.19), é como igrejas de hoje que dão mais ênfase
às boas obras do que a santificação e a fidelidade
a Cristo. Normalmente quando se dá mais valor às obras,
acaba por se enfraquecer espiritualmente. A igreja
de Tiatira tolerava a Jezabel, a mulher que simboliza
o paganismo satânico, a feitiçaria e a idolatria imunda
(v. 20). Jesus tem dado oportunidade a essa igreja
para se arrepender, mas como isso não acontece, a
igreja será lançada em grande tribulação (v. 22-23),
tribulação esta que estudaremos nas próximas lições
após o arrebatamento da igreja. Porém aqueles que
permanecerem fiéis até o fim irão reinar com Jesus
(v.24-28).
Quinta
carta à igreja de Sardo (Apoc. 3:1-6)
O pecado que se infiltrou na igreja Tiatira agora
chegou ao auge na igreja de Sardo, ou Sardes, uma
das piores igrejas. Foi nesse período que surgiram
os grandes reformadores, Lutero, Calvino, Zwinglio
e outros, que impulsionados pelo Espírito Santo, introduziram
o avivamento nas igrejas no século XVI. Nessa igreja
Jesus começa com uma repreensão, dizendo para confirmar
os que estavam para morrer. Nesse caso não se tratava
de morte física, mas de morte espiritual, a igreja
estava tão decadente que todos estavam morrendo espiritualmente
falando, e a tendência era o desaparecimento da igreja.
Por isso é que o Espírito Santo interferiu movendo
um grande avivamento no meio da igreja (v. 2). Jesus
continua advertindo para que se arrependa, caso contrário
seriam pegos de surpresa na hora final (v. 3). Apesar
disso, haviam alguns que se mantinham dignos e fiéis
a Jesus, e estes sem dúvida contribuíram para o avivamento
que se seguiu logo após (v. 4). Ao vencedor foi dada
a promessa de que estará com Jesus vestido com vestes
brancas e principalmente, teriam a garantia de que
seus nomes jamais seriam riscados, do livro da vida
(v.5). E você, não estaria porventura necessitando
de um avivamento em sua vida?
Sexta
carta à igreja de Filadélfia Apoc. 3:7-13)
Esta é outra igreja que não recebeu repreensão de
Jesus, a outra foi a igreja de Esmirna. Diante do
avivamento e da obra do Espírito Santo, esta igreja,
uma das melhores, representa a igreja ideal, perfeitamente
fiel a Cristo e não tinha defeitos. Recebeu um elogio
de Jesus porque honrou a oportunidade dada quando
Deus colocou diante dela a porta aberta que era o
grande avivamento dado pelo Espírito Santo e não negou
o nome de Jesus diante do mundo (v. 8). Esta igreja
fiel terá oportunidade de ver os iníquos adorarem
a Deus diante de si (v. 9). A maior promessa para
essa igreja é que ela estaria livre da grande tribulação
que irá assolar o mundo após a vinda de Jesus (v.
10). Aos vencedores também foi dada a promessa de
estarem presentes na Nova Jerusalém e seus nomes escritos
no templo de Deus na eternidade (v. 12).Você já parou
para pensar se você está incluído nessa igreja? Você
tem certeza de que não irá passar pela grande tribulação?
O Espírito Santo de Deus está vivo e ativo em sua
vida?
Sétima
carta à igreja de Laodicéia Apoc. 3:14-22)
A sétima e última igreja aqui representada, é a igreja
de Laodicéia, cuja característica principal é o fato
de ser uma igreja morna (v. 16). Após o grande avivamento,
a igreja começou a cair novamente. Esta igreja representa
um tipo de igreja elitizada, que se julga ideal, com
muito dinheiro, muitas obras materiais, sem aquela
humildade esperada por Deus, cheias de doutrinas convencionais,
ordem de culto e tudo mais, porém sem o enchimento
do Espírito Santo como ensina a Palavra de Deus. Esta
igreja cheia de orgulho que bate no peito dizendo
ser a verdadeira igreja, é considerada por Jesus como
uma miserável e é a única igreja que não recebeu nenhum
elogio (v. 17). Jesus aconselha que se arrependa,
que abra os olhos, que se encha do Espírito Santo
e acumule os tesouros do céu (v. 18). O castigo para
os desobedientes é que serão expulsos da presença
de Jesus (v. 16), e a promessa aos vencedores é que
participarão da grande ceia do Cordeiro e reinarão
com Jesus (v. 20-21). E você, não estaria porventura
morno diante de Deus?
Conclusões
Observe
os seguintes detalhes nestas cartas:
Todas
as cartas foram dirigidas ao anjo da igreja, ou seja,
ao pastor ou dirigente e responsável oficial porque
dele é a responsabilidade de conduzir o rebanho dentro
da vontade de Deus, mas isso não tira a responsabilidade
individual de cada crente que deve estar constantemente
sob a unção do Espírito Santo de Deus.
Em
todas elas Jesus se apresenta com uma característica
própria que o identifica com toda autoridade e poder.
Em
todas as cartas Jesus disse: "Eu sei as tuas
obras", evidenciando que Jesus conhece cada uma
das igrejas e cada crente individualmente, nada fica
oculto aos olhos de Jesus. Como vimos na lição anterior,
Jesus anda no meio dos castiçais que representam as
igrejas, e tem em suas mãos os anjos das igrejas,
os seus pastores e líderes. Ai daquele que se rebelar
ou que desobedecer a Palavra de Deus.
Todas
receberam uma palavra de elogio e revelação com exceção
da igreja de Laodicéia.
As
únicas que não apresentavam falhas foram as igrejas
de Esmirna e Filadélfia, e como conseqüência também
não tiveram exortação para o arrependimento e nem
punição.
Nenhuma
deixou de receber uma advertência e uma recomendação,
necessárias para que houvesse perseverança e cuidado
para não cair.
Igualmente
todas receberam a promessa de um prêmio para os que
se saíssem vitoriosos. Nesses prêmios nós vemos refletidas
as condições de vida que nos espera no fim dos tempos
quando estivermos eternamente no reino de Deus.
O
fator mais importante para hoje nessas lições das
sete igrejas, como já dissemos, é que elas representam
cada igreja existente na face do mundo e representa
principalmente, cada um de nós membro do corpo de
Cristo.
Não
encare essas lições como uma mera história da igreja
cristã, faça dessas lições uma aplicação pessoal em
sua vida. Em todas as cartas está escrito: "Quem
tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas".
Não despreze a voz do Espírito Santo em sua vida,
tenha certeza de que uma das sete cartas está diretamente
dirigida a você, se você não sente isso, ore pedindo
orientação ao Espírito Santo e veja qual a recomendação
que cabe a você..
Capítulo
7
O
FIM DA ERA DA IGREJA - I
SINAIS DOS TEMPOS
Em
breve a era da igreja irá chegar ao fim. Jesus está
voltando para levar consigo uma igreja santa, pura
e irrepreensível (Efes. 5:27), com isso, se fecha
o parêntesis aberto no tratamento com os judeus quando
eles rejeitaram a Jesus como seu rei. É o tempo dos
gentios chegando ao fim.
Como
podemos saber que esse tempo está chegando ao fim?
Há um ditado no mundo que diz: "A mil anos chegarás,
mas de dois mil não passarás" e dizem isso como
sendo um versículo da bíblia. Na verdade não existe
nenhum versículo da bíblia que diz isso. Muitos falsos
profetas já têm até marcado a data do fim do mundo,
e esperando esse dia ficaram frustrados, pois nada
aconteceu. Muitos já se suicidaram com pavor desse
dia. Ainda hoje existe uma igreja muito conhecida
entre nós que tem determinado o dia, mês e ano da
volta de Jesus.
Quanto
a isso, podemos nos manter absolutamente seguros de
que é totalmente impossível determinar o dia da volta
de Jesus e o tempo do fim, pois a bíblia é bem clara
dizendo que o dia e a hora ninguém sabe, nem os anjos,
nem Jesus como homem, mas somente Deus, o Pai criador
de todas as coisas (veja os seguintes textos: Marc.
13:32; Mat. 24:36).
Jesus
também nos ensina que virá de surpresa, num momento
em que ninguém espera (leia Luc. 12:46; Mat. 24:50).
A vinda de Jesus e o final dos tempos será como nos
dias de Noé. Naquele tempo ainda não havia chovido
sobre a terra, e os homens Não sabiam o que era chuva
e muito menos o que seria uma enchente ou um dilúvio.
Noé durante muitos anos, sob a orientação de Deus,
anunciava o arrependimento entre os homens dizendo
que se não se arrependessem Deus haveria de mandar
um grande dilúvio que mataria a todos. Enquanto pregava
a mensagem do arrependimento, construía a arca a pedido
de Deus. Os homens, ao invés de ouvir e acatar a mensagem,
zombavam dele, e no dia em que ninguém esperava aconteceu
o dilúvio e pegou todos de surpresa, salvando-se somente
Noé e sua família. Assim como todos estavam avisados
e não deram crédito, hoje está acontecendo a mesma
coisa. O evangelho está sendo pregado, fala-se da
volta de Jesus, do arrebatamento da igreja e da tribulação
que irá assolar o mundo, porém muitos não estão dando
crédito, pois um acontecimento desse, Jesus voltando
e a igreja sendo arrebatada, é um fato tão sobrenatural
para os homens dos dias de hoje como o dilúvio nos
dias de Noé, e todos serão pegos de surpresa (leia
Mat. 24:38).
Portanto,
qualquer tentativa dos homens de determinar o dia
da volta de Jesus deve ser rejeitada porque Deus não
permitirá que alguém saiba quando isso irá acontecer,
porém Jesus nos ensinou a reconhecer quando o tempo
estaria próximo, sem porém, determinar exatamente
o dia, e isso nós vamos estudar logo em seguida.
O
fato que irá caracterizar a volta de Jesus será o
arrebatamento da igreja, e sobre isso vamos estudar
muito nos próximos capítulos. Como já dissemos, isto
acontecerá de surpresa como nos exemplos citados por
Jesus: Dois estariam no campo, um seria levado e outro
deixado (Mat. 24:40); dois estariam na cama, um seria
levado e outro deixado (Luc. 17:34); dois estariam
no moinho, um seria levado e outro deixado (Mat. 24:41).
Observe a surpresa nos exemplos, pois se soubessem
com exatidão o dia e hora, não estariam, com certeza,
tranqüilos na vida cotidiana.
Jesus
citou outros exemplos para caracterizar a surpresa
e a rapidez como irá acontecer. Temos que ter em mente
que o fato de ser rápido e de surpresa, não dará tempo
a ninguém para se arrepender naquele instante, por
isso o tempo de arrependimento é AGORA. Será rápido
como o relâmpago (Mat. 24:27); será num abrir e fechar
de olhos (1 Cor. 15:52)
Dissemos
que não podemos saber o dia e a hora, porém Jesus
nos deixou algumas "pistas" para que pudéssemos
reconhecer a proximidade do tempo. Vamos analisar
algumas.
A
PARÁBOLA DA FIGUEIRA (leia Mat. 24:32-35)
A figueira aqui está representado o povo judeu, que
estava disperso pelo mundo por causa da perseguição.
O florescimento da figueira representa a volta dos
judeus à sua terra Israel e seu restabelecimento como
povo. Os judeus voltaram para Israel em 1948, porém
tomaram a cidade de Jerusalém e lá se estabeleceram
como a capital de Israel em 1967. Onde hoje é Israel,
antes era a Palestina tendo Telaviv como capital.
A geração mencionada no v.34, refere-se a geração
que estaria presenciando a volta dos judeus para sua
terra e se restabelecendo na cidade de Jerusalém.
Considerando que uma geração é calculada com um período
aproximado de 40 anos, poderíamos esperar que tudo
aconteça próximo ao ano 2000. Note que dissemos PRÓXIMO
ao ano 2000 e não NO ano 2000.
A
PROFECIA DE OSEIAS - leia Oseias 6:2
Considerando o que a Palavra nos diz que um dia para
Deus é como mil anos, este texto nos revela que após
2 dias, ou 2000 anos, nos daria a vida, referindo-se
ao período de 2000 anos da era da igreja, quando Jesus
nos daria a vida eterna, e no final desses 2000 anos,
ou seja, no terceiro dia, nos ressuscitará para vivermos
com ele no terceiro milênio. Repetimos, isto apenas
nos mostra que o tempo está próximo.
AUMENTO
DA CIÊNCIA E DO SABER - leia Daniel 12:4
Já fazem 6000 anos que o homem existe sobre a face
da terra, no entanto, o avião somente foi inventado
e criado neste último século, e até conseguiu ir até
a Lua e veja que durante 5900 anos de existência nenhum
homem teve a capacidade de inventar o avião. A mesma
coisa acontece com a eletricidade, automóvel, televisão,
computador e a alta tecnologia na medicina, e em muitas
coisas mais. Parece que já não há mais limite para
a criatividade do homem em todas as áreas. Todo este
crescimento tecnológico aconteceu nestes últimos cem
anos.
ABALOS
(leia Luc. 21:25)
Veremos no estudo da tribulação a grande incidência
de abalos sísmicos que irá acontecer no mundo, e já
temos a seguinte estatística nos dias de hoje sobre
a crescente incidência de terremotos no mundo: Século
XV - 115; Século XVI - 253; Século XVII - 378; Século
XVII - 640; Século XIX - 2119.
O
DESCANSO NO SÉTIMO DIA
Esta seria talvez a maior evidencia. Já estudamos
que o sete representa a plenitude de Deus. Deus encerra
uma obra dentro de um sete. Sempre encontramos na
Bíblia, Deus determinando períodos de 6 dias de trabalho
e um de descanso: Vejamos alguns exemplos:
1 - Deus fez o universo em seis dias e descansou no
sétimo (Gen. 2:2)
2 - O decálogo determina que devemos trabalhar 6 dias
e descansar no sétimo (Ex. 20:8)
3 - Ano sabático - a terra deveria ser plantada durante
6 anos e descansar no sétimo (lev.25:3-4)
4 - Ano do Jubileu, a cada sete períodos de sete anos
haveria a redenção - (Lev. 25:8-10)
Fazendo
uma análise dos dados cronológicos mencionados na
bíblia, vamos verificar que podermos dividir toda
historia da humanidade em quatro grandes períodos:
Desde Adão até Abraão temos 2000 anos Não havia um
povo escolhido por Deus na terra.
Desde Abraão até Jesus temos 2000 anos Aliança de
Deus com Abraão - povo judeu - A lei.
Desde Jesus até hoje já temos 2000 anos Aliança de
Jesus com a sua Igreja. A graça
segue-se o milênio 1000 anos Neste período Jesus assume
o reino (descanso)
total 7000 anos Após este período segue-se a eternidade.
Para
que a plenitude de Deus se encerre dentro do sete,
o período da igreja deve durar dois mil anos na contagem
de Deus, e já estamos na reta final desses dois mil
anos desde que Jesus instituiu sua igreja.
OUTRAS
EVIDÊNCIAS
APOSTASIA (1TIM. 4:1 E 2PE.3:17); ANTICRISTO (1JO.
2:18-19); LUTA ENTRE O CAPITAL E O TRABALHO (TIA.
5:4); MARCAS DOS DIAS DE NOÉ - Casavam-se e davam-se
em casamentos, divórcios são rotina no mundo, destruição
de lares, casamentos entre homossexuais; JUVENTUDE
SEM LEI (2TIM. 3:1-2); MOVIMENTO NOVA ERA - Não temos
espaço para falar tudo sobre Nova Era, mas é um movimento
que tem dois objetivos: 1) Opor-se aos princípios
cristãos negando a eficácia de Jesus Cristo e 2) preparar
o mundo para a vinda do anticristo que irá reinar
sob o comando de Satanás.
Até mesmo estes constantes e crescentes noticiários
e comentários sobre Discos Voadores, OVNIS, UFOS,
e ET's, fazem parte do cenário que se está montando
para a volta de Jesus e o aparecimento do anticristo.
Quando Jesus voltar e levar sua igreja, o desaparecimento
de tantas pessoas da face da terra será explicado
como sendo um rapto por seres de outros planetas,
desviando assim o fato verdadeiro que é o arrebatamento
de igreja de Cristo para o reino de Deus.
ATENÇÃO:
Queremos aqui deixar bem claro o seguinte. Não estamos
absolutamente afirmando que Jesus irá voltar exatamente
após termos entrado no ano 2000. Não é o nosso calendário
que conta, mas o calendário de Deus. Contudo, todas
essas evidencias, e outras mais, nos levam a crer
que Jesus irá voltar com toda certeza nas proximidades
do ano de 2000. Se ainda temos pela frente mais 5
anos, ou 10 anos, ou 30, não importa, o importante
é que está próximo, será de surpresa e temos que estar
preparados para esse dia.
Muitos
podem chegar a dizer: "Há anos que se fala nisso
e nada acontece, ainda há tempo, talvez nem aconteça.
Há dois mil anos atrás Jesus e os discípulos falavam
que Jesus voltaria logo e nada aconteceu até agora".
A respeito disso, leia o capítulo 3 de 2Pedro e veja
o que a Palavra de Deus diz.
Jesus vai voltar e a era da igreja vai terminar, num
dia e numa hora que ninguém espera.
Capítulo
8
O
FIM DA ERA DA IGREJA - II
RESSURREIÇÃO
No
capítulo anterior vimos que a volta de Jesus será
breve, de surpresa e acontecerá rapidamente.
O primeiro fato que irá acontecer nesse dia será a
ressurreição dos mortos e logo em seguida a transformação
dos corpos dos que estiverem vivos. E todos, os que
ressuscitaram mais os que se transformaram, serão
arrebatados para o céu onde Jesus estará esperando.
Contudo, isso somente acontecerá com aqueles que estiverem
em Cristo, aqueles que fizerem parte da igreja, o
corpo de Cristo, e que, além disso, estiverem com
sua vida irrepreensível diante de Deus. Quanto aos
que estarão incluídos nessa ressurreição e no arrebatamento,
será estudado em detalhes no capítulo sobre o arrebatamento
da igreja (leia os seguintes textos: 1Tes. 4:13-17
e 1 Cor. 15-52).
Precisamos
entender que tipos de ressurreição estão mencionando.
Não se trata de um simples caso de ressuscitamento
quando uma pessoa morta volta a viver e posteriormente
morre novamente. Temos vários casos desse tipo mencionados
na Bíblia, e são todos casos de milagres operados
por Jesus ou por um profeta. Vejamos alguns casos:
Lázaro (João 11:44); Dorcas (Atos 9:40); Filho da
viúva de Naim (Luc. 7:15); Filha de Jairo (Mat. 9:25);
Um morto em contato com os ossos de Eliseu (2Reis.
13:21); Filho da sunamita (2Reis. 4:35); Filho da
viúva de Sarepta (1Reis. 17:22); e há também o caso
daqueles que saíram dos sepulcros no momento em que
Jesus morreu na cruz (Mat. 27:52). Em todos estes
casos, os que ressuscitaram morreram novamente. Mesmo
nos dias de hoje isto ainda acontece, seja por milagre
ou por interferência médica. Muitos chegam a morrer
nos hospitais, no momento de uma cirurgia, por exemplo,
e os médicos conseguem fazer com que a pessoa volte
à vida. Não é sobre isso que vamos estudar.
A
ressurreição de que estamos falando é diferente. O
que está morto, independente do tempo, isto é, não
importa se morreu há um minuto ou há dois mil anos
atrás, volta à vida com um novo corpo diferente desse
que nós temos. O novo corpo do ressuscitado não é
material, não está sujeito a doenças, nem dores e
é imortal (não morre). Atenção, não confundir a ressurreição
com reencarnação, pois a reencarnação não existe de
acordo com a Palavra de Deus.
Ninguém
até hoje passou por essa ressurreição, exceto Jesus.
Jesus foi o primeiro e o único até o momento. Sabemos
que Jesus após a ressurreição apareceu a muitos (Marc.
16:9-14), e para ele não havia barreiras como paredes
ou portas, pois seu corpo é espiritual, Jesus ressuscitou
com um novo corpo glorificado. Depois de quarenta
dias Jesus subiu ao céu e foi visto por muitos (Atos
1:1-11).
Foi
justamente pelo fato de Jesus ter ressuscitado é que
nós também ressuscitaremos como ele. Foi naquele instante
que Jesus venceu a morte, e por isso nós também teremos
a vida eterna com ele.
Jesus
foi o primeiro. Os próximos a ressuscitarem como Jesus
serão aqueles que fizerem parte da igreja de Cristo
e que já tiverem morrido até o momento de sua volta
e o mais importante, irão ressuscitar nesse dia somente
aqueles que fizerem parte do corpo de Cristo, considerado
como a sua noiva, pura e irrepreensível. Os demais
irão ressuscitar no dia do juízo final para serem
julgados. Este fato como estamos citando, pode estar
chocando alguns que estiverem lendo estas linhas e
que pensa diferente, porém aguarde e acompanhe atentamente
a seqüência das lições para entender o que estamos
dizendo.
Depois,
haverá um novo grupo que irá ressuscitar completando
a igreja de Cristo. Serão aqueles que passarem pela
tribulação e que tiverem vencido a besta, não adorando
e nem recebendo o seu sinal na mão ou na testa (Apoc.
20:4). Estes, juntamente com a igreja, estarão reinando
junto com Jesus durante o milênio. A vantagem do primeiro
grupo é que estarão junto com Jesus nas bodas do Cordeiro
no momento em que na terra estará acontecendo a tribulação.
O segundo grupo, eram pessoas que estavam vivas no
dia da volta de Jesus e que não foram consideradas
dignas de serem arrebatadas e por isso passaram pela
tribulação e foram salvas mantendo-se fiéis a Cristo
à custa de grande martírio seguido de morte. Estes
dois grupos fazem parte da primeira ressurreição (Apoc.
20:5-6; veja também 1Cor. 3:14-15).
Durante
a tribulação, há o registro da ressurreição isolada
de dois homens, são as duas testemunhas que anunciaram
a mensagem da salvação naquele período e que foram
mortos pelo anticristo (Ap. 11:7-11).
Todos
os demais irão ressuscitar no dia do juízo, seria
esta a segunda ressurreição (Apoc. 20:5-6,12-13).
Aqui estarão incluídos todos os salvos e perdidos
desde os dias de Adão até o último dia do milênio
e que antecede o juízo final, com exceção naturalmente,
daqueles que já fizeram parte da primeira ressurreição
e que fizeram parte da igreja como a noiva de Cristo,
santa, pura e irrepreensível (2Cor. 11:2 - Efes. 5:27).
Nem todos que fizerem parte da igreja irão participar
da primeira ressurreição, veremos isto no capítulo
do arrebatamento.
Jesus
nos ensinou que os salvos que viveram no tempo do
Velho Testamento irão ressuscitar no dia do juízo
juntamente com os perdidos (Mat. 12:41-42). A rainha
do meio dia, (rainha de Sabá), porque ouviu os conselhos
de Salomão, foi salva, e Jesus disse que ela iria
ressuscitar no dia do juízo e iria condenar os escribas
e fariseus, os quais também irão ressuscitar naquele
dia para passarem pelo juízo final. A mesma coisa
Jesus fala sobre os ninivitas que se arrependeram
com a pregação de Jonas. Com isso nós vemos que todos
os salvos do período do Velho Testamento, e que naturalmente
não fazem parte da igreja de Cristo, e não são considerados
como a noiva de Cristo, irão ressuscitar naquele dia
do juízo, na segunda ressurreição.
Todos
passarão pela ressurreição, seja para a vida eterna
ou para a perdição. Veja os seguintes textos: Dan.
12:2; João. 5:28-29; Atos. 24:15; 1Cor. 15:52.
A
TRANSFORMAÇÃO DOS CORPOS
Todos
aqueles que ressuscitarem para a vida eterna receberão
um corpo glorificado igual ao de Jesus (1João. 3:2),
e os que estiverem vivos no dia do arrebatamento da
igreja, se forem dignos, terão seus corpos transformados
num abrir e fechar de olhos, ficando também como Jesus
e como os que ressuscitaram (1Tess. 4:17). Nesse novo
corpo seremos iguais aos anjos, foi o que Jesus ensinou
(Mat. 22:28-32).
Podemos
dizer que essa transformação, daqueles que estiverem
vivos, seria como que uma morte seguida de uma ressurreição
imediata, de forma que nem sequer poderíamos sentir,
pois será muito rápida.
O
apóstolo Paulo ensinou que existem tipos diferentes
de corpos, tanto terrestres como celestes. Muitas
vezes para nós é difícil conceber um tipo de corpo
diferente desse que nós temos e conhecemos, de carne
e sangue, mas o apóstolo Paulo foi sábio ensinando
que mesmo entre os corpos terrestres existem diferenças
de composição, como por exemplo a carne de um animal
mamífero que é diferente da carne de um peixe, e até
mesmo de uma ave (1Cor. 15:35-49.
Porque
a necessidade dessa transformação antes de ir para
a eternidade? A Palavra de Deus nos ensina que no
céu não entra corrupção. O corpo que temos hoje é
corruptível, tem natureza pecaminosa, está sujeito
ao pecado, às doenças, ao envelhecimento, à morte,
e nada disso pode entrar no reino de Deus. Por essa
razão é que precisa acontecer a transformação de um
corpo corruptível em um incorruptível (1Cor. 15:50-54).
Não
encontramos na bíblia nenhum texto que fale sobre
a situação dos corpos daqueles que ressuscitarem para
a perdição. Evidentemente estes não poderão ter o
mesmo corpo glorificado como os corpos dos salvos.
Todavia, o profeta Isaias menciona algo sobre os corpos
dos homens que prevaricaram contra Deus, que pode
ser exatamente a situação daqueles que estarão eternamente
no inferno. Ver Isaias 66:24. Compare este texto de
Isaias com as palavras de Jesus registradas em Marcos
9:43-48.
Resumindo,
e para entendermos melhor, será essa a seqüência cronológica
dos acontecimentos conforme escrito na Palavra de
Deus a partir do momento em que Jesus aparecer nas
nuvens para vir buscar a sua igreja:
1)
Ressurreição dos mortos em Cristo - pertencentes à
igreja irrepreensível.
2) Transformação dos corpos dos que estiverem vivos
pertencentes à igreja irrepreensível
3) Arrebatamento dos dois grupos acima mencionados.
4) Morte dos santos durante a tribulação que se seguirá
após o arrebatamento.
5) Fim da tribulação e ressurreição dos santos mortos
na tribulação.
6) Reinado de Jesus durante mil anos na terra junto
com a igreja ressuscitada na primeira ressurreição.
7) Fim do milênio e segunda ressurreição incluindo
todos os demais mortos em todos os tempos desde Adão
até o fim do milênio, tanto salvos como perdidos e
que não participaram da primeira ressurreição.
8) Juízo final e eternidade.
Já
está bem claro o fato de que a primeira ressurreição
e o arrebatamento da igreja é um parêntesis dentro
da seqüência do plano de redenção dos homens, para
premiar de uma forma justa e gloriosa todos aqueles
que forem fiéis a Cristo e à sua Palavra. É a noiva
que Jesus está preparando para as bodas, os demais
não participarão das bodas embora possam estar salvos
e terem seus nomes escritos no livro da vida (Luc.
14:15-24).
Capítulo
9
O
FIM DA ERA DA IGREJA -III
ARREBATAMENTO DA IGREJA
No
capítulo anterior dissemos que no dia em que Jesus
voltar para levar sua igreja, os mortos ressuscitarão,
os vivos serão transformados e juntos serão arrebatados
nos ares para se encontrarem com Jesus. Dissemos também
nem todos irão participar desse evento. Arrebatar
significa arrancar, retirar de um lugar com violência.
A igreja será arrancada da terra e levada ao céu com
Jesus.
Antes
de iniciarmos o assunto, devemos esclarecer duas coisas:
1) Não confundir nem misturar ressurreição, arrebatamento
e salvação. Todos passarão pela ressurreição, salvos
e perdidos, nem todos serão arrebatados, mas todos
os arrebatados estarão salvos, e a salvação não depende
nem da ressurreição e nem do arrebatamento, pois a
salvação depende unicamente da aceitação de Jesus
Cristo como salvador e do nome estar escrito no livro
da vida. Todos os salvos irão ressuscitar mas nem
todos os salvos serão arrebatados. Portanto, sempre
que estivermos falando de arrebatamento, não estaremos
nos referindo à salvação, pois alguém poderá estar
salvo e não ser arrebatado. 2) Não devemos em hipótese
alguma julgar quem quer que seja, se estará salvo
ou não, se será arrebatado ou não. Tudo que for mencionado
nesta lição deverá ser analisado e julgado em relação
à nossa própria pessoa e não ao nosso semelhante.
Quem
será arrebatada será a igreja, a noiva de Cristo,
que deverá ser pura, santa e irrepreensível (2Cor.
11:2 e Efes. 5:27). Assim como uma noiva antes de
entrar na igreja para o casamento se coloca diante
de um espelho para se examinar e corrigir qualquer
falha que possa haver em sua aparência, cada um de
nós devemos também estar diante da Palavra de Deus
como se ela fosse um espelho, e diante da Palavra,
verificarmos se temos algo para ser corrigido em nossa
vida. A nossa vida deve ser pura como a noiva que
sobe ao altar.
Jesus
nos ensinou a respeito do arrebatamento através da
parábola das dez virgens. Leia agora o texto em Mateus
25:1-13. Note que Jesus incluiu esse ensino dentro
do contexto sobre a sua volta e o fim dos tempos que
se encontra nos capítulos 24 e 25 de Mateus, note
também que no final da parábola (v.13) Jesus adverte
para vigiarmos, pois não sabemos o dia e a hora em
que ele virá, portanto ele está falando sobre a sua
volta e o arrebatamento da igreja.
Sempre
que encontrarmos na bíblia a figura de uma mulher
como símbolo, ela está representando a igreja ou um
tipo de comunidade religiosa. Assim, a mulher noiva
de Cristo é a igreja de Cristo, por outro lado, encontramos
também em Apoc. 17:3, uma mulher assentada sobre uma
besta, essa mulher simboliza a comunidade religiosa
pagã e idólatra que existe no mundo, a qual também
é chamada de a grande prostituta (Apoc. 19:2).
As
dez virgens representam a igreja de Cristo, a noiva
que estava esperando o noivo para entrarem nas bodas.
Todas as dez faziam parte da mesma igreja, o corpo
de Cristo, porém havia uma divisão, cinco eram prudentes,
tinham as suas lâmpadas sempre cheia de óleo que é
o símbolo do Espírito Santo enquanto que as outras
cinco eram chamadas de loucas e tinham as suas lâmpadas
vazias ou com pouco óleo . (veja em Êxodo 27:20, que
o castiçal deveria ser mantido aceso continuamente,
não poderia faltar o óleo).
Quando
o noivo chegou de surpresa, as cinco que não estavam
preparadas não tiveram tempo suficiente para encherem
suas lâmpadas de óleo, e acabaram ficando de fora.
Muitos hoje estão "brincando de igrejinha",
não estão dando crédito à Palavra de Deus, e não estão
se mantendo vigilantes com suas lâmpadas cheias de
óleo. Estes, como as cinco virgens loucas, ficarão
de fora do arrebatamento da igreja e terão que passar
pela tribulação que virá em seguida quando então passará
pelo fogo. Nesse tempo a salvação será obtida à custa
de sofrimento e morte (1Cor. 3:11-15; Mat. 7:21; Rom.
2:6-9; Apoc. 7:14).
Alguém
já perguntou se as cinco loucas que ficaram para trás
estavam salvas ou não. Não podemos responder essa
pergunta, pois como já dissemos, não cabe a nós julgar
se alguém está salvo ou não. O que podemos dizer com
toda certeza é que se os nomes delas estiverem escritos
no livro da vida, então elas estão salvas, caso contrário
serão lançadas no lago de fogo (apoc. 20:15).
Jesus
deu outros exemplos mostrando que nem todos subirão
para encontrá-lo nos ares: Os dois na cama (Luc. 17:34);
Dois no campo (Mat. 24:40); Dois no moinho (Mat. 24:41).
É curioso o fato de que em todos os exemplos, vemos
que a metade sobe com Jesus, e metade fica para trás.
Nas
cartas que foram escritas às igrejas, encontramos
a igreja de Tiatira como um tipo de igreja que passará
pela tribulação, é o que diz no texto em Apoc. 2:22.
Em oposição encontramos a igreja do tipo de Filadélfia
que será guardada da tribulação conforme está escrito
em Apoc. 3:10. Note que ambas são igrejas de Cristo,
porem com diferenças na vida espiritual. A Palavra
de Deus não deixa dúvida quanto à seleção que será
feita no dia do arrebatamento. E queremos repetir
o fato de que não estamos falando de salvação, não
devemos confundir arrebatamento com salvação. Isto
significa que não estamos afirmando que aquele que
não for arrebatado não está salvo, da mesma forma
não podemos afirmar que aquele que ficar para trás
estará perdido. A verdade é que não podemos em hipótese
alguma julgar a salvação de quem quer que seja. Não
cabe a nós esse julgamento.
Por
falar em seleção e a título de comparação, todos nós
sabemos que em todo o Brasil existem inúmeros jogadores
de futebol, contudo, no dia do campeonato mundial,
somente os melhores são selecionados para participarem
dos jogos, nem por isso os outros deixam de ser jogadores,
mas só os melhores são escolhidos para esse evento
especial. É isto que vai acontecer com a igreja no
dia do arrebatamento.
Quem
seriam, portanto, os homens representados pelas cinco
virgens loucas, aqueles que não irão participar do
arrebatamento? Leia e medite nos textos que serão
citados abaixo, e sob a orientação do Espírito Santo,
examine-se a si mesmo, e se o Espírito assim determinar,
quebre o seu vaso e faça de si um vaso novo.
Talvez
sejam os que não guardam a Palavra de Deus apesar
de conhecê-la. São fiéis somente dentro da igreja,
pregam, oram, louvam, ensinam, porém fora da comunidade
são abomináveis, praticam pecado escondido (Tito.
1:16).
Talvez
sejam os que louvam a Deus, porém praticam a iniqüidade
(Amos 5:21-23).
Talvez
sejam os dotados de espírito de religiosidade, praticam
e ensinam a religião como convenção, porém estão longe
da presença de Deus (Isa.29:13).
Talvez
sejam os indisciplinados dentro da igreja, desobedecem
as ordens do pastor ou do seu líder (Hebreus. 12:8).
Talvez
sejam os "mais ou menos" fiéis (Apoc. 3:16).
Talvez
sejam os chamados de carnais, que não vivem segundo
o espírito, mas satisfazem os desejos da carne (1Cor.
3:3)
Talvez
sejam os imprudentes que não se mantém vigilantes
(Mat. 24:48-51).
Talvez
sejam os maledicentes, caluniadores, e mentirosos
(Jer. 9:4-5; Prov. 6:16-19).
Talvez
sejam os que não liberam o seu perdão ao seu semelhante
e não tem os seus próprios pecados perdoados por Deus.
É possível que alguém peça perdão a Deus e Deus não
lhe perdoe? Sim, isso é possível, leia Mat. 6:14-15;
leia também Mat. 18:32-25.
Talvez
sejam os inimigos de Deus. Quem é amigo do mundo é
inimigo de Deus (Tiago. 4:4); Se não fizer a vontade
de Jesus, é seu inimigo (João 15:14); Quem não trabalha
a favor de Jesus, é contra ele (Luc. 11:23); a falta
de perdão o torna inimigo de Deus (1João. 4:20).
Talvez
sejam os que não se reconciliam com seu semelhante
(Mat. 5:23-24).
Talvez
sejam os que continuamente sonegam impostos, não obedecem
as leis de transito, são desonestos em seus negócios
e com seus semelhantes, ganham dinheiro de forma ilícita,
costumam mentir, proferem palavras torpes, proferem
palavras de maldição, são maledicentes, etc... Existem
inúmeros textos na Palavra de Deus que nos advertem
para todas estas situações e muitas outras mais.
Diante
disso alguém poderia dizer que dessa forma ninguém
será arrebatado. Com toda a certeza, muitos serão
arrebatados porque Jesus ensinou que as cinco virgens
prudentes entraram para as bodas, e nós também podemos
entrar se também formos prudentes como elas.
Quando
Jesus subiu ao céu ele prometeu e não nos deixou órfão,
mandou o Espírito Santo para que fossemos dirigidos
por Ele. Se pecarmos, o Espírito Santo nos convence
do pecado, e se nos arrependermos, alcançaremos o
perdão mediante os méritos de Jesus.
E
agora? Você seria capaz de responder a si mesmo, se
quando Jesus voltar para buscar a sua igreja, você
estaria incluído no arrebatamento de igreja? Você
faz parte do grupo das cinco virgens prudentes ou
das cinco loucas?
Nos
próximos capítulos vamos aprender o que acontecerá
com aqueles que não forem arrebatados e ficarem para
trás.
Capítulo
10
O
FIM DA ERA DA IGREJA -IV
ARREBATAMENTO VISTO NO APOCALIPSE
O
livro do Apocalipse não está escrito na mesma ordem
cronológica dos fatos reais que irão acontecer. Até
o capítulo 3 encontramos as mensagens para as igrejas,
logo em seguida, se estivesse na ordem cronológica,
deveríamos encontrar um texto relativo ao arrebatamento
da igreja. Contudo, no capítulo 4 já vemos de forma
simbólica, a presença da igreja já arrebatada diante
do trono de Deus. Sobre esse detalhe, da ordem cronológica,
abordaremos mais de perto em outro capítulo.
O
arrebatamento está detalhado no capítulo 12 do livro
do apocalipse onde fala de uma mulher vestida de sol,
que estava grávida e o seu filho ao nascer foi arrebatado
ao céu, e ela foi levada ao deserto onde foi mantida
por três anos e meio. Leia todo esse capítulo agora,
antes de continuar o estudo.
Este
capítulo 12 é bastante polêmico entre os estudiosos
da Bíblia. Alguns entendem que a mulher representa
Israel e o filho representa Jesus. Outros entendem
que a mulher representa Maria e seu filho Jesus, quando
nasceu.
Com
todo respeito a essas opiniões, queremos esclarecer
que nós, nesse estudo não concordamos com essas interpretações
pelas seguintes razões:
João
teve as visões dadas por Jesus por volta do ano 95
de nossa era, ou seja, cerca de 62 anos após a morte
e ressurreição de Jesus, e começa a escrever o livro
dizendo: "...as coisas que em breve devem acontecer...",
no capitulo 4 verso 1, após a era da igreja, também
está escrito "... as coisas que depois dessas
devem acontecer...", portanto os fatos relatados
no livro são futuros em relação a ressurreição de
Jesus. Assim sendo, o capítulo 12 não pode estar falando
sobre o nascimento de Jesus, que é um fato anterior
à revelação.
Outro
detalhe que devemos considerar é que não haveria nenhuma
razão para Jesus revelar o seu próprio nascimento
para João. João era contemporâneo e discípulo de Jesus
e conhecia muito bem a historia do seu nascimento.
Os evangelhos relatam com bastante detalhe o nascimento
de Jesus, portanto não haveria necessidade de revelar
esse mesmo fato de uma forma simbólica no Apocalipse.
Outra
razão é a seguinte. No capítulo 12 do Apocalipse vemos
que o filho, logo que nasceu, foi arrebatado aos céus,
e sabemos que Jesus não foi arrebatado ao céu quando
nasceu. Jesus nasceu, viveu 33 anos entre os homens
e depois de morto e ressuscitado subiu aos céus, não
foi arrebatado. A mulher foi levada ao deserto, que
é símbolo de sofrimento, e sabemos que Maria não foi
levada ao deserto depois do nascimento de Jesus. Israel
também não foi ao deserto depois do nascimento de
Jesus.
Portanto,
a mulher descrita no capítulo 12, se interpretada
como sendo Israel ou Maria, os fatos que a circundam
não condizem com o contexto bíblico.
Vamos
em seguida fazer uma análise desse capítulo considerando
que a mulher é a igreja de Cristo, como as dez virgens
da parábola e o filho que nasceu é parte da igreja
arrebatada, como as cinco virgens prudentes que subiram
com o noivo.
Já
dissemos na lição anterior que a mulher é usada como
símbolo da igreja. Esta mulher (Apoc. 12:1), estava
vestida de sol assim como a igreja deve ser a luz
do mundo e resplandecer a gloria de Cristo (Mat. 5:14).
A lua debaixo dos pés tem o seguinte significado:
a lua é um astro sem luz própria e depende da luz
do sol, portanto a lua representa as trevas, e a igreja,
que é luz, deve estar por cima, pisando os poderes
das trevas (Lucas 10:19). A coroa sobre a cabeça é
uma promessa dada aos santos fiéis a Cristo (2Tim.
4:8; Tiago 1:12; 1Pedro 5:4; Apoc. 2:10). Quanto as
doze estrelas na coroa, o número doze na bíblia simboliza
os remidos, os salvos, assim temos como exemplo as
doze tribos de Israel e os doze apóstolos, os escolhidos
de Deus e de Jesus.
Ela
estava grávida e próxima de dar à luz (Apoc. 12:2),
assim como a igreja está aguardando com ansiedade
para ser arrebatada e se encontrar com Jesus. Já vimos
no capítulo anterior que nem todos da igreja serão
arrebatados, portanto, a mulher representa a igreja
como um todo, e o filho que vai nascer, representa
a parte da igreja que vai ser arrebatada.
Nos
versículos 3 e 4, fala do dragão que representa o
diabo, cuja cauda arrasta a terça parte das estrelas
que representam os demônios, ou os anjos seus seguidores.
Veja em Apoc. 1:20, que as estrelas são símbolos de
anjos. Esse dragão, que é o diabo, sabe que os santos
serão arrebatados para o trono de Deus e está furioso
diante da igreja fazendo todas as tentativas para
tragar aqueles que são santos e que certamente vão
participar do arrebatamento (1Pedro 5:8). Quanto ao
significado das sete cabeças e os dez chifres do dragão,
será estudado em outra lição mais tarde.
O
filho nasceu e foi arrebatado para Deus (Apoc. 12:5)
e irá reger as nações. A igreja arrebatada seguirá
diretamente diante do trono de Deus, João teve essa
visão registrada no capitulo 4. A igreja também tem
a promessa de que irá reinar sobre as nações juntamente
com Jesus (.Apoc. 2:26-27).
A
mulher, depois de ter dado à luz, continua simbolizando
a igreja, só que desta vez se trata da igreja que
ficou para trás, a igreja que não estava preparada,
as cinco virgens loucas que não entraram para as bodas.
A mulher foi para o deserto que simboliza sofrimento,
tribulação e provação. A igreja que não foi digna
para se encontrar com Jesus, agora vai passar por
um período de tribulação que irá durar mil duzentos
e sessenta dias, ou seja, três anos e meio (Apoc.
12:6).
Agora
João tem uma nova visão no céu, Miguel, um anjo guerreiro
de Deus, lutando com o dragão, que é o diabo (Apoc.
12:7-9). Nessa batalha o diabo e seus anjos são expulsos
das regiões celestiais onde se encontram hoje (Efes.
6:12). A igreja subiu e não pode ficar na presença
de Satanás, por isso ele é expulso dos céus e precipitado
na terra onde ele vai provocar a maior tribulação
que se pode imaginar usando dois homens que no apocalipse
são chamados de besta e falso profeta (2 Tes. 2:9).
Quando
isto aconteceu, houve júbilo no céu pela expulsão
de Satanás e lamentação sobre os que ficaram na terra
(Apoc. 12:10-12), porque agora o diabo irá usar de
toda sua força contra os que estiverem na terra. Devemos
lembrar que nesse momento a igreja já não existe na
terra, a perseguição contra os que ficarem será violenta
e na terra quem irá governar será o próprio diabo.
O diabo que estava no céu acusando a igreja de Cristo
agora já não pode mais fazê-lo (verso 10).
Na
seqüência o dragão começa a perseguir a mulher na
terra (Apoc. 12:13). Novamente é mencionado o fato
de que a mulher ficaria no deserto por 3 anos e meio,
é o que significa um tempo [um ano]; e tempos [dois
anos]; e metade de um tempo [meio ano] (Apoc. 12:14).
Nesse
mesmo versículo (v.14), diz que a mulher será sustentada,
e em seguida vemos que o dragão lançou água de sua
boca para destruir a mulher, mas a terra abriu-se
e tragou a água protegendo a mulher (Apoc. 12:15-16).
Como o diabo vai investir com toda sua força contra
a igreja que está sendo provada, Deus vai dar uma
ajuda para que os homens consigam suportar a tribulação.
Quando diz que a terra tragou a água, significa que
os abalos sísmicos, os terremotos, vendavais, furacões
incêndios que irão acontecer, de alguma forma irá
desviar a atenção dos seguidores da besta quando estiverem
perseguindo a igreja.
Há
um filme evangélico, que embora seja de ficção, pode
exemplificar como isso acontece. Trata-se de uma cena,
onde o carrasco vai executar uma moça que se negou
a adorar a imagem da besta e no momento da execução,
acontece um terremoto e o carrasco foge atemorizado.
Não
se trata de um livramento total e absoluto como acontece
hoje, mas apenas uma pequena ajuda. Esse fato é mencionado
também pelo profeta Daniel quando descreve o reino
do anticristo durante a tribulação (Dan. 11:34-35),
e mesmo com essa pequena ajuda, todos serão mortos.
E
novamente no verso 17, é mencionado o fato de que
o dragão, irado, vai fazer guerra ao resto da semente
da mulher, ou seja, exatamente o resto da igreja que
ficou na terra e que tenta a todo custo manter-se
fiel a Jesus guardando a sua Palavra.
Alguns
vêem neste fato como que uma segunda chance para a
salvação, mas pense bem, vale a pena? E se não estivermos
vivos quando surgir essa suposta "segunda chance"?
Se você acha que vale a pena, aguarde para ver o que
vai acontecer no período da tribulação.
Capítulo
11
A
HARMONIA DO APOCALIPSE
Uma
das causas pelas quais o entendimento do livro do
Apocalipse se torna difícil, além dos símbolos, é
que a ordem da narrativa escrita muitas vezes não
corresponde exatamente à mesma ordem cronológica real
dos fatos que irão acontecer. O leitor que não atentar
para esse detalhe terá maior dificuldade em entender
os fatos relatados no livro sob o ponto de vista histórico.
Queremos
dizer que o livro do apocalipse, como qualquer outro,
tem um relato histórico, ou seja, a narrativa de fatos
que irão acontecer literalmente na terra e no céu,
porém ao mesmo tempo, sendo a Palavra de Deus, há
também a mensagem espiritual vinda diretamente de
Deus ao nosso espírito. Essa mensagem não pode ser
entendida por nenhum mestre literário, pois depende
unicamente da revelação do Espírito Santo aos nossos
corações. Neste estudo, sem dúvida estamos estudando
não só a parte histórica, mas principalmente a mensagem
de Deus para edificação de nossas vidas.
De
acordo com a forma como está escrito, podemos concluir
que João teve vários lances de visões em períodos
separados, e não uma única visão total.
Em
Apoc. 1:10 João diz que foi arrebatado em espírito
e logo em seguida ele tem a visão das mensagens dirigidas
às sete igrejas da Ásia.
Na seqüência, em Apoc. 4:1, ele diz que viu uma porta
no céu e alguém o chamou, e ele foi novamente arrebatado
em espírito.
Portanto até aqui podemos observar que ele teve dois
lances de visões vistas do céu.
Em Apoc. 13:1 ele agora diz que se pôs sobre a areia
do mar, e tem novas visões vistas da terra. Com isso
já podemos perceber três lances de visões.
Não
podemos dizer quantas vezes isto aconteceu e nem qual
o intervalo de tempo entre as visões, mas é certo
que não foi uma única visão total de uma só vez.
Podemos
também observar os seguintes aspectos nas visões que
João teve:
a)
Ele viu separadamente, vários fatos que aconteceram
simultaneamente, porém em lugares diferentes, que
evidentemente tinham que ser relatados separadamente
podendo nos dar a impressão de que os fatos eram consecutivos.
Por exemplo, ao mesmo tempo em que surgem a besta
e o falso profeta e instalam o reino na terra (Apoc.
13), os 144000 são assinalados e vistos no monte Sião
(Apoc. 7 e 14). Para melhor entendimento e a título
de exemplo, seria como que se alguém conseguisse ver
ao mesmo tempo, algo acontecendo no Brasil e no Japão
no mesmo dia e mesmo horário. Imagine uma pessoa com
dois aparelhos de televisão ligados à sua frente,
um ligado em um canal do Japão e outro do Brasil.
Essa pessoa estaria vendo duas imagens em locais diferentes,
mas que estariam acontecendo ao mesmo tempo.
b)
Ele viu acontecimentos iguais sob ângulos diferentes.
Cada vez que acontecia algo no céu, ao mesmo tempo
havia uma conseqüência na terra. Como as visões e
os relatos são separados, pode dar-nos a impressão
de serem fatos diferentes e consecutivos. Por exemplo,
a cada trombeta tocada, acontecia algo visto do céu
que correspondia exatamente a cada taça derramada
com algo acontecendo visto da terra. Os fatos ligados
às trombetas e taças eram simultâneos porem vistos
de ângulos diferentes. Para melhor entendimento, seria
como que se alguém conseguisse ver ao mesmo tempo,
um jogo de futebol olhando por cima do campo e ao
mesmo tempo ver o mesmo jogo olhando por baixo no
mesmo nível dos jogadores. Ele estaria vendo a mesma
cena sob ângulos diferentes.
Vejamos
outros detalhes que nos levam a entender que a ordem
da narrativa não corresponde à mesma ordem cronológica:
O
capítulo 13 narra o aparecimento da besta e do falso
profeta que, no entanto, já estavam atuantes desde
o capítulo 6 na abertura dos selos.
O
capítulo 4 mostra a igreja arrebatada diante do trono,
no entanto o arrebatamento está narrado no capítulo
13.
O
capítulo 18 aponta para o passado: CAIU - Verso 2;
para o presente: SAI DELA - verso 4; e para o futuro:
SERÁ LANÇADO - verso 21.
O
capítulo 18 também narra a queda do reino da besta,
que só acontece definitivamente no capítulo 19.
O
juízo final está narrado no capitulo 20 e pode ser
visto também nos versos 18 e 19 do capítulo 11
Em
Apoc. 7:3, o anjo recebe uma ordem para não danificar
a terra antes dos 144000 serem assinalados, no entanto,
em Apoc. 6:14 já vemos a narrativa de um cataclismo
na terra.
Vamos
agora fazer uma análise muito importante no conjunto
de narrativas de todo o livro. Fique com sua bíblia
aberta no livro do Apocalipse para acompanhar estas
observações.
Antes,
porém, é importante lembrar como já falamos, que o
número sete na Bíblia simboliza a plenitude de Deus,
ou seja, Deus completa uma determinada obra dentro
de um sete.
Até
o capitulo 11 podemos observar de um modo geral, uma
seqüência cronológica da seguinte forma:
Nos
capítulos 1 ao 3 vemos a introdução e as mensagens
às igrejas.
Nos capítulos 4 e 5 são vistos os santos na glória
e o livro selado com sete selos.
No capitulo 6 são abertos os seis primeiros selos
do livro.
No capitulo 7 são vistos os 144000 sendo selados e
os mártires.
No capítulo 8 é aberto o sétimo e último selo e são
tocadas as primeiras seis trombetas
(obs. As sete trombetas estão diretamente relacionadas
com o sétimo selo, como se fossem sete capítulos dentro
da sétima página do livro).
No capitulo 9 são tocadas as quinta e sexta trombetas.
No capítulo 10 há um parêntesis com a visão do livrinho.
Finalmente, no capitulo 11 há a narrativa das duas
testemunhas e é tocada a sétima e última trombeta.
Note
que até aqui já foram abertos os sete selos e tocadas
as sete trombetas. Considerando que o sete encerra
um determinado plano de Deus, podemos então concluir
com toda certeza que aqui, no capítulo 11, terminam
todas as atividades do período da tribulação, vindo
em seguida o milênio e o juízo final.
E
o resto do livro, referentes aos capítulos 12 até
o 22?
Acontece
que toda a narrativa da tribulação vista do ponto
de vista do céu está contida nos capítulos 4 ao 11.
Agora
João escreve novamente, repetindo toda narrativa da
tribulação do ponto de vista da terra. Em Apoc. 13:1
João diz que se viu sobre a areia do mar, ou seja,
aqui em baixo na terra, enquanto que no capitulo 4
ele tinha recebido uma ordem para subir ao céu.
O
capítulo 12 descreve o arrebatamento da igreja que
estava na terra.
No capitulo 13 está narrado o aparecimento da besta
e do falso profeta.
No capitulo 14 são vistos os 144000 na terra já assinalados
pelo anjo.
O capitulo 15 narra a visão das taças.
Finalmente no capitulo 16 são derramadas as sete taças
sobre a terra.
Aqui termina novamente a segunda narrativa da tribulação
vista da terra.
Observe
que a besta e o falso profeta não são mencionados
nos capítulos 4 a 11, porque nestes capítulos João
estava no céu, enquanto que a besta e o falso profeta
estavam na terra. Pela mesma razão, João vê no céu
- capítulo 7, um anjo recebendo ordem para assinalar
os 144000, e no capitulo 14, na terra, João vê os
144000 já assinalados no monte Sião junto com Jesus.
Observe
também que no capitulo 7 João estava no céu e viu
as almas dos mártires na gloria, enquanto que no capitulo
14 João estava na terra e viu a ceifa, ou seja os
mártires sendo mortos.
Na
seqüência, os capítulos 17 a 19 descrevem o reino
da besta que se encontra pres ente na terra desde
o capitulo 4, e nos capítulos 20 a 22 volta a seqüência
cronológica com o milênio, juízo final e eternidade.
Este
conceito se faz importante para podermos entender
daqui para a frente, o que vai acontecer na ordem
cronológica conforme descrito no livro. É importante
também para entendermos porque durante o estudo nós
não seguimos a seqüência numérica dos capítulos, aparentemente
sem lógica.
Capítulo
12
A
VISÃO DO TRONO
Estamos
agora na parte do estudo quando já terminou a era
da igreja, a qual foi arrebatada e está diante do
trono de Deus nos céus. Antes de iniciar o estudo
desta lição, convém ler todo o capitulo 4 e 5 do Apocalipse.
Depois
da visão onde recebeu as mensagens para as igrejas,
João olhou para o céu e viu como que uma porta aberta
de onde saiu uma voz chamando-o para subir (Apoc.
4:1).
João subiu, arrebatado em espírito, ou seja, seu corpo
ficou aqui na terra, mas o seu espírito subiu ao céu
para ver as visões de Deus (Apoc. 4:2).
A partir desse momento as visões são reveladas no
céu.
Estando
no céu, João viu um trono e Deus assentado no trono
(Apoc. 4:2). Como Deus não pode ser visto por ninguém,
Ele se mostrou na visão como pedras preciosas (Apoc.
4:3).
Ao
redor do trono havia também o arco celeste (Apoc.4:3),
que é o mesmo arco que Deus colocou no céu após o
dilúvio quando fez aliança com Noé (Gen.9:13). Isto
mostra que toda aliança que Deus faz é permanente
e mostra também que no juízo que vai se seguir sobre
a terra e sobre os homens, não será aplicado o mesmo
juízo dos dias de Noé, ou seja, o dilúvio. Na aliança
que Deus fez com Noé, Deus prometeu que nunca mais
iria destruir a vida na terra com as águas do dilúvio,
e o arco estava lá no "apocalipse" para
que todos se lembrassem dessa promessa.
Ao
redor do trono ele viu vinte e quatro tronos com vinte
e quatro anciãos (Apoc. 4:4), algo parecido com um
mar de vidro semelhante ao cristal e quatro animais
ou seres viventes (Apoc. 4:6). Havia também um cordeiro
diante do trono (Apoc. 5:6).
Agora
vamos interpretar e entender o que significam essas
visões.
Sabemos
que os únicos seres viventes que Deus criou foram
os anjos e os homens.
Não estamos levando em conta os animais irracionais
porque eles não tem espírito e não participam da gloria
celestial, não podem estar presentes no céu diante
do trono de Deus. Portanto, os que estavam diante
do trono só poderiam ser anjos e homens, além de Jesus
e o Espírito Santo de Deus, evidentemente.
Não existe qualquer outro ser vivente criado por Deus
a ser considerado nessa visão.
O
Cordeiro (Apoc. 5:6) que está simbolizando Jesus,
se apresentava como que tivesse sido morto, mas estava
vivo, é Jesus ressuscitado. Tinha sete pontas, ou
sete chifres que representam plena força e poder.
O chifre é símbolo de força. Os sete olhos representam
os sete espíritos, ou seja, Deus em toda sua plenitude
(ver os sete espíritos de Deus em Isaias 11:20).
Os
quatro animais (Apoc. 4:6-8), pelas características
mencionadas, são anjos, basta comparar com a visão
que os profetas também tiveram dos anjos (Isaias 6:1-3;
Ezeq. 1:5-10; Ezeq. 41:18-19).
São quatro anjos, e o número quatro simboliza o mundo,
assim como temos as quatro estações do ano, quatro
pontos cardeais, e a bíblia fala em quatro cantos
da terra, quatro ventos, etc... Sempre que algo vai
acontecer na terra, um dos quatro anjos entra em atividade
para executar a ordem de Deus. Cada vez que Jesus
abria um dos primeiros quatro selos, um dos quatro
anjos fazia a apresentação a João (Apoc. 6:1-7). Mais
tarde vamos constatar que os primeiros quatros selos
representam quatro acontecimentos que ocorrerão em
todo mundo.
Os
vinte e quatro anciãos e o mar de vidro representam
todos os homens salvos e que já estão até este momento
diante de Deus. Existe porém uma diferença entre os
vinte e quatro anciãos e o mar de vidro.
Os
vinte e quatro anciãos representam a igreja que ressuscitou
e foi arrebatada quando Jesus voltou. Vejamos as características
que os identificam como sendo a igreja arrebatada:
a) A quantidade,vinte e quatro é o dobro de doze que
simboliza os remidos. São doze (doze apóstolos) representando
a igreja formada pelos gentios (não judeus) e mais
doze (doze tribos de Israel) representando os judeus
convertidos e pertencentes à igreja de Cristo (Atos
13:46). Não estão incluídos nesta representação, os
judeus salvos no período do Velho Testamento, pois
eles ainda não ressuscitaram até este momento e também
não fazem parte da igreja de Cristo.
b) Estavam no trono, conforme a promessa dada por
Jesus à igreja (Luc. 22:30; Apoc. 3:21).
c) Estavam vestidos de branco, também uma promessa
de Jesus (Apoc. 3:4)
d) Tinham coroas de ouro em suas cabeças, outra promessa
de Jesus para a igreja (2Tim. 4:8).
O
mar de vidro também representa os homens salvos, porém
aqueles que ainda não passaram pela ressurreição.
Estes portanto não estão ressuscitados com um corpo
glorificado, mas são espíritos e almas que estão no
paraíso de Deus aguardando a ressurreição. O mar simboliza
povos e nações (Apoc. 17:15), e esse mar que João
viu representa todos os povos e nações salvos e que
estão diante de Deus. Neste grupo estão incluídos
os salvos do período do Velho Testamento.
Mais
tarde, durante a tribulação, os mártires que se mantiverem
fiéis a Deus irão morrer e também estarão juntos a
esse mar de vidro aguardando a ressurreição (Apoc.
15:2).
Ainda
nesta visão, João viu saírem de diante do trono, vozes,
relâmpagos e trovões. Essas vozes, relâmpagos e trovões
representam o juízo de Deus sobre a terra e sobre
os homens. Sempre acontecem no momento da ira de Deus
(Apoc. 8:5; 10:3; 10:19; 16:18). O trovão representa
a voz de Deus. Veja quando os homens compararam a
voz de Deus com um trovão - (João. 12:29; Apoc. 14:2).
Estamos agora diante de Deus irado por causa do pecado
dos homens, e a sua justiça vai ser colocada em ação.
O
LIVRO SELADO
À
direita de Deus, João viu um livro selado com sete
selos escrito por dentro e por fora (Apoc. 5:1). Ninguém
podia abrir, nem ler e nem olhar para aquele livro
(Apoc. 5:2-4). O único que podia abrir o livro era
o Leão da tribo de Judá, que representa Jesus Cristo
(Apoc. 5-7).
O
que será que continha naquele livro que ninguém podia
abri-lo?
A
resposta está em Ezequiel 2:9-10. Ezequiel também
teve a visão desse livro e ele nos diz que no livro
estavam escritos lamentações, suspiros e ais. Portanto,
nesse livro selado com sete selos continha todo plano
de Deus para consumar a profecia de Daniel conforme
está escrito em Dan. 9:24 e que iria se cumprir integralmente
durante o período da tribulação, tribulação esta representada
pelos suspiros e ais contidos no livro.
Os
sete selos, como sabemos, representa a plenitude na
consumação do plano de Deus nesse período de tribulação.
A cada selo que Jesus abre, acontece algo na terra
ou aos homens, até que, ao retirar o último selo,
tudo já estará consumado.
Quando
foi dito que Jesus era digno de abrir os selos, houve
júbilo e louvores no céu (Apoc. 5:8-14). É obvio o
fato de que somente Jesus era digno de abrir os selos,
pois foi ele quem venceu o pecado e a morte, foi ele
que se entregou para remissão dos pecados dos homens
e é ele quem irá restaurar a terra e eliminar a maldição
gerada pelo pecado. Ninguém mais seria digno deste
ato.
Convém
lembrar que sempre estamos falando em símbolos. É
evidente que ninguém, vai chegar ao céu diante de
Deus e ver um cordeiro com sete olhos, na realidade
vamos ver Jesus como ele realmente é. O cordeiro é
apenas um símbolo na visão de João. Da mesma forma,
não existem apenas quatro anjos diante de Deus mas
milhares e milhares. Dizemos ainda que não são apenas
vinte e quatro os salvos ressuscitados da igreja.
Esses vinte e quatro anciãos apenas representam todos
os homens que compõem a igreja de Cristo.
Resumindo, logo após o fim da era da igreja, e
quando vai iniciar o período da tribulação, esta
será a cena nos céus: Jesus assentado em seu trono e
ao redor do trono, seus anjos, a igreja ressuscitada,
e as almas dos que estavam salvos mas aguardando a
ressurreição e o juízo final após o milênio.
E mais tarde aparecem as almas dos santos martirizados
na tribulação que também ficam aguardando a ressurreição
que vai ocorrer no final da tribulação e no inicio
do milênio.
Capítulo
13
AS
DUAS BESTAS
Agora
que a igreja foi retirada da terra, e Satanás expulso
dos céus sendo precipitado na terra, começa a se formar
o cenário para início da grande tribulação. Satanás
se apossa do anticristo e o do falso profeta e instala
o seu reino na terra, Jesus se prepara para abrir
os selos, os anjos a postos para no momento oportuno
tocarem as suas trombetas e derramarem as taças. Os
144000 são assinalados por Deus (oportunamente, na
lição própria vamos explicar a função dos 144000 no
apocalipse).
Neste
capítulo vamos estudar sobre o surgimento das duas
bestas que representam dois homens ditadores mundiais.
Um deles, chamado de besta no apocalipse, irá surgir
para atuar na área político-administrativa, é a besta
que surgiu do mar conforme Apoc. 13:1-10. Já mencionamos
que o mar simboliza povos e nações, este homem vai
surgir do meio político de entre as nações e vai impor
a sua ditadura no mundo como já houve no passado com
o império babilônico, persa, romano e outros. A outra
besta, chamada de falso profeta, surge da terra e
vai atuar na área religiosa de parceria com a outra
besta. Estes dois, juntos com Satanás, formam a trindade
satânica fazendo sinais e maravilhas numa tentativa
de imitar a Trindade Divina e enganar os homens.
Vejamos
algumas profecias referentes a estes homens. Ele é
chamado de "Príncipe que há de vir" em Daniel
9:26. É chamado de "homem vil" em Daniel
11:21. É o quarto animal na visão de Daniel 7:7, compare
com Dan. 7:19 e Dan. 7:23. É o sétimo rei em Apoc.
17:10. O apóstolo Paulo o chamou de "homem do
pecado, filho da perdição e iníquo" em 2Tes.
2;3,8. Veja também Dan.11:31-36.
A
BESTA QUE SURGIU DO MAR (Apoc.13:1-10)
Na
visão de João (Apoc. 13:1), essa besta surge do mar,
tem sete cabeças e dez chifres. Todas as referencias
a Satanás incorporado na besta são vistas com sete
cabeças e dez chifres. Não pretendemos aqui explorar
com muita riqueza de detalhes a interpretação das
sete cabeças e dez chifres tendo em vista a complexidade
do assunto e a impossibilidade de se chegar a uma
conclusão final, contudo, vamos expor de uma forma
simples, resumida e bastante clara.
Leia
atentamente o texto em Apoc. 17:9-10. As sete cabeças
representam os sete grandes impérios de domínio no
mundo. Quando João recebeu a revelação, já haviam
se passado cinco grandes impérios mundiais, a saber:
Egípcio, Assírio, Babilônico, Persa e Grego. Quando
João estava exilado na ilha de Patmos e recebeu a
revelação, estava atuante o império Romano, o qual
já existia antes do nascimento de Jesus. E o sétimo
que há de vir, é o império da besta no período da
tribulação que vai atuar por um período muito curto
de tempo, de aproximadamente sete anos.
Daniel
também teve a visão desses impérios representados
por quatro animais. A única diferença é que Daniel
viu os impérios futuros e não os passados, por isso
é que ele viu apenas quatro e não sete. Daniel, quando
teve a visão estava vivendo no império Babilônico
e viu os quatro impérios seguintes, ou sejam, Persa,
Grego, Romano e da Besta o qual é representado pelo
quarto animal, o pior de todos. Apesar de ter visto
apenas quatro animais, um deles tinha quatro cabeças,
completando assim as sete cabeças da besta que representam
a totalidade dos sete impérios, da mesma forma que
João viu (Dan. 7)
Os
chifres que simbolizam a força, representam os homens,
os reis que estão à frente de um pais ou império.
(Dan. 7:8,12,17,20-25; Apoc. 17:12-14). Um dos dez
chifres, o menor, se levanta e abate os demais tomando
para si o império. Em Apoc. 17:12 diz que receberá
o reino por uma hora, isto significa que seu reino
será curto, de apenas uma semana profética, ou seja,
cerca de sete anos.
É
importante notar o detalhe em Dan. 7:25, que os santos
do Altíssimo, ou seja, a igreja que ficou para a tribulação,
serão perseguidos por três anos e meio, é o tempo
de tribulação da igreja, representado também; pela
metade da semana citada em Dan. 9:27, e que corresponde
também aos mil duzentos e sessenta dias em que a mulher
do capitulo 12 vai ficar no deserto. Portanto, o período
da tribulação estará dividido em dois períodos de
três anos e meio cada um.
O
texto diz que uma de suas cabeças estava ferida de
morte (Apoc. 13:3), e essa ferida foi curada. Algo
vai acontecer com esse homem de muito grave com perigo
de morte, porém um milagre feito talvez pelo próprio
Satanás fará com que ele seja curado e todos os homens
ficarão maravilhados com esse "milagre".
Essa será uma tática satânica para atrair os povos
à adoração desse homem (Apoc. 13:4).
Ele
irá proferir palavras de blasfêmias contra Deus, irá
perseguir e matar os santos fiéis a Deus. Todos os
homens do mundo, que não tem o seu nome escrito no
Livro da Vida, ou seja , os que estão perdidos, irão
adorar a besta (Apoc.13:5-10)
A
BESTA QUE SURGIU DA TERRA (Apoc. 13:11-18)
Vamos
ver agora sobre a besta que surgiu da terra, o falso
profeta citado no texto de Apoc. 13:11-18.
Esta
besta, ao contrario da outra, tinha apenas dois chifres,
semelhantes ao de um cordeiro, mas falava como dragão.
Está claro e evidente, a imitação de Jesus, visto
que o cordeiro é o símbolo de Jesus, porém esse falso
cordeiro falava como dragão, que é Satanás. Por isso,
essa besta é chamada de falso profeta e terá sua atuação
na área religiosa enganando a muitos.
Esse
segundo homem na área religiosa, terá o mesmo poder
do outro na área política. (Apoc. 13:12). Irá enganar
os homens com sinais (Apoc. 13:13), obrigará os homens
a adorar a primeira besta, matando quem não obedecer
(Apoc. 13:15). Usará de artifícios para fazer com
que a imagem da besta, uma estátua, possa falar e
enganar os homens (Apoc. 13:15).
Uma
característica importante é o fato de que esse anticristo
irá obrigar todos os homens a receberem uma marca
na mão direita ou na testa como sinal de obediência
à besta (Apoc. 13:16), e quem não tiver esse sinal
não poderá comprar e nem vender qualquer coisa (Apoc.
13:17).
Isto,
de uma forma indireta já acontece nos dias de hoje.
É perfeitamente sabido que quem não tem documentos,
no caso, CIC e RG, não pode abrir conta em banco,
não pode comprar casas ou terrenos, não pode comprar
carros, e quem além disso, também não tem título de
eleitor, não pode nem mesmo viajar para o exterior.
Também existem hoje empresas comerciais que somente
vendem seus produtos para quem estiver cadastrado
e tiver um cartão de identificação. Qualquer outra
pessoa não cadastrada não pode comprar seus produtos.
O
texto em Apoc. 13:18 fornece um detalhe para que possamos
identificar, no momento oportuno, esses homens que
serão as bestas do apocalipse. Trata-se do número
666 que de alguma forma estará identificando esses
homens.
Muitos
têm tentado desvendar esse mistério procurando o numero
666 nas pessoas, e quanto a isso existe muita especulação.
Costuma-se
calcular os valores numéricos de nomes e títulos de
pessoas e em muitos casos chegam-se a 666. Este mesmo
processo de cálculo, com diferentes valores em outros
sistemas numéricos, também pode ser aplicado nos seguintes
nomes, títulos e palavras, com o mesmo resultado 666:
Nero, César, Maome, Lutero, Calvino, Napoleão, Kissinger,
Computer, Teitan, Lateinos, Romano, Vicarivs generalis
Deis in terris, Latinvs rex sacerdos, Ekklhsia itálica,
Stur, Vicarivs Filii Dei, e muitos outros.
Por
essa razão, jamais podemos afirmar por enquanto, quem
é ou quem será a besta do apocalipse, tampouco podemos
afirmar que sejam os nomes acima, pois são homens
que já morreram. Como acabamos de ver, existem muitos
nomes ligados ao numero 666, portanto qualquer tentativa
de se afirmar com certeza quem é a besta, se constitui
em mera especulação e adivinhação. Nós cremos que
somente será possível identificar o 666 quando o momento
estiver mais próximo e então ninguém terá dúvidas
sobre quem possa ser a besta com o número 666.
Como
a volta de Jesus está muito próxima, cremos até que
esses dois homens já tenham nascido e estejam no mundo
aguardando a hora de se manifestar.
No
próximo capítulo estaremos estudando sobre as características
do reinado da besta aqui na terra.
Capítulo
14
O
REINO DA BESTA
O
reinado da besta será um império mundial onde um homem,
com amplos poderes políticos, irá dominar o mundo.
Ele será auxiliado por outro homem, chamado de falso
profeta, atuando na área religiosa, e os dois estarão
sob o comando de Satanás. O nome de besta é dado a
esse conjunto de forças demoníacas sob o controle
de Satanás. Quando se fala na Besta do Apocalipse,
entende-se como sendo simbolicamente a atuação da
trindade satânica, são dois homens também chamados
de anticristo e falso profeta, totalmente debaixo
da influencia de Satanás.
Antes
de fazermos comentários sobre o reinado da besta,
vamos citar os textos onde podemos ler muitas profecias
a respeito da besta e seu reinado. Procure ler estes
textos antes e depois de estudar a lição.
a)
2Tes. 2:3-9 - O apóstolo Paulo fala sobre o homem
do pecado e sua pretensão de ser igual a Deus
b) Daniel. 11:21-23 - Daniel fala sobre o homem vil
que virá de forma enganosa.
c) Daniel 11:31-36 - Daniel fala que ele irá profanar
o santuário e os fiéis a Deus serão perseguidos e
mortos.
d) Apoc. 13:1-10 - João vê a besta que surgiu do mar
fazendo guerra aos santos, e os homens que irão adorar
essa besta.
e) Apoc. 13:11-18 - João vê o falso profeta exigindo
adoração à besta, a marcação dos homens para impedir
compra e venda de qualquer coisa.
f) Dan. 7:1-8 - Daniel fala sobre a vinda da besta
g) Dan. 7:16-25 - Daniel interpreta a visão da besta
e como ele irá surgir.
h) Apoc. 17:1-18 - O surgimento da besta e seu reino
i) Apoc. 18:1-24 - O declínio do reino da besta
j) Apoc. 19:1-21 - A derrota final da besta e seu
reino
k) Dan. 12:1-13 - Daniel fala sobre a duração do reinado
da besta.
Os
capítulos 17, 18 e 19 do Apocalipse tratam respectivamente
da ascensão, declínio e queda do reino da besta. O
período do reinado da besta é o mesmo período da tribulação
que estaremos tratando neste estudo.
Hoje
já existe na ONU um movimento favorável a um governo
único e mundial. Já está pronto o projeto de unificação
da moeda na Europa, o já conhecido EURO, e fala-se
muito em ecumenismo, ou seja, unificação das igrejas
em uma só. Já existe em Bruxelas, um computador preparado
e com capacidade para cadastrar todos os habitantes
da terra. O simples código de barras usado hoje nos
produtos, tem capacidade para identificar cerca de
um trilhão de pessoas sem repetição, que corresponde
a mais de cem vezes a população do mundo de hoje.
O mundo está se preparando para o dia do reinado da
besta
Essa
trindade demoníaca irá estabelecer um reinado mundial
agindo na área política e religiosa. Esse conjunto
de atuação, também é chamado na bíblia de Babilônia,
ou a grande prostituta. Como já dissemos, a mulher
é usada como símbolo da igreja, e nesse caso, Babilônia,
a mãe das prostituições, é o símbolo da igreja satânica
saturada de idolatria e paganismo (Apoc. 17:5).
Será
um tempo de grande angústia como nunca houve e nunca
haverá na terra (Dan. 12:1). Esse reinado deverá durar
cerca de uma semana profética, ou seja, sete anos.
O anticristo irá permitir o culto a Deus através de
um acordo por sete anos, porém na metade da semana,
ou seja, após três anos e meio, ele irá violar o acordo
e introduzir abominação no templo de Deus e então
a angústia será de maior intensidade (Dan. 9:27).
Esse
homem se colocará numa posição como se fosse um deus
e exigirá adoração que só é devida ao único e verdadeiro
Deus criador dos céus e da terra (2Tes. 2:4). Diga-se
de passagem que esta sempre foi a intenção de Satanás
e que o levou a se rebelar contra Deus. Satanás sempre
quis ser adorado e reconhecido como um deus (Ezeq.
28:2).
O
anticristo será um ditador mundial e subirá ao poder
de uma forma enganosa e caladamente, fato típico das
astutas ciladas de Satanás (Dan.11:21).
Um
fato marcante que deverá caracterizar o reinado da
besta é a marca que deverá ser imposta aos homens,
como se fosse um documento de identidade, e através
dessa marca, será controlado todo comércio. Quem não
tiver essa marca não poderá comprar nem vender (Apoc.
13:16-17).
Essa
situação já pode ser constatada nos dias de hoje de
uma forma camuflada. Ninguém consegue comprar ou vender
imóveis ou veículos se não tiver o seu CIC e seu RG.
Existem também casas comerciais que só vendem seus
produtos para quem for cadastrado e possuir um cartão
de identidade. Os códigos de barra usados em produtos
comerciais possuem, todos eles, três barras que identificam
o 6, separando dois grupos de seis algarismos cada.
É o 666 estampado nos produtos através do código de
barras (Apoc. 13:18).
Quem
receber a marca da besta, estará automaticamente negando
a Jesus e aceitando a adoração à besta, e conseqüentemente
seu destino será o lago de fogo para toda eternidade.
Essa marca poderá ser eventualmente um código de barras
estampado na pele, ou até um "chip" eletrônico
inserido sob a pele.
Ao contrário, os que se decidirem pela fidelidade
a Deus e a Jesus, não concordarão em receber essa
marca em seu corpo (Lev. 19:28), porém a conseqüência
será a morte, pois será perseguido e sacrificado pela
besta, além de ser impedido de comprar ou vender,
contudo, seu nome estará escrito no livro da vida
e terá a vida eterna no reino de Deus.
Procure
imaginar a situação daqueles que se decidirem pela
fidelidade a Jesus. Serão perseguidos, não poderão
comprar nem vender qualquer coisa. Não poderão comprar
pão, leite, arroz, feijão ou qualquer outro alimento,
tampouco poderão comprar roupas, imóveis ou qualquer
outra coisa semelhante. Se não forem mortos pela perseguição,
morrerão de fome ou doentes. Com isso entendemos as
palavras de Jesus em Lucas 9:24, quando disse que
quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á e quem perder
a sua vida por amor dele, então se salvaria.
Não
podemos esquecer que no meio dessa perseguição estarão
acontecendo muitos terremotos, incêndios e outros
cataclismos no mundo todo.
Você
observou que nos capítulos 17, 18, e 19 do Apocalipse,
João se refere ao reinado da besta comparando com
a Babilônia, a grande prostituta, ou a mãe das prostituições.
Convém lembrar que na maioria das vezes, quando a
bíblia fala de prostituição, principalmente em profecias,
não está se referindo a imoralidade sexual, mas sim
à idolatria. Deus trata a idolatria, ou seja, adoração
a outro ser que não seja Deus, como sendo um ato de
adultério. A nossa fidelidade a Deus deve ser tão
pura como deve ser a fidelidade entre os cônjuges.
A
Bíblia menciona Babilônia porque foi naquela cidade
que nasceu a idolatria e o paganismo, por isso é chamada
de a mãe das prostituições. O bisneto de Noé, chamado
Ninrode (Gen. 10:8-10), foi um homem de grande projeção,
era caçador valente, e principalmente construtor de
cidades. A cidade de Babilônia e a torre de Babel
foram obras de sua engenhosidade.
Quando
Ninrode morreu, sua mulher Semíramis, quis perpetuar
o nome de seu marido e ensinou ao povo que Ninrode
era um deus e foi morar no sol. Foi quando os homens
começaram a adorar o sol como divindade, pois acreditavam
que Ninrode estava lá.
Semiramis
não se contentou com isso, e ensinou também que seu
filho Tamuz, era uma encarnação de seu marido Ninrode.
Como Ninrode estava sendo aceito como deus, então
seu filho Tamuz também era deus, como conseqüência,
ela, Semiramis seria então chamada de mãe de deus.
E surgiu a figura de uma mulher com uma criança no
colo sendo adorada como sendo mãe de deus. Esta idolatria
satânica se perpetuou no mundo através dos povos,
misturando-se com o cristianismo. A figura de Semíramis
ainda existe até hoje com outros nomes, tais como
deusa Diana, deusa Iris, Iemanjá e muitas outras.
O próprio sol é encontrado com figuras simbólicas
em vitrais, principalmente de igrejas. As torres e
obeliscos são construções que apontam para o sol e
muitas vestes sacerdotais de igrejas pagãs relembram
figuras da antiga Babilônia.
Esta é a história simplificada do paganismo idólatra
surgido na Babilônia antiga, e a imagem da Babilônia
atual. Em torno desses fatos surgiram muitos outros
detalhes e invenções diabólicas que nos dias de hoje,
se torna assustadora a quantidade de abominações pagãs
proliferada pelo mundo. E tudo nasceu na Babilônia
com o bisneto de Noé.
Apesar
de toda essa catástrofe, podemos ficar alegres em
saber que no final desse curto período de tempo Jesus
irá voltar com sua igreja e com o poder da sua Palavra
irá destruir definitivamente o reinado da besta e
lançar os dois homens iníquos no lago de fogo (Apoc.
19: 11-21).
Capítulo
15
OS
144000 ASSINALADOS
Neste
capítulo vamos estudar quem são os 144000 e o que
eles estão fazendo no cenário do apocalipse, de onde
vieram e para onde vão. Leia os textos em Apo. 7:1-8
e Apo. 14:1-5.
Quando
João estava arrebatado em espírito no céu, ele viu
quatro anjos que estavam retendo os ventos para que
não atingissem a terra antes do tempo determinado
(Apo. 7:1). E um outro anjo deu ordem para aqueles
quatro, para que não danificassem a terra antes que
os 144000 homens fossem assinalados com o sinal de
Deus (Apoc. 7:2-4).
Já
podemos concluir desde já que esses 144000 são judeus
procedentes de todas as tribos de Israel conforme
lemos em Apoc. 7:5-8.
Observar
que haviam quatro anjos retendo os ventos. O número
quatro é um número simbólico que identifica uma ação
relacionada com o mundo.
Com
relação às marcas que os homens vão receber no período
da tribulação, podemos distinguir três grupos de homens,
a) 144000 judeus assinalados com a marca de Deus (Apoc.
7:3 e Apoc. 9:4).
b) Os seguidores da besta marcados com a marca da
besta (Apoc.13:16).
c) Os fiéis a Deus (exceto os 144000), não recebem
qualquer marca (Apoc. 20:4).
O
objetivo desses judeus serem assinalados por Deus
é para que sejam preservados da morte durante a tribulação.
Embora sofram as conseqüências e as aflições daquele
período, serão conservados vivos durante todo o tempo
(Apoc. 9:4)
Os
144000 assinalados foram protegidos da mesma forma
que os hebreus no Egito quando aspergiram o sangue
nos umbrais das portas e se livraram da morte dos
primogênitos. É análogo também a Noé e sua família
salvos do dilúvio (Gen. 6:17 e 8:21).
Neste
ponto vamos abrir um parêntesis e analisar alguns
textos bíblicos verificando que todos os habitantes
da terra serão mortos até o final da tribulação.
No
dia em que Jesus voltar para buscar sua igreja, todos
que fizerem parte do arrebatamento irão desaparecer
de sobre a terra, e a população do mundo irá diminuir
bastante.
Em
seguida, todos os fiéis a Deus que não receberem a
marca da besta irão morrer martirizados pela besta,
e a população da terra irá cair novamente (Apoc. 6:9-11).
Em
um dos flagelos durante a tribulação, irá morrer a
quarta parte da população (Apoc. 6:8).
Na
seqüência da história morre mais um terço dos que
restaram (Apoc. 9:18). Até este momento, basta fazer
os cálculos para ver que mais da metade da população
já foi extinta da terra em menos de sete anos.
Em
um momento, durante um terremoto, morrem sete mil
homens numa cidade (Apoc. 11:13), e a população continua
diminuindo.
Enquanto
esses flagelos acontecem, Deus continua dando oportunidade
para os homens se arrependerem e se salvarem, porém
a bíblia registra que ninguém se arrepende de seus
pecados, de suas abominações e idolatrias (APOC. 9:20-21;
APOC. 16:9; APOC. 16:11; APOC. 16:21), isto nos lembra
a história de Faraó no Egito que não permitia a saída
dos hebreus mesmo quando Moisés afligia o Egito com
as pragas autorizadas por Deus.
Finalmente,
quando Jesus volta com sua igreja, logo após a tribulação,
encontra somente homens que não se arrependeram de
seus pecados e diz a Palavra, que os demais foram
mortos pela espada (palavra) que saia da boca de Jesus
(Apoc. 19:21). Quando diz "os demais", é
evidente que se trata de todo o resto, ninguém fica
de fora, mesmo porque está registrado que ninguém
se arrependeu.
Portanto, os únicos que permanecem vivos são os 144000
que foram assinalados para serem preservados da morte
e que eram irrepreensíveis diante de Deus.
É
fácil entender porque eles foram assinalados para
permanecerem vivos. Vejamos:
Deus
determinou que a terra sempre seria habitada pelos
homens (Gen. 1:28). Determinou também que os homens
teriam possessão da terra (Sal. 37:9-11; 37:29; 37:34;
115:16), se eles não tivessem sido preservados não
haveria descendência para povoar e habitar a terra.
Porém
o fato mais importante é a promessa de Deus a Abraão,
de que ele seria pai de muitas nações e sua descendência
iria possuir a terra para sempre (Gen 17:8). Se Deus
não tivesse preservado esses 144000 judeus justos
e obedientes a Jesus durante a tribulação, então a
promessa a Abraão não poderia ser cumprida.
Mais
tarde estudaremos sobre o Milênio, o reinado de Jesus
na terra. Nesse período, a terra será tremendamente
povoada, e quem irá povoar a terra serão exatamente
esses 144000 judeus que foram preservados com essa
finalidade, cumprindo assim a promessa de Deus para
Abraão.
Da
mesma forma, no milênio irá se cumprir o plano de
Deus para com Jesus que veio também para reinar sobre
o seu povo. Caso você tenha esquecido, reveja o capítulo
IV sobre as Setenta Semanas de Daniel.
A
Palavra de Deus trata desses 144000 como sendo o remanescente
de Israel. Os judeus sempre foram perseguidos no mundo.
Hitler tentou exterminar a raça judaica, chegou a
assassinar 6 milhões de judeus mas mesmo assim Deus
não permitiu que fossem exterminados
O
Apostolo Paulo e Isaias falam sobre o remanescente
de Israel, que se Deus não os tivessem preservados
para a descendência, seriam exterminados ( Rom.9:27-29;
Isa. 1:7-9; Isa. 10:20-26)
Sofonias
também profetizou a respeito deles, dizendo que seriam
fiéis (Sof. 3:13)
Jesus
declarou que se os dias não fossem abreviados naquele
tempo, nem mesmo os escolhidos conseguiriam se salvar
(Mat. 24:22), e entendemos que Jesus estava falando
do tempo da tribulação em relação aos 144000. Com
respeito a abreviação, não se trata de encurtar os
dias, mas se refere ao período da tribulação que será
curto, cerca de apenas sete anos.
Em
outra etapa da visão de João, quando ele estava posicionado
na terra, ele viu novamente os 144000 assinalados,
agora na terra junto com Jesus (Apoc. 14:1-5) cantando
em louvor a Deus.
Nos
versículos 4 e 5 desse texto, lemos que eles eram
irrepreensíveis, não se contaminaram com mulheres
e eram virgens. A tendência natural do nosso raciocínio
nos leva a pensar imediatamente que se tratam apenas
de homens, do sexo masculino pois não se contaminaram
com mulheres. Precisamos lembrar que a mulher, quando
mencionada como símbolo, representa uma igreja, e
não somente a igreja de Cristo, mas pode representar
também uma igreja ou melhor dizendo, uma seita satânica
(ver Apoc.17:1; 17:4; 17:7-8; 17:18). Portanto, essa
contaminação de que fala João, se refere a idolatria,
a contaminação com outros Deuses. Sempre encontramos
na Palavra de Deus a comparação do pecado da idolatria
como uma prostituição ou um adultério (analise Jer.
3:1).
Além
de tudo isso, já vimos que os 144000 irão povoar a
terra no milênio o que seria impossível se fossem
apenas homens do sexo masculino.
Com
relação à quantidade de 144000, em se tratando de
um livro escrito com muitos símbolos, a quantidade
144000 tanto poderia ser interpretada como literal
como poderia ser simbólica. Esse número é um múltiplo
de doze que simboliza os remidos. Poderia ser um grupo
de 144000 misturados, homens, mulheres e crianças;
poderia ser também 144000 homens mais 144000 mulheres;
por fim poderia ser também uma quantidade qualquer
de judeus, homens e mulheres, com as mesma características
de fidelidade e talvez em iguais quantidades representativas
da descendência de cada tribo.
Apenas
por curiosidade, os almanaques de hoje trazem a estatística
sobre Israel e verificamos que em 1995 a população
de Israel era de 5.600.000 de habitantes, sendo 2,4%
de cristãos, o que corresponde a 134.400 pessoas,
ou seja, quase 144000:
Diante
de tudo que foi exposto, verificamos que Deus escolheu
e assinalou judeus, homens e mulheres fiéis a Jesus,
para que não fossem mortos, e com isso, ficariam como
"sementes" para povoar a terra durante o
milênio, a exemplo do que aconteceu com Noé.
Finalmente Jesus, juntamente com a igreja, estará
reinando sobre os judeus na terra cumprindo-se todas
as profecias.
Capítulo
16
OS
PRIMEIROS QUATRO SELOS
OS QUATRO CAVALEIROS
Até
este momento da história, o cenário da tribulação
está montado. A igreja santa subiu com Jesus, Satanás
foi expulso dos céus e lançado na terra, surgem a
besta e o falso profeta sob o domínio de Satanás e
implantam o império da besta na terra, os 144000 judeus
foram marcados por Deus e no céu, entre cânticos e
louvores, Jesus, com o livro selado nas mãos está
pronto para abrir os seus selos.
Neste
instante iniciamos a descrição dos fatos que envolvem
o período da tribulação. Este período, que deverá
estar ao redor de sete anos de duração, estará dividido
em duas partes. A primeira metade corresponde ao período
da tribulação da igreja que não foi arrebatada. São
os 3,5 anos em que a mulher, símbolo da igreja, estará
no deserto (Apoc. 12:6 e 12:14).
Jesus
falou sobre esse período quando ensinava aos seus
discípulos (Mat. 24:1-14). Nesse ensinamento, Jesus
enfatizou quatro fatos que irão marcar esse período,
a saber: GUERRAS (Mat. 24:6); FOMES (Mat. 24:7); MORTES
(Mat. 24:9) e MENSAGEM DO EVANGELHO DO REINO (Mat.
24:14).
Voltamos
agora para o texto do livro de Apocalipse quando Jesus
abre os primeiros quatro selos do livro. (Apoc. 6:1-8).
Para cada um dos selos abertos, aparece um cavalo
colorido simbolizando um fato que estará acontecendo
no mundo. Esses cavalos com seus cavaleiros não simbolizam
personalidades, mas sim fatos que estarão presentes
durante todo o período da tribulação.
Observe
também nos textos que falam sobre a abertura de cada
um dos quatro selos, que a cada selo aberto um dos
quatro seres viventes se apresenta para mostrar a
João o que vai acontecer. São os quatro anjos representando
as ações sobre a terra. Já vimos que o quatro simboliza
fatos relacionados com a terra.
Ao
abrir o primeiro selo, surge um cavalo branco cujo
cavaleiro tinha uma coroa e saiu para vencer (Apoc.
6:1-2). O branco simboliza a paz, mas não significa
que haverá paz na terra. O cavaleiro também não simboliza
Jesus como muitos pensam. Esse cavalo com seu cavaleiro
simbolizam a pregação do evangelho de que falou Jesus
em Mat. 24:14.
Fazemos
aqui uma observação. Jesus falou em EVANGELHO DO REINO
(Mat. 24:14) em contraste com Atos.20:24 onde diz
EVANGELHO DA GRAÇA. Existe uma diferença. Hoje estamos
recebendo a mensagem do evangelho da graça de Jesus,
a salvação gratuita e não merecida por nós. Hoje basta
crermos e aceitarmos o sacrifício de Jesus para sermos
salvos. Na época da tribulação, depois que a igreja
já tiver sido retirada da terra, a salvação, para
ser obtida, será às custas de perseguição, sofrimento
e morte. O evangelho que será pregado será diferente.
A salvação dependerá da fidelidade a Jesus, e da perseverança
(Mat. 24:14) e será pregado o evangelho do reino milenar
de Cristo. A terra estará sendo preparada para receber
a Jesus como rei, e os santos estarão reinando com
Jesus naquele tempo.
João
teve outra visão a respeito do evangelho que será
anunciado nesse tempo (ler Apoc. 14:6-13). Na visão
simbólica, João viu anjos proclamando o evangelho,
porém essa responsabilidade estará a cargo dos homens
que estiverem se mantendo fiéis a Deus (Dan. 11:33).
Serão
três a mensagens básicas:
1)
TEMER A DEUS (Apoc. 14:7). - que é como hoje
dar glórias a Deus.
2)
DERROTAR O IMPÉRIO DAS TREVAS (Apoc. 14:8)
que corresponde hoje ao poder dado à igreja para expulsar
demônios e derrotar as trevas.
3)
NÃO ADORAR A BESTA (Apoc. 14:9-11) que corresponde
hoje a vida santificada.
Esse
cavaleiro no cavalo branco saiu para vencer e realmente
vencerá, pois muitos serão salvos nesse tempo. Veja
os textos em Joel 2:31-32; Mat. 24:13; Apoc. 6:9-11;
Apoc. 7:13-14; Apoc. 20:4. Todos estes textos falam
sobre a salvação obtida pela igreja que não foi arrebatada,
que ficou na tribulação e venceu a besta. É a mulher
que foi alimentada no deserto de que trata o capítulo
12 do Apocalipse.
Portanto,
enquanto a tribulação acontece na terra, o evangelho
é anunciado para que os homens tenham a oportunidade
para se salvarem.
Quando
Jesus abre o segundo selo, aparece um cavalo vermelho,
e ao cavaleiro foi dado que tirasse a paz da terra
e para que os homens se matassem uns aos outros (Apoc.
6:3-4). Ao cavaleiro também foi dada uma espada, arma
de ataque e de guerra. Esse cavalo vermelho então
simboliza as guerras de que Jesus falou em Mat. 24:6).
O
profeta Daniel também profetizou muito a respeito
dessas guerras (ver Dan. 7:20-26; Dan. 8:20-25; Dan.
11:21-45).
Quando
Jesus abriu o terceiro selo, surgiu um cavalo preto
(Apoc. 6:5-6) e o cavaleiro tinha uma balança na mão.
Esse cavaleiro anunciava: Uma medida de trigo por
um denário, não danifiques o azeite nem o vinho.
Estas
palavras pronunciadas pelo cavaleiro indicam alto
custo e racionamento dos alimentos. Recomenda também
para que haja economia e que não haja desperdício,
pois haverá falta e escassez de mantimentos. Este
cavalo simboliza a fome de que falou Jesus em Mat.
24:7.
Existem
dois grandes motivos para que os homens passem fome
nesse tempo. Um é o fato de que os homens que não
tiverem a marca da besta não poderão comprar e nem
vender, portanto, estarão impedidos de comprar alimentos
onde quer que seja. Veja esse comentário na lição
da besta e seu reinado. Outro motivo é a guerra que
estará acontecendo. Todos nós sabemos que onde há
guerra há escassez de alimentos e de energia.
Recentemente tivemos essa experiência aqui no Brasil,
quando passamos por racionamento de gás e combustível
em conseqüência da guerra que estava acontecendo no
Golfo. Quem viveu os tempos da segunda guerra mundial
também sabe das dificuldades que haviam em conseqüência
da guerra.
A
cor preta do cavalo está aqui simbolizando a fome,
e curiosamente encontramos em Lamentações de Jeremias
5:10, a menção de que os homens tiveram suas peles
enegrecidas por causa da fome. Alguns textos traduzem
como enegrecidas, e outros traduzem como abrasada
como um forno.
Portanto
estamos vendo até aqui, que o período da tribulação
já se compõe de guerras e fomes no mundo todo enquanto
o evangelho é anunciado. Ao mesmo tempo os fiéis a
Deus estão sendo perseguidos e mortos pela besta.
Finalmente
Jesus abre o quarto selo. Surge um cavalo amarelo.
O texto já diz que o seu cavaleiro se chamava morte
e lhe foi dado poder para matar os homens pela guerra,
pela fome e pelas feras da terra. Esse cavalo com
seu cavaleiro portanto simbolizam as mortes de que
falou Jesus em Mat. 24:9.
Veja
bem as causas das mortes: A guerra anunciada pelo
segundo cavaleiro, a fome anunciada pelo terceiro
cavaleiro, e na visão João vê ainda mais duas causas,
as pestes, ou seja, doenças e pragas que indiretamente
são causas da guerra e fome, e ainda as feras da terra.
Cremos que por causa desse caos total na terra, os
animais selvagens estarão agitados e sem controle
atacando os homens de forma descontrolada.
Podemos
agora entender porque esse período é chamado de tribulação?
Veja
bem, a igreja já não está presente na terra, não há
pastores nem irmãos da igreja para nos ajudar, o Espírito
Santo também não está atuando como hoje, como nosso
consolador, Satanás estará agindo livremente na terra
usando dois homens ditadores e carrascos. Os fiéis
sendo perseguidos e mortos no meio de muita guerra,
fome, pestes, doenças, terremotos, incêndios, e animais
selvagens por todo lado. Jesus mesmo falou que a angústia
e a aflição desses dias serão tão grandes como nunca
houve e nunca haverá na face da terra (Mat. 24:21).
Sugerimos que você leia novamente todo o capítulo
24 de Mateus, onde Jesus relata a tribulação daqueles
dias.
Neste
ponto do estudo, exortamos para que medite muito sobre
isso. Alguém uma vez me disse que sendo assim teríamos
uma segunda chance de salvação. Será mesmo uma segunda
chance? Vale a pena? E para quem já tiver morrido
antes desse período, onde estará essa chance? Se alguém
pensar nisso como segunda chance, será que esse alguém
terá condições de suportar essa aflição toda?
Por
isso é importante DECIDIRMOS HOJE pela aceitação do
evangelho da GRAÇA, e não somente isso, mas também
decidirmos por uma VIDA SANTA E IRREPREENSÍVEL DIANTE
DE DEUS, para que possamos participar do arrebatamento
da igreja. Temos que estar dentro da arca de Noé enquanto
o dilúvio acontece na terra.
Capítulo
17
QUINTO
E O SEXTO SELO
A CEIFA E A VINDIMA
No
capítulo anterior estudamos sobre o período da tribulação
da igreja que não foi arrebatada. As profecias indicam
que esse período tem uma duração de três anos e meio
(Apoc. 12:6,14).
No
final desses três anos e meio, todos os que não tiverem
recebido a marca da besta e perseveraram fieis a Jesus,
já terão morrido, martirizados pela besta.
Este
é o momento no plano de Deus de executar a ceifa e
a vindima. É sobre isso que vamos estudar nesta lição.
Os textos referentes a ceifa e vindima estão em Apoc.
14:14-16; Apoc. 6:9-11; Apoc. 14:17-20 e Apoc. 6:12-17.
A
ceifa está representada quando Jesus abre o quinto
selo e a vindima quando Jesus abre o sexto selo.
Vamos
explicar o que significam ceifa e vindima.
CEIFA
- É o ato de cortar com uma foice o cereal (arroz,
trigo, etc...) que está no ponto de ser colhido para
o consumo. Em outras palavras, é recolher o cereal
maduro e pronto para o consumo. No sentido figurado
também significa mortandade.
VINDIMA
- É a colheita das uvas que serão pisadas para o fabrico
do vinho. Antigamente, e ainda hoje em alguns lugares
do mundo, as uvas depois de colhidas são colocadas
em grandes tanques, onde os escravos ou empregados
das fazendas ficam descalços e pisam aquelas uvas
para extrair o suco. O pisotear das uvas extraem o
suco que é recolhido para fabricar o vinho.
A
ceifa no Apocalipse está simbolizando a morte e o
recolhimento dos fiéis que não receberam a marca da
besta. E a vindima representa o juízo de Deus que
será derramado sobre a terra e sobre os homens logo
em seguida, o que é representado pelo pisar das uvas.
A
ceifa encerra o período da tribulação da igreja e
a vindima inicia o segundo período da tribulação mais
intenso quando a igreja vencedora já não está mais
presente. Neste segundo período só existem no mundo
os que receberam a marca da besta e os 144000 judeus
selados por Deus e fiéis a Jesus.
Tanto
a ceifa como a vindima, João viu cada uma delas duas
vezes em suas visões, uma vez estando no céu e outra
vez estando na terra.
A
CEIFA VISTA DA TERRA (Apoc. 14:14-16).
Estando
na terra, João viu um anjo sentado sobre uma nuvem,
e em sua mão havia uma foice afiada. Em seguida um
outro anjo saiu do santuário e ordenou ao anjo que
estava nas nuvens, que lançasse a foice na terra para
a ceifa, pois a seara da terra já estava madura.
Isto
significa que os homens que estavam perseverando na
fidelidade a Deus já estavam no ponto de serem recolhidos
ao paraíso de Deus. O ato do anjo lançar a sua foice
simboliza a morte desses homens e o recolhimento ao
céu diante de Deus.
Evidentemente, este ato de ceifar não se dará uma
única vez, mas será sucessivo e a ceifa estará acontecendo
durante todo o período até completar o numero dos
salvos (ver Apoc. 6:11).
A
CEIFA VISTA DO CÉU (Apoc. 6:9-11).
Quando
João estava posicionado no céu, no momento em quem
Jesus abria o quinto selo, em sua visão ele viu as
almas dos que haviam sido mortos pela besta na terra.
As almas desses homens clamavam por vingança e foi
lhes dito que esperassem mais um pouco de tempo até
que se completassem o número dos que ainda iriam morrer,
ou seja, iriam ser ceifados. Nesse momento a ceifa
já estava acontecendo.
Mais
tarde, depois de completada a ceifa, João viu as almas
de todos os homens mortos diante do trono de Deus.
Estavam junto ao mar de vidro, que já vimos ser as
almas dos que foram salvos no período do antigo testamento
antes de Jesus ( Apoc. 15:2).
Agora
que a ceifa está completa, inicia-se a vindima, o
juízo de Deus sobre a terra e sobre os homens.
A
VINDIMA VISTA DA TERRA (Apoc. 14:17-20).
Da
mesma forma como na ceifa, João viu um anjo com uma
foice afiada e outro anjo dando ordens para vindimar
os cachos de uva, ou seja, colher as uvas.
Porém a ordem logo após a colheita era para que as
uvas fossem lançadas no lagar (tanque onde as uvas
são pisadas).
Está escrito que o lagar foi pisado e saiu sangue
do lagar até a altura de um cavalo e no espaço de
mil e seiscentos estádios, que correspondem a 288
quilômetros,.
Isto
serve para termos uma idéia de quão intensa será a
tribulação nesses dias.
A
VINDIMA VISTA DO CÉU (Apoc. 6:12-17).
Estando
no céu, João viu Jesus abrindo o sexto selo, e o que
ele presencia nesse momento, é exatamente a conseqüência
da mesma visão do anjo vindimando as uvas.
João
vê acontecerem terremotos, abalos na terra e no céu.
O sol fica encoberto tudo escurece como nos dias de
grandes tempestades. Ilhas e montanhas desaparecem
de seus lugares.
Todos os homens, sem exceção, passam por desespero
a ponto de desejarem a morte. Eles pedem que os montes
caiam sobre eles para fugirem da ira de Deus.
Da
mesma forma como a ceifa, a vindima estará acontecendo
durante o restante do período da tribulação. Não se
trata de um único fato acontecendo em um só instante.
Este
segundo período também está dividido em duas partes,
na primeira, acontecem abalos na terra e nos céus,
e na segunda, quando a tribulação atinge o seu ápice,
os juízos caem sobre os homens, no momento do toque
das três últimas trombetas e derramar da três últimas
taças. Isto estudaremos mais tarde em outra lição.
CONCLUSÃO
O
estudo deste período de tribulação no Apocalipse é
realmente bastante tenebroso e drástico. Mas não poderia
deixar de ser diferente, pois Jesus afirmou que esse
tempo será tão terrível que nunca houve igual.
É
a conseqüência da ira de Deus sendo derramada sobre
os homens rebeldes.
Infelizmente a grande maioria dos homens hoje não
se preocupam em entender a Palavra de Deus e não se
importam em obedecer a Deus. Continuam a se rebelar
contra o Criador, continuam com suas idolatrias e
brincam com Deus sem saber o que lhes esperam.
Deus
é misericordioso e longânime. Ele está nos dando tempo
para nos arrependermos e obedecermos a sua Palavra.
Deus é também amor, e porque ele nos ama é que está
nos dando esse tempo. Porém, um dia o tempo de Deus
vai terminar e ele vai dizer: "BASTA" .
Deus
esperou cem anos para que os homens se arrependessem
antes de mandar o dilúvio, foi esse o tempo que Noé
demorou para construir a arca, e nesses cem anos ninguém
se arrependeu até que veio o dilúvio e consumiu a
todos.
Hoje
as coisas não são diferentes. Já fazem dois mil anos
que Deus está dando tempo aos homens para que se arrependam
e aceitem a salvação oferecida por Jesus. O tempo
vai acabar. Jesus virá para buscar aqueles que ouviram
a voz de Deus e AI dos demais que insistem em virar
as costas para Deus.
Capítulo
18
SÉTIMO
SELO - TROMBETAS E TAÇAS
RETRATO DA TRIBULAÇÃO
Lembramos
que este estudo está sendo desenvolvido seguindo uma
seqüência cronológica dos fatos que deverão suceder
desde a era da igreja até o final dos tempos.
Estamos
agora no momento em que a igreja já não está mais
na terra. No mundo só existem homens que são seguidores
de Satanás, pois adoram a besta, e há também os 144000
judeus com o sinal de Deus, os que irão sobreviver
durante esse período para poderem povoar a terra no
milênio.
Na
terra não existe a igreja, não existe a Bíblia, a
Palavra de Deus (Amos 8:11), não há a consolação do
Espírito Santo.
Só
existe a ação de Satanás, a opressão do anticristo,
do falso profeta, além do juízo de Deus caindo sobre
a terra e sobre os homens, abalos nos céus e na terra,
terremotos, vulcões, incêndios, guerras, tempestades,
meteoritos do céu caindo sobre a terra, rios e mares.
Jesus
já abriu os seis primeiros selos do livro. O período
que se segue corresponde ao sétimo selo. Estamos agora
na metade da septuagésima semana que profetizou Daniel
(Dan. 9:27).
Este
período de aproximadamente três anos e meio, é também
chamado nas profecias de DIA DO SENHOR. Existem muitas
expressões nas profecias citando O DIA DO SENHOR.
Muitos interpretam como sendo o domingo, porque guardamos
o domingo como sendo o dia do Senhor, porém, com todo
respeito aos que assim interpretam, vemos que as escrituras
são bem claras ao mencionar DIA DO SENHOR como sendo
o dia do juízo de Deus, identificando-se plenamente
com o período da tribulação. Não se trata aqui de
um dia de vinte e quatro horas, mas um período de
tempo identificado como O DIA DA IRA DE DEUS.
Leia
o texto de Isaias 13:6-22 onde o profeta faz uma descrição
do DIA DO SENHOR.
Isaias fala de dores e ais confirmado em Apoc. 8:13.
Os homens não verão a luz do sol nem da lua e estrelas.
Sobre isso vamos falar mais em detalhes em outro capítulo.
Isaias fala também que o céu estremecerá e a terra
se moverá de seu lugar. Veremos também mais tarde,
que toda superfície da terra será alterada. Não haverá
mais montanhas nem precipícios e nem mares no meio
dos continentes. Haverá saques, matanças e violências
contra todos, inclusive mulheres e crianças. Os animais
ferozes invadirão as casas e atacarão os homens. Isto
é fácil de entender, pois haverá muitos incêndios
nas florestas e evidentemente os animais entrarão
nas cidades fugindo do fogo.
Jesus
também fez uma descrição desse tempo em Mateus 24:15-28.
No capítulo 24 de Mateus Jesus fala sobre todo o período
da tribulação, sendo que nos versículos 1 a 14 se
refere ao primeiro período quando a igreja estará
sendo perseguida pela besta. Nos versículos 15 a 28
Jesus se refere ao segundo período correspondente
ao sétimo selo, e nos versos 29 a 35 Ele fala sobre
a sua volta no final da tribulação. No restante do
capítulo Jesus se dedica à exortação para a vigilância.
Queremos
aqui fazer um destaque com relação ao versículo 28
quando Jesus disse que onde estiver o cadáver aí se
ajuntarão os abutres. O que tem haver cadáver, abutre,
com tribulação?
É
fácil de entender. Naqueles dias de tribulação a quantidade
de mortos será imensa, principalmente no final quando
Jesus voltar e aniquilar todos os homens na batalha
do Armagedom (Apoc. 6:8; Apoc. 9:18; Apoc. 19:21).
A
quantidade de mortos será tão imensa que será impossível
sepultar a todos (Isa. 26:21).
Para
que a terra seja limpa Deus irá convocar todas as
aves de rapina e animais ferozes para se alimentarem
das carnes dos cadáveres, tanto de homens como de
animais (Apoc. 19:17-18; Ezeq. 39:4).
O
profeta Sofonias também faz uma descrição do DIA DO
SENHOR, o dia da tribulação de uma forma tão clara
que nos parece estar vendo as coisas acontecerem.
Leia Sof. 1:1-18. Neste texto fica patente a ira de
Deus contra os homens por causa da iniqüidade que
atinge o limite extremo.
O
SÉTIMO SELO
Esta
cena também é vista duas vezes por João. Uma vez do
céu e outra da terra.
Do
céu (Apoc. 8:1-6), João vê a abertura do sétimo selo.
Faz-se silêncio no céu por quase meia hora. É um momento
de expectativa, pois o fim está chegando. Nesse instante
João vê sete anjos com sete trombetas para serem tocadas.
Ao mesmo tempo um outro anjo com incensário contendo
as orações dos santos (as orações podem ser vistas
em Apoc. 6:10) e o fogo do altar, derrama sobre a
terra. Então são ouvidas Vozes, Relâmpagos e Trovões,
os quais, como já estudamos, representam o derramar
da ira de Deus sobre a terra.
Observe
que nesta visão os anjos com as trombetas e o anjo
com a taça são vistos juntos na abertura do sétimo
selo. Fica portanto bem claro que as sete trombetas
e as setes taças são a mesma coisa e representam os
mesmos juízos, sendo que as trombetas são vistas no
plano do céu e as taças no plano da terra. Isto ficará
mais claro quando estudarmos as ações das trombetas
e taças. Veremos que as conseqüências de uma e outra
são exatamente iguais.
Da
terra João vê os anjos com as taças que serão derramadas
na terra (Apoc. 15:1,5-8; Apoc. 16:1). Algumas bíblias
traduzem taças como salvas. É a mesma coisa.
O
tocar das sete trombetas e o derramar das sete taças
representam as sete últimas pragas, ou juízos de Deus
sobre a terra. No céu um anjo toca uma trombeta como
que anunciando algo que vai acontecer. João vê as
conseqüências imediatas estando ainda no céu. Porém,
ao mesmo tempo que o anjo toca a trombeta, outro anjo
derrama uma taça e João também vê as conseqüências
no plano terrestre.
Alguns
interpretes ensinam que os sete selos são sete pragas,
as sete trombetas são mais sete pragas e as sete taças
são mais sete pragas totalizando 21 pragas no apocalipse.
Não é isso que vemos neste estudo. Na verdade só vemos
sete juízos de Deus sendo derramados na terra, representados
pelas trombetas e taças juntas, enquanto que os sete
selos são apenas situações e conseqüências que envolvem
o período da tribulação.
Vimos
que o livro que Jesus está abrindo tem sete selos,
seria como que tivesse sete páginas, e na ultima página
(sétimo selo), seria como que tivesse sete capítulos
representados pelas sete trombetas e taças.
Como
sempre, mesmo sendo um período de grande ira de Deus,
o amor de Deus permanecerá presente, e através desse
amor, Deus continuará dando oportunidade para que
os homens se arrependam. Como já não há nenhum fiel
na terra além dos 144000 judeus assinalados, Deus
irá mandar dois homens para anunciar a mensagem da
salvação, são as duas testemunhas que estudaremos
em outra lição.
Podemos
notar que o amor de Deus não anula sua justiça, como
também a justiça de Deus não anula o seu amor. Deus
não deixa de amar os homens como também não deixa
de aplicar sua justiça.
Mesmo
com Deus dando oportunidades e aplicando o castigo,
os homens não se arrependem de suas iniqüidades, e
durante esse tempo vemos que não há registro de arrependimento
e nem se salvação. Leia Apoc. 9:20-21; Apoc. 16:9;
Apoc. 16:11; Apoc. 16:21.
Há
apenas uma exceção de homens dando glórias a Deus
em Apoc. 11:13, porém temos que lembrar que ali estarão
os 144000 fieis a Jesus, e provavelmente só poderiam
ser eles os que davam glórias a Deus.
Capítulo
19
O
LIVRINHO COMIDO POR JOÃO
AS DUAS TESTEMUNHAS
Antes de iniciarmos o estudo das trombetas e taças,
vamos estudar dois fatos importantes que se encontram
inseridos no meio da visão de João. O primeiro é o
anúncio de que o fim está próximo e a promessa de
Deus está prestes a se completar, e o outro, é a mensagem
de salvação que continuará sendo anunciada por Deus
aos homens.
O
LIVRINHO COMIDO POR JOÃO
O
profeta Daniel certa vez teve uma visão profética
(Dan. 12:7). Ele viu um homem vestido de linho e estava
sobre as águas do rio. Este homem levantou a sua mão
ao céu e fez um juramento dizendo que depois de três
anos e meio, quando todo o povo santo tiver sido morto,
a promessa de Deus estará cumprida.
E
de fato, no apocalipse já vimos que na primeira metade
do período, os que permaneceram fiéis a Deus foram
martirizados pela besta, e agora faltam ainda mais
três anos e meio, que é o segundo período para terminar
a tribulação. Aqui estamos vendo as profecias de Daniel
concordando com a visão de João no apocalipse.
O
profeta Ezequiel também teve uma outra visão (Ezeq.
2:8-10 e Ezeq. 3:1-3). Ezequiel viu uma mão que entregava
a ele um livro e ordenando que ele comesse aquele
livro. O livro estava escrito por dentro e por fora
e continha suspiros e ais. Ezequiel comeu aquele livro
e a sua boca ficou doce como o mel.
Combinando
essas duas profecias, vemos um anjo com aquele livro
que era o mesmo livro que Jesus tinha na mão, selado
com sete selos, e que continha o plano de toda tribulação
para cumprimento das profecias. O homem de pé no rio,
disse que só faltavam três anos e meio para cumprir
o que estava escrito no livro. Quando profeta comeu
aquele livro, estava simbolizando exatamente o fim
do cumprimento das profecias. O fato da boca ficar
doce, simboliza o resultado feliz do fim da tribulação,
para os santos, evidentemente.
Agora
vamos ver estas mesmas visões proféticas no apocalipse,
vistas e escritas por João. Leia o texto em Apoc.
10:1-10 e observe a sintonia com as profecias de Daniel
e Ezequiel.
João
viu um anjo descendo do céu com um livrinho aberto
na mão. Nessa altura, Jesus já tinha aberto o livro
e retirado os sete selos. O anjo posicionou-se com
um pé sobre o rio e outro pé sobre a terra, veja que
a visão combina com as visões de Daniel e Ezequiel.
A posição do anjo com um pé na terra e outro no rio,
simboliza uma posição de tomada de posse, estava chegando
a hora em que o homem iria receber de Deus, pelos
méritos de Jesus, a posse definitiva da terra que
ele havia perdido no jardim do Éden quando Adão pecou.
Naquela
hora Deus falou alguma coisa que João foi proibido
de escrever (Apoc. 10:3-4). Existe algo para acontecer
nesse tempo que Deus não permite que chegue ao nosso
conhecimento, Deus também selou essas palavras com
Daniel (Dan. 12:9).
E
o anjo, na visão de João, também disse que o tempo
para cumprimento da profecia estava próximo. Logo
que o anjo tocasse a última trombeta, então tudo estaria
cumprido, e é exatamente isso que veremos acontecer
quando os anjos tocarem suas trombetas. Da mesma forma
como aconteceu com Ezequiel, João comeu o livrinho
e a sua boca ficou doce como o mel, simbolizando o
final feliz para os santos, porém o seu ventre ficou
amargo, simbolizando a amargura por que passarão os
homens rebeldes a Deus.
Portanto
a visão do livrinho comido por João, simboliza o fim
do cumprimento das profecias, quando todo plano escrito
no livro já estará completado, quando a iniqüidade
entre os homens estará extirpada, quando a terra estará
definitivamente na posse dos homens, e então Jesus
estará sentando no trono de Davi, como anunciou o
anjo a Maria (Lucas 1:32-33).
AS
DUAS TESTEMUNHAS
Temos
ensinado neste curso, que Deus sempre está dando oportunidade
aos homens para que se arrependam e se salvem. Nunca
Deus deixou de dar essa oportunidade aos homens.
Estamos
estudando o segundo período da tribulação onde os
homens estão todos marcados pela besta e adorando
a sua imagem. Como esses homens não podem anunciar
a mensagem de salvação, então Deus manda dois homens,
os quais são chamados de suas testemunhas, para que
eles sejam os porta-vozes da mensagem de salvação
(Apoc.11:1-13).
A
visão começa com um anjo dando a João uma cana semelhante
a uma vara para medir o santuário. A cana é um instrumento
de medição e a vara é um instrumento de punição. As
duas testemunhas irão ao mesmo tempo anunciar a mensagem,
julgar e castigar os homens nesses três anos e meio.
O versículo 3 diz que as duas testemunhas terão poder
durante mil duzentos e sessenta dias, que correspondem
aos três anos e meio que faltam para terminar o período
da tribulação.
Deus
dá a esses homens, autoridade total e os mantém imunes
durante esses anos (Apoc. 11:5-7). O poder que eles
receberão de Deus será semelhante aos poderes dados
a Moisés no Egito, e também a Elias, assim, eles poderão
fazer chover, ou parar de chover, poderão ordenar
terremotos e estouro de vulcões, enfim farão o que
quiserem para castigar os homens que não ouvirem a
mensagem de Deus para a salvação, tal como Moisés
fez com o Faraó (Apoc. 11:6).
Quando
terminarem os três anos e meio, Deus irá permitir
que a besta mate essas duas testemunhas, e os seus
corpos ficarão insepultos na praça durante três dias
e meio. Eles afligiram tanto os homens com suas pragas,
que agora os homens vendo-os mortos, fazem festas
e chegam a trocar presentes entre si (Apoc. 11:9-10).
Depois
dos três dias e meio, Deus faz com que esses dois
homens ressuscitem e sejam elevados ao céu junto de
Deus. Vendo isto os homens ficam atemorizados, acontece
um terremoto e morrem sete mil homens na cidade. As
duas testemunhas estarão ativas durante os três anos
e meio da tribulação, porem a morte delas ocorrerá
após o soar da sexta trombeta.
QUEM
SERIAM ESSAS DUAS TESTEMUNHAS?
Muitos
acreditam e ensinam que esses dois homens são Moisés
e Elias, porque foram estes dois que apareceram junto
com Jesus no monte onde houve a transfiguração. Nós
não podemos crer e nem aceitar que um deles seja Moisés,
apesar de que Moisés tenha feito os mesmos milagres
no Egito e apareceu junto de Jesus, pelo simples fato
de que Moisés morreu (Deut. 34:7-8). Acabamos de ver
que as duas testemunhas também morreram, portanto
Moisés não poderia nascer e morrer duas vezes. A Palavra
de Deus ensina que aos homens está destinado morrer
uma vez (Hebr. 9:27).
Em
Apoc. 11:4, João identifica essas duas testemunhas
como sendo as duas oliveiras e os dois candeeiros
que estão diante de Deus. O profeta Zacarias fala
sobre essas duas oliveiras diante de Deus (Zac. 4:2-3
e Zac. 4:11-14). Quando Zacarias pergunta quem são
essas duas oliveiras, Deus responde dizendo que são
os dois ungidos que assistem junto ao Senhor.
Não
encontramos ainda qualquer menção na Bíblia que possa
identificar com absoluta segurança quem possam ser
essas duas testemunhas. Apesar disso, pelo que encontramos
nas escrituras, poderíamos concluir, com reservas,
que poderiam ser Elias e Enoque pelas seguintes razões:
Elias
e Enoque foram os únicos homens que não morreram,
mas foram arrebatados ao céu estando vivos (veja os
textos em Gen. 5:24; Hebreus 11:5; 2Reis 2:11). Eles,
que hoje estão diante de Deus sem terem experimentado
a morte, poderão voltar a terra como testemunhas do
Senhor para falar aos homens. E depois seriam então
mortos para em seguida serem ressuscitados da mesma
forma que a igreja.
Pode
também fazer sentido, o fato de que Enoque estaria
representando o povo antediluviano, pois viveu naquela
época, e Elias representando o povo judeu vivendo
debaixo da lei. E no céu já estaria a igreja de Jesus
que é o outro povo representativo de Deus da era da
graça.
Convém observar que Enoque também foi profeta e profetizou
fatos relativos à volta de Jesus com a igreja e a
própria tribulação. Ver Judas. 14-16.
Nós cremos que as duas testemunhas sejam Elias e Enoque
pelas razões acima expostas.
Capítulo
20
OS
FENÔMENOS NA NATUREZA
AS QUATRO PRIMEIRAS TROMBETAS E TAÇAS
A TERRA TRANSFORMADA
No
capítulo anterior fizemos um parêntesis para mostrar
dois fatos inseridos no contexto da última etapa da
tribulação, agora estaremos continuando o mesmo assunto
iniciado com a lição 18. Vamos ver o que vai acontecer
nestes três anos e meio quando os anjos tocarem as
sete trombetas e derramarem as sete taças na terra.
Queremos
antes dar algumas explicações sobre alguns fenômenos
que irão acontecer. Veremos que no apocalipse fala
de sol escurecendo, estrelas e tochas de fogo caindo
sobre a terra e coisas semelhantes.
Temos
que lembrar sempre que as visões de João são simbólicas
e para entender é necessário interpretar casa caso.
Deus criou os céus e a terra e estabeleceu algumas
leis que regem a sua própria criação, é o que os homens
chamam de leis da natureza. Deus irá usar suas próprias
leis já criadas sobre a natureza para executar tudo
aquilo que para nós é considerado um fenômeno.
Por
exemplo, quando no Apocalipse está escrito que o sol
escurecerá, não significa que o sol irá desaparecer
ou apagar como se apaga uma lâmpada. Se o sol se apagasse,
imediatamente a terra se transformaria em uma bola
de gelo e acabaria com toda vida nela existente, além
do mais, sabemos que o calor na terra irá aumentar,
veremos também que depois da tribulação a terra será
repovoada no milênio, portanto o sol não irá e nem
poderá terminar ou se apagar. Como então explicar
onde está escrito que o sol não dará sua luz? A resposta
está em Isaias 5:30 e em Joel 2:2 onde nos mostra
que os dias serão escuros por causa das densas nuvens
escuras que cobrirão a luz do sol. Leia os seguintes
textos: Isa. 13:10; Isa. 24:23; Joel 2:10.
Com
relação às estrelas caindo sobre a terra. Também não
podemos pensar que sejam aquelas mesmas estrelas que
vemos no céu todas as noites pelas seguintes razões:
Essas estrelas são astros iguais ao sol com temperaturas
elevadíssimas, são enormes, algumas são milhões ou
bilhões de vezes maiores que a terra, e estão a distâncias
surpreendentes da terra, de tal forma que se a estrela
mais próxima se deslocar em direção à terra numa velocidade
supersônica, levaria mais de 4000 anos para chegar
até aqui. Portanto é impossível que uma estrela caia
na terra. Seria como que uma melancia caindo sobre
um grão de uva, ou uma tocha de balão acesa caindo
sobre uma formiga. Portanto essas estrelas que João
viu caindo sobre a terra são chuvas de meteoros de
grande intensidade o que é normal acontecer nos dias
de hoje, porém em menor escala.
Como
já dissemos, as trombetas e taças representam o mesmo
fato. João viu no céu os anjos tocarem as trombetas
e depois viu na terra as conseqüências com o derramar
das taças. Observe neste capítulo as semelhanças nas
conseqüências entre cada trombeta e cada taça.
Da
mesma forma que os quatro primeiros selos representaram
ações na terra, visto que o número quatro simboliza
fatos relacionados com o mundo, as quatro primeiras
trombetas e taças também marcam ações dirigidas diretamente
na terra.
PRIMEIRA
TROMBETA / TAÇA
Do
céu João viu o anjo tocar a primeira trombeta (Apoc.
8:7). Ele viu fogo sendo lançado na terra que incendiou
a terça parte da mesma, queimando a terça parte de
toda a vegetação e floresta.
Da
terra João viu o anjo derramar a primeira taça (Apoc.
16:2) e os homens que adoravam a besta foram atacados
por uma chaga maligna. Não há a menor dúvida de que
essa chaga foi provocada pelas queimaduras dos incêndios.
Observe também que somente os homens com a marca da
besta é que foram atingidos. Lembre-se de que os 144000
judeus assinalados por Deus e fiéis a Jesus estavam
na terra, mas eles não foram atingidos.
SEGUNDA
TROMBETA / TAÇA
Do
céu João viu o anjo tocar a segunda trombeta (Apoc.
8:8-9). Ele viu então algo parecido com um monte com
fogo caindo no mar, a terça parte do mar, com seus
peixes e navios foram destruídos. Essa coisa parecida
com um monte era sem dúvida um grande meteoro caindo
do céu. Este é um fenômeno que acontece todos os dias,
porém os meteoros que hoje caem na terra são pequenos,
mas nesse dia será um grande meteoro que causará estrago
em um terço do mar.
Da
terra João viu o anjo derramar a segunda taça (Apoc.
16:3). Como conseqüência ele viu as águas do mar tornarem-se
vermelhas como sangue e viu que morreram todas as
vidas que haviam no mar. Aqui parece ter uma contradição,
pois na trombeta ele viu a destruição de um terço
do mar e na taça ele disse que morreram todas as almas
do mar. Na verdade não há contradição, pois do céu,
em plano mais elevado ele teve uma visão ampla e viu
que somente uma terça parte foi destruída, porem estando
na terra, ele viu somente a destruição local onde
ele estava, e naquele local a destruição foi total.
Nesse momento ele não podia ver o resto do mundo.
TERCEIRA
TROMBETA / TAÇA
Do
céu João viu o anjo tocar a terceira trombeta (Apoc.
8:10-11). E viu algo como uma estrela caindo nos rios
e fontes de águas. O nome dessa tocha de fogo era
Absinto, que é o nome de uma planta de sabor amargo
e muito tóxica. Como conseqüência a terça parte dos
rios e fontes de águas ficaram contaminados e muitos
homens morreram envenenados. Neste caso, essa tocha
de fogo também poderá ser um outro meteoro, ou talvez
um pequeno cometa.
Da
terra João viu o anjo derramar a terceira taça (Apoc.
16:4-7). Como não podia deixar de ser, ele viu que
as águas dos rios e fontes ficaram vermelhas como
sangue, e o anjo que controlava as águas dos rios
louvou a Deus pela sua justiça.
QUARTA
TROMBETA / TAÇA
Do
céu João viu o anjo tocar a quarta trombeta (Apoc.
8:12). Agora o juízo cai nos astros do céu provocando
conseqüências na terra. O sol, a lua e as estrelas
perdem uma terça parte do seu brilho, conseqüência
de nuvens negras sobre a terra e muita fumaça e poluição.
Da
terra João viu o anjo derramar a quarta taça (Apoc.
16:8-9). Provavelmente as chuvas serão escassas, pois
as duas testemunhas estarão comandando as forças da
natureza e como conseqüência da grande poluição, a
terra será como uma grande estufa, e o calor do sol
irá aumentar a níveis insuportáveis.
AS
TRANSFORMAÇÕES NA TERRA
Vimos
até aqui que as quatro primeiras trombetas / taças
atingiram a vegetação, o mar, os rios e o clima na
terra, e com isso todos os homens estão sofrendo as
conseqüências. Procure imaginar: Muitos incêndios
por toda parte, florestas sendo destruídas, nuvens
negras no céu, muita poluição, mar poluído com um
terço dos peixes mortos, os rios com águas contaminadas
com veneno e o calor insuportável. Você consegue imaginar
a situação dos homens nesse período de tribulação?
E não é só isso, tudo vai piorar ainda mais, visto
que os homens não se arrependem e blasfemam contra
Deus (Apoc. 16:9). Veja agora como ficará a terra
no final.
-
Os continentes se unirão. No início da criação,
as águas estavam juntas em um lugar e havia uma
só porção seca (Gen1:1-10). Hoje se examinarmos
um mapa mundi, podemos perceber que os continentes
algum dia se afastaram. Note que as costas das
Américas se encaixam exatamente nas costas da
África e Europa, e os demais continentes parecem
que sofreram uma explosão espalhando-se em pedaços.
Está escrito que a terra irá estremecer e se juntarão
(Isa. 41:5).
-
A terra se tornará como uma planície, todos os
montes e precipícios desaparecerão. Leia os seguintes
textos que confirmam esse fato: Isa. 40:4; Zac.
14:10; Apoc. 16:20; Isa. 24:1; Isa. 13:13; Isa.
24:13; Isa. 24:18; Isa. 24:20.
-
Não haverá mares. Como conseqüência do ajuntamento
dos continentes e da transformação da superfície
da terra em planície, os mares deixarão de existir.
Leia Apoc. 6:14; Apoc. 16:20; Apoc.21:1. Por causa
dessa transformação, os moradores das cidade litorâneas
irão sofrer as conseqüências. Leia Sofonias 2:5-6.
-
Tudo será mudado. Esta terra que hoje conhecemos
e o céu que vemos serão todos transformados e
mudados em um novo céu e uma nova terra sem as
marcas da maldição. Leia 2Pedro 3:10; Mat. 24:35;
Apoc. 21:1.
-
Cremos ainda que provavelmente o eixo da terra,
que hoje está inclinado em relação ao sol, seja
verticalizado. No estudo do milênio veremos ainda
que não haverá dia com sol intenso nem noite que
seja totalmente escura. Tudo indica que haverá
nuvens constantes nos céus mantendo a claridade
e a temperatura suaves e próprias à vida, sem
calor e sem frio intensos.
Capítulo
21
AS
ÚLTIMAS TRES TROMBETAS / TAÇAS
A BATALHA DO ARMAGEDOM
Até
aqui, com as primeiras quatro trombetas/taças, foram
atacados os elementos da natureza, e evidentemente
os homens sofreram com isso, porém agora o juízo de
Deus cairá diretamente sobre os homens, e um anjo
se lamenta dizendo: "ai dos homens que habitam
na terra por causa das outras três trombetas que irão
tocar" (Apoc. 8:13). As aflições agora serão
mais intensas do que as que ocorreram antes.
Quanto
ao reinado da besta, começa agora o seu declínio e
a lamentação sobre a terra está escrita no capítulo
18 do Apocalipse.
Um
anjo anunciou que caiu a grande Babilônia a cidade
que se tornou a morada dos demônios e ninho das prostituições.
Temos
que destacar uma voz vinda do céu com uma mensagem
para cada um de nós nos dias de hoje (Apoc. 18:4).
A mensagem é para que saiamos da cidade de Babilônia
para não sofrermos as pragas que irão cair sobre ela.
Isto, traduzido, significa que devemos nos afastar
das idolatrias, das prostituições, das iniqüidades
e de tudo quanto seja abominação contra nosso Deus.
Esta tem sido a mensagem de Deus desde a criação,
no entanto, muitos não dão crédito às Palavras de
Deus e o resultado é este que estamos vendo acontecer
no apocalipse.
A
QUINTA TROMBETA / TAÇA
No
céu João viu o anjo tocar a quinta trombeta (Apoc.
9:1-12). Nesta visão João viu uma estrela caindo do
céu com a chave do poço do abismo. Não se trata de
uma estrela, astro como o sol. A estrela também simboliza
anjo (Apoc. 1:20), e neste caso se trata de um anjo
com a chave do abismo onde se encontram os demônios.
Este anjo abriu o poço do abismo de onde saíram gafanhotos
com ferrões como dos escorpiões. Eles representam
os demônios que são soltos do abismo para atacarem
os homens. Eles recebem ordens para que ataquem somente
os homens que não tem o sinal de Deus (Apoc. 9:4),
ou seja, os 144000 que tem o sinal de Deus não são
atacados. Esses demônios irão atormentar os homens
durante cinco meses sem provocar a morte. O sofrimento
será tão intenso que os homens desejarão a morte,
mas não conseguirão morrer (Apoc. 9:5-6,10). Diz ainda
o texto que esses gafanhotos, que eram demônios, tinham
um chefe chamado Abadom, em hebreu, e Apolion, em
grego (Apoc. 9:11).
É
curioso notar que se o espaço de tempo entre cada
trombeta for de seis meses em média, teríamos no total,
sete períodos de seis meses cada um totalizando quarenta
e dois meses que é o tempo desse período de tribulação,
e estamos vendo que o flagelo da quinta trombeta tem
uma duração de cinco meses.
Na
terra, João vê o anjo derramar a quinta taça (Apoc.
16:10-11). O resultado é a visão dos homens seguidores
da besta se contorcendo com chagas e dores insuportáveis.
Tamanho é o sofrimento que eles blasfemavam contra
Deus e nem mesmo assim se arrependiam de suas iniqüidades.
Este
é o primeiro ai (Apoc. 9:12).
A
SEXTA TROMBETA / TAÇA
No
céu João viu o anjo tocar a sexta trombeta (Apoc.
9:13-21). Um novo exército de demônios ataca os homens,
agora provocando guerras e mortes, quando morre a
terça parte dos homens na terra. O cenário é o rio
Eufrates, que ainda existe nos dias de hoje, onde
será a via de acesso para a grande batalha do Armagedom.
Esses demônios atacam e matam uma grande quantidade
de homens e congrega os demais para a batalha contra
Jesus e sua igreja, que logo estará voltando à terra.
Mesmo ainda com essa praga os homens não se arrependem
(Apoc. 9:20-21).
Na
terra João viu o anjo derramar a sexta taça (Apoc.
16:12-16). O rio Eufrates se seca para servir de via
de acesso aos que irão ao encontro de Jesus para lutar
contra ele. Simbolicamente, João vê sair demônios
da boca do dragão, da besta e do falso profeta que
irão tentar e congregar os homens para essa grande
batalha. E o dragão, a besta, o falso profeta e o
exército de homens seguidores da besta se juntam em
um lugar que se chama Armagedom. Este é o segundo
ai (Apoc. 11:14).
A
SÉTIMA TROMBETA / TAÇA
No
céu João viu o anjo tocar a sétima trombeta (Apoc.
11:15-19). É o fim. No céu há um clima de louvor diante
de Deus. O templo se abre e se vê a arca do concerto.
Ouve-se vozes, relâmpagos e trovões, o sinal da última
ira de Deus caindo sobre a terra. Acontece um grande
terremoto e cai chuva de pedras na terra.
A
arca do concerto vista no templo é a mesma arca feita
por Moisés por determinação de Deus, e que era usada
para transportar as tábuas dos dez mandamentos e a
lei de Deus (Êxodo 25:10-16).
Na
terra João viu o anjo derramar a sétima taça (Apoc.
16:17-21). É o fim. É a hora da grande batalha do
Armagedom. Nesta visão João também ouve as vozes relâmpagos
e trovões, acontece um grande terremoto como nunca
houve na terra. A cidade se fende em três partes;
é agora que desaparecem os montes, vales e ilhas.
A
BATALHA DO ARMAGEDOM
João
vê Jesus voltando com a sua esposa, a igreja que havia
subido como sua noiva (Apoc. 19:11-16). Esta visão
está simbolizada com Jesus sentado num cavalo branco
seguido da sua igreja também em cavalos brancos. Deus
convoca todas as aves de rapina do céu para se prepararem
para a ceia, pois logo haverá muitos cadáveres para
elas se alimentarem (Apoc. 19:17-18). A besta e seus
seguidores estão reunidos para atacarem a Jesus (Apoc.
19:19). A besta e o falso profeta, esses dois homens
que atormentaram os santos e enganaram os povos da
terra durante a tribulação, são lançados vivos no
lago de fogo e enxofre (Apoc. 19:20). Esses dois homens
estão neste instante inaugurando o lago de fogo. São
os primeiros a serem lançados nesse inferno eterno.
E todos os demais homens seguidores da besta são mortos
pela palavra de Jesus (Apoc. 19:21), no meio dos abalos
acontecendo com a sétima trombeta / taça.
Esta
batalha irá ocorrer num lugar chamado de vale do Megido,
de onde vem o nome Armagedom (Zac. 12:11).
Nesta
batalha os homens não se atemorizam com a presença
de Jesus. O profeta Isaias faz comparação com o leão
e o cachorro que rugem diante de sua presa e não se
espantam com o pastor diante deles (Isa. 31:4).
No
capítulo 19, versículos 1 a10 do livro de Apocalipse,
podemos ler o momento de louvor diante de Deus pela
derrota definitiva do reinado da besta. Observe que
a igreja de Cristo, antes chamada como noiva, agora
é chamada de esposa (Apoc. 19:7), porque é chegada
a hora das bodas quando Jesus e sua igreja estarão
para sempre juntos. Foi para isso que Jesus preparou
a sua igreja. E você, leitor, já faz parte dessa igreja
que está sendo preparada por Jesus para estar eternamente
com ele?
Na
seqüência dos acontecimentos, Satanás é preso e amarrado
por mil anos, enquanto durar o reinado de Jesus na
terra (Apoc. 20:3), e quando terminarem os mil anos,
então ele será solto por um pouco de tempo. Mais tarde
veremos porque ele terá que ser solto.
Assim
termina o período de tribulação após a abertura do
sétimo selo e o tocar da sétima trombeta. A terra
está restaurada, sem maldições, os homens rebeldes
foram todos mortos e ficarão aguardando o dia do juízo
final para a ressurreição e condenação.
Jesus
já está de volta à terra com sua igreja para reinar
sobre os judeus representados pelos 144000 assinalados
por Deus os quais irão povoar a terra nos próximos
mil anos.
O
novo ambiente da terra agora é completamente oposto
ao que vimos na tribulação. Jesus irá reinar numa
terra totalmente restaurada num ambiente de paz e
prosperidade.
Capítulo
22
O
MILÊNIO
Chegou
a hora de estudarmos sobre o reinado de Jesus sobre
o povo judeu na terra durante mil anos.
Antes de iniciarmos esta lição, vamos relembrar as
profecias sobre o reinado de Jesus.
No início deste curso mencionamos a profecia de Daniel,
quando ele disse que setenta semanas estavam determinadas
sobre o povo judeu, para extinguir a iniqüidade e
ungir o Santo dos santos (Dan. 9:24).
Quando o anjo anunciou o nascimento de Jesus para
sua mãe Maria, ele também disse que Jesus sentaria
no trono de Davi e reinaria sobre os judeus para sempre
(Luc. 1:32-33).
Alguns
acreditam e ensinam que esse reinado de Jesus não
é literal, mas espiritual. Não podemos concordar com
essa interpretação, pois não é isto que dizem as escrituras
sagradas. Não há a menor dúvida de que Jesus sempre
foi e é para nós, os que o seguimos e obedecemos a
sua palavra, o Rei dos reis. Jesus reina em nossa
vida, tanto espiritual como material, pois obedecemos
a sua palavra, ele é o nosso Senhor. Mas isso não
é tudo, além disso, Jesus também reinará literalmente
aqui na terra sobre os judeus, sentando no trono e
dirigindo a vida neste mundo durante mil anos.
Muitos
também pensam que no milênio Jesus reinará sobre os
que ressuscitaram. Não é bem assim. Na seqüência deste
estudo vamos ver que o reinado será sobre os homens
que estarão povoando a terra e que os ressuscitados
estarão auxiliando Jesus nesse reinado.
Evidentemente, quando os mil anos terminarem, não
significa que Jesus deixará de ser rei, mas continuará
para sempre como Senhor e Rei, a única diferença é
que a terra e os homens depois estarão em condições
diferentes do que conhecemos.
O
livro do Apocalipse não fornece detalhes sobre as
condições de vida durante o reinado de Jesus, porém
encontramos uma riqueza de detalhes nos livros das
profecias do antigo testamento. O Apocalipse somente
menciona que Jesus irá reinar durante mil anos (Apoc.
20:4,5,7).
Na
terra estarão somente os 144000 judeus que foram marcados
por Deus e que passaram ilesos pela tribulação. Eles
agora vão povoar a terra durante esses mil anos obedecendo
às ordens de Jesus. Convém ressaltar que esses judeus
estarão vivendo na terra como nós hoje, ou seja, com
o mesmo corpo que temos, de carne e sangue, sujeitos
a doenças, dores, envelhecimento e morte, porém as
condições de vida serão tão perfeitas, e as bênçãos
serão tão grandes que os homens voltarão a ter longevidade,
vivendo centenas de anos como era no passado. Eles
estarão se casando, tendo filhos e povoando a terra.
Temos
que ressaltar também que a igreja de Jesus, que foi
arrebatada antes da tribulação e mais os que venceram
a besta durante a tribulação, estarão juntos com Jesus
para reinar com ele (Apoc. 20:4), pois esta é a promessa
para a igreja (Apoc. 2:26-27). A igreja, ao contrário
dos 144000 judeus, estará com um corpo transformado
e glorificado como os anjos do céu, não sofrerão doenças,
envelhecimento nem morte, tampouco se casarão ou terão
filhos (Mat. 22:30). Nós cremos que a igreja reinando
com Jesus, estará obedecendo ordens de Jesus em favor
dos homens que estarão vivendo na terra, da mesma
forma que os anjos nos dias de hoje nos assiste debaixo
das ordens de Deus.
A
seguir vamos destacar algumas características do reinado
de Jesus que estão mencionadas nas profecias, não
se esquecendo que os homens, que estarão vivendo na
terra ainda estarão na carne, ou seja, com um corpo
e alma com a natureza pecaminosa herdada por Adão.
Como Satanás nesse tempo estará preso, não haverá
tentação maligna, e qualquer iniqüidade cometida será
unicamente causada pela concupiscência da carne devido
a natureza pecaminosa que ainda terão.
Como
já havíamos aprendido, a terra foi restaurada e toda
maldição que nela havia foi retirada. Jesus jamais
reinaria numa terra sob maldição.
Vejamos
agora algumas das características da terra, dos homens
e do reino de Jesus, todas registradas nas profecias.
-
Toda terra será uma planície, todos os montes
e precipícios desaparecerão. Leia os seguintes
textos que confirmam esse fato: Isa. 40:4; Zac.
14:10; Apoc. 16:20; Isa. 24:1; Isa. 13:13; Isa.
24:13; Isa. 24:18; Isa. 24:20; Ezeq. 38:20
-
Os continentes se unirão. No início da criação,
as águas estavam juntas em um lugar e havia uma
só porção seca (Gen1:1-10). Hoje, se examinarmos
um mapa mundi, podemos perceber que os continentes
algum dia se afastaram. Note que a costa das Américas
se encaixam exatamente nas costas da África e
Europa, e os demais continentes parecem que sofreram
uma explosão espalhando-se em pedaços. Está escrito
que a terra irá estremecer e se juntarão (Isa.
41:5).
-
Não haverá mares. Como conseqüência do ajuntamento
dos continentes e da transformação da superfície
da terra em planície, os mares deixarão de existir.
Leia Apoc. 6:14; Apoc. 16:20; Apoc.21:1.
-
A luz do dia será suave e a noite não será totalmente
escura. Não haverá sol intenso durante o dia,
pois as nuvens manterão a luz do dia suave e agradável.
Da mesma forma, o clima será perfeito, não haverá
calor nem frio insuportáveis (Zac. 14:5-7; Isa.
4:5-6).
-
As angústias do passado serão esquecidas, haverá
paz e felicidade entre os homens (Isa. 65:1619).
-
A longevidade entre os homens voltará como no
passado, viverão centenas de anos, de forma que
alguém com cem anos de idade será considerado
um jovem (Isa. 65:20), quando o texto diz que
não haverá crianças de poucos dias, não significa
que não haverá bebês, mas sim que não haverá crianças
que durem poucos dias, ou seja, não haverá mortandade
infantil. Observe neste texto que existe uma menção
de possibilidade de haver pecado, portanto os
homens durante o milênio não estarão imunes ao
pecado.
-
Ninguém vai plantar para que outros comam ou construir
casa para que outros morem nela. Cada um terá
sua própria plantação e sua própria casa. Com
toda certeza não haverá impostos a pagar, pois
será cumprida a profecia de que a terra seria
possessão eterna dos homens (Isa.65:21-22).
-
Todo trabalho será frutífero, ninguém irá trabalhar
em vão e sem produtividade. Os filhos serão abençoados,
não haverá juventude corrompida ou transviada
(Isa. 65:23-24).
-
A oração será atendida antes mesmo de terminada.
Deus ouvirá as orações imediatamente (Isa. 65:24).
-
Não haverá animais ferozes. O lobo e o cordeiro
comerão juntos, as crianças poderão brincar com
animais que hoje são perigosos (Isa. 65:25; Isa.
11:6-9; Ose. 2:18). No passado, antes do dilúvio
os animais eram todos dóceis, não haviam animais
ferozes. A ferocidade dos animais começou logo
após o dilúvio mediante uma determinação de Deus
(Gen.9:2).
-
Os homens irão até Jerusalém para ouvir as palavra
de Jesus (Isa. 2:1-5; Miq. 4:1-4). Será extremamente
fácil essa viagem, pois como já vimos, a terra
será uma planície , não havendo montes, precipícios
nem oceanos.
-
Não haverá qualquer espécie de idolatria ou seitas
pagãs como hoje (Isa.2:18; Isa 31:7; Isa. 37:19;
Zac. 1411).
-
Jesus sozinho, no seu governo, exercerá os poderes
legislativo, executivo e judiciário (Isa.33:22).
-
No seu reinado, Jesus será totalmente justo, não
julgará mediante o que seus olhos virem, nem pelo
que os homens falarem (maledicências e fofocas),
mas pelas intenções dos homens, isto quer dizer
que se alguém pensar em fazer algo errado, Jesus
já estará tomando sua providencias contra o pecado
(Isa. 11:1-5; Isa. 32:1).
-
Não haverá cegos, nem surdos, nem mudos, nem gagos
e nem paralíticos (Isa. 32:3-4; Isa. 35:5-6; Isa.
42:16).
-
Todos falarão o mesmo idioma (Isa. 33:19).
-
Não haverá doenças (Isa. 33:24).
-
Não haverá desertos e toda terra florescerá (Isa.35:1-2,
7).
-
O Mar Morto, que conhecemos como um mar salgado
e sem vida, terá águas límpidas, e muito peixe
(Ezeq. 47:8-9)
-
Não haverá guerras, as armas de guerra serão transformadas
em instrumentos de trabalho (Ose. 2:18).
Imaginem
morarmos em uma terra com todas estas bênçãos que
acabamos de ver, e ainda com muita paz, tranqüilidade,
vivendo muitos anos, e sem violências, sem delegacias
de polícia, prisões, hospitais, sem aquele medo e
terror de bandidos, assaltos e crimes. As casas não
precisarão de fechaduras e cadeados.
Parece
até um sonho de ficção, mas é assim que será o reinado
do Rei dos reis nesta terra durante mil anos.
Capítulo
23
O
JUÍZO FINAL
No
capítulo anterior nós vimos que antes de Jesus estabelecer
seu reino aqui na terra, ele prendeu Satanás no abismo
para ser solto por um pouco de tempo após o milênio
(Apoc. 20:3,7). Aqui cabe uma pergunta: Porque Jesus
iria soltar Satanás de sua prisão? Não estava bem
sem ele na terra?
A
resposta está em Apoc. 20:8. Satanás sairá para enganar
os homens sobre toda face da terra. Ele irá tentar
fazer com que os homens se revoltem contra Jesus e
o tirem do trono. Pode parecer estranho, durante o
reinado de Jesus tudo era perfeito havia paz e harmonia,
e mesmo assim os homens se rebelariam? Sim, não podemos
esquecer de que os homens ainda estavam com sua natureza
pecaminosa. Em seus corações, certamente haviam o
desejo de cobiça, inveja e egoísmo.
Com
toda certeza, muitos homens durante o milênio não
estavam totalmente satisfeitos com o reinado de Jesus.
Costumo exemplificar com fatos atuais. Por exemplo,
temos certeza de que ninguém paga impostos com alegria
e satisfação, mas paga porque é obrigado obedecer
a lei. Da mesma forma, muitos homens no milênio irão
obedecer a Jesus porque não terão escolha, Jesus não
irá permitir qualquer iniqüidade no seu reinado.
Assim
sendo, saindo Satanás para instigar esses homens,
eles cairão na armadilha do diabo e se ajuntarão para
batalhar contra Jesus.
Isto
se faz necessário porque Deus sempre coloca os homens
em posição de livre arbítrio, ou seja, com livre escolha
para decidir entre Deus e o diabo. É a mesma razão
pela qual Deus colocou no jardim do Éden a árvore
com fruto proibido. Era necessário que o homem fosse
testado e revelado qual seria sua escolha. Deus quer
que o homem o obedeça de livre e espontânea vontade,
e nunca por obrigação.
Durante
o reinado, Jesus estava governando com vara de ferro,
mas agora os homens tinham que ser provados para saber
se estavam obedecendo por amor a Jesus ou por obrigação,
por isso é que Satanás sai para tentar o mundo e então
Deus irá selecionar quem realmente estava obedecendo
a Jesus por amor.
Está
escrito que muitos se juntaram para batalhar contra
Jesus (Apoc.20:7-9). Uma coisa, porém acontece: Cai
fogo do céu e consome todos os rebeldes (Apoc. 20:9).
Vemos aqui fatos interessantes. Não foi Jesus que
os matou com a espada da sua boca como fez no Armagedom,
mas veio fogo diretamente do céu.
Está
escrito também que o fogo os devorou, isto quer dizer
que provavelmente não ficaram nem as cinzas. Um acontecimento
semelhante aconteceu com Elias quando em disputa com
os profetas de Baal, orou pedindo fogo do céu que
consumiu todo holocausto, inclusive a água e as pedras
(1Reis.18:38).
Isto faz sentido. No Armagedom, depois que os homens
foram mortos, Deus convocou as aves de rapina para
limparem a terra dos cadáveres que não podiam ser
sepultados, mas agora, a terra já estava limpa e não
poderiam ficar cadáveres insepultos sobre a terra,
por isso é que o fogo os consumiu e manteve a terra
limpa.
Agora
sim, depois que Satanás fez o que tinha que fazer
foi finalmente lançado de forma definitiva no lago
de fogo, onde já estavam a besta e o falso profeta
(Apoc. 20:10). Este é o fim de Satanás, de lá ele
nunca mais sairá, será atormentado por toda a eternidade.
Chegou
a hora do juízo final, ou seja, o último juízo de
Deus sobre os homens. Dizemos que é o último porque
já houveram vários outros, como no Éden, no dilúvio,
na torre de Babel, na crucificação de Jesus onde nosso
pecados foram julgados, e também na tribulação.
Na
visão, João vê todos os demais mortos serem ressuscitados,
ficando diante do trono de Deus (Apoc. 20:11-15).
Todos
os mortos desde a criação, ressurgem, sem distinção
de raça, situação social, todos estão agora diante
do trono para serem julgados.
Diz
a escritura que abriram-se os livros. Isto significa
que havia mais de um livro, não sabemos quantos, mas
pelo menos dois com certeza, ou talvez mais de dois.
Diz também que abriu-se um outro livro que é o livro
da vida.
No
livro da vida estão escritos os nomes daqueles que
estão salvos pelo sacrifício de Jesus, de todos aqueles
que obedeceram a Deus e a Jesus, daqueles que nasceram
de novo e dos que obedeceram a Deus desde a fundação
do mundo (Fil. 4:3; Apoc. 3:5; Apoc. 17:8).
Os
primeiros livros mencionados contém o registro das
obras de cada um, pois está escrito que os mortos
foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos
livros. Provavelmente havia um livro para cada período
designado por Deus. Por exemplo, o julgamento dos
que viveram no período da igreja é diferente dos que
viveram da era da lei. Também não se poderia acusar
alguém que viveu antes do dilúvio, por não ter aceitado
a Jesus como Salvador, pois naquele tempo Jesus ainda
não havia nascido. Portanto, em cada época havia uma
condição para a salvação.
No
julgamento, cada um passa pelo exame das coisas escritas
nos livros e depois, se o nome não estiver no livro
da vida o réu é lançado no lago de fogo. A condição
para que haja a salvação é que o nome esteja no livro
da vida. Os que serão lançados no lago de fogo saberão
o motivo da condenação pelo que estiver registrado
nos primeiros livros onde estão escritas as obras
de cada um.
Os
que tiverem seus nomes escritos no livro da vida passarão
para a eternidade junto com Deus e com Jesus na Nova
Jerusalém, a cidade preparada por Jesus para os santos
(Apoc.21:2-3,27).
E
a morte e o inferno são também lançados no lago de
fogo (Apoc. 20:14) a partir deste momento já não há
mais mortes em parte alguma.
QUEM
NÃO PASSARÁ PELO JUÍZO FINAL
Como
já dissemos, a igreja de Cristo, ou seja, aqueles
que ressuscitaram e foram arrebatados antes da tribulação,
bem como aqueles que venceram a besta e reinaram com
Cristo no milênio, não passarão por esse juízo, pois
seus pecados foram julgados na cruz com o sacrifício
de Jesus. Eles têm os seus pecados perdoados e estão
justificados diante de Deus mediante a fé em Jesus,
portanto, já não há mais condenação para esses homens,
por isso já foram designados para reinarem juntos
com Jesus (Rom. 8:1). Considere-se também o fato de
estar escrito que os MORTOS estavam diante do juiz
e, no entanto, a igreja que foi ressuscitada não estava
morta, mas viva.
Existem
dois homens que serão lançados no lago de fogo sem
precisar passar pelo juízo final, são a besta e o
falso profeta, os primeiros a serem lançados naquele
lugar.
Há
quem acredite que no juízo final só passarão os perdidos.
Jesus certa vez fez uma declaração que prova o contrário.
Leia o texto em Mateus 12:41-42. Veja que Jesus declara
que os ninivitas e a rainha de Sabá estão salvos e
eles irão ressuscitar no dia do juízo e irão condenar
os escribas e fariseus.
Portanto
todos os salvos desde a criação do mundo até o final
do milênio estarão no juízo final com exceção da igreja
arrebatada na condição de noiva de Cristo e a igreja
que passou pela tribulação e venceu a besta.
Com
toda certeza, todos os perdidos, desde a criação do
mundo até o final do milênio estarão presentes no
juízo, com exceção da besta e do falso profeta.
Para
terminar queremos aqui incluir um comentário sobre
um assunto que muitos tem perguntado nas salas de
aula. Trata-se daqueles que nunca em toda a sua vida
ouviram falar de Jesus. E citam os índios como exemplo.
Estariam eles salvos? Seriam eles condenados no juízo
final?
Sem
dúvida nenhuma, quem morrer sem Cristo estará perdido,
pois Jesus é o único caminho para a salvação. Pode
até parecer injustiça por parte de Deus, mas não é.
Está escrito em Romanos 2:12 que todos os que sem
lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os
que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. Isto
significa que ninguém terá desculpa. Se um índio morrer
sem nunca ter ouvido falar de Jesus, certamente no
dia do juízo ele não será acusado por isso, mas com
toda certeza será acusado de muitas coisas erradas
que tiver feito conscientemente durante sua vida,
mas a causa da condenação será sempre a falta de Jesus
em sua vida. Até as crianças de poucos anos tem consciência
de seus erros, pois se escondem quando fazem coisas
erradas, quanto mais um adulto. E é por esse caminho
que será acusado para a condenação eterna.
Apenas
para entendermos melhor, nós não sabemos se Adão se
reconciliou ou não com Deus, mas SUPONDO que ele esteja
perdido, no dia do juízo ele não será condenado por
não ter aceitado Jesus como Salvador, mas será condenado
por ter desobedecido a Deus e ter comido do fruto
proibido.
Capítulo
24
A
NOVA JERUSALÉM
E A ETERNIDADE
Sugerimos
que se leia inteiramente os capítulos 21 e 22 do Apocalipse
antes de continuar este capítulo final.
Com
o juízo final termina toda historia da humanidade,
e toda sua iniqüidade, que iniciou com o pecado de
Adão no Jardim do Éden.
O
que temos pela frente agora é simplesmente uma continuação
do que Deus havia planejado quando criou o homem colocando-o
no jardim do Éden. Basta vermos toda essa história
da humanidade pela qual estamos passando, como sendo
um parêntesis na criação de Deus, onde Satanás e o
homem destruíram a obra de Deus, e Deus providenciou
a restauração para continuar o seu plano para a humanidade.
Evidentemente, agora existe algo mais, representado
pelos galardões para aqueles que obedeceram incondicionalmente
a Palavra de Deus e colaboraram com a sua obra.
João
viu um novo céu e uma nova terra (Apoc. 21:1,5). Tudo
agora é novo, sem pecado e sem maldição, sem Satanás,
sem demônios, sem pragas, doenças ou mortes.
Na
visão João viu a nova cidade de Jerusalém descendo
do céu como uma esposa com seu marido (Apoc. 21:2-3).
Agora a igreja de Cristo já não é mais noiva, mas
esposa (Apoc. 21:9). Este é o lugar que Jesus disse
que iria preparar para os seus seguidores (João 14:2).
A
descrição da cidade está escrita em Apoc. 21:9-22
de onde vamos destacar alguns detalhes:
A
cidade era toda feita de pedras preciosas. As portas
e os fundamentos em número de doze, cada um tinham
os nomes das doze tribos de Israel e dos doze apóstolos
de Jesus, confirmando mais uma vez o número doze como
símbolo dos remidos. Vemos também os dois grandes
grupos de homens com os quais Deus fez sua aliança:
Israel e Igreja. A aliança que Deus fez com Abraão
e a nova aliança com a igreja de Jesus estão presentes
e representadas na nova cidade dos santos.
O
tamanho da cidade, no formato de um cubo, pois tinha
as mesmas medidas na largura, comprimento e altura,
media doze mil estádios de cada lado (note o numero
doze novamente nas medidas da cidade), o que corresponde
a aproximadamente dois mil duzentos e vinte quilômetros
(Apoc. 21:16). Apenas para ter uma idéia, a base de
dois mil duzentos e vinte quilômetros corresponde
a aproximadamente, no Brasil, a distância entre a
cidade de São Paulo e o estado do Rio Grande do Norte.
Você acha esse tamanho de cidade muito grande ou muito
pequeno? Se você não tem idéia, vai aqui mais uma
comparação aproximada: Em um quadrado de 2220 Km de
lado é possível colocar toda a população do mundo
em pé com uma distancia de 20 metros entre cada pessoa.
Deus
estará habitando nesta cidade, por isso, lá não existem
templos e nem precisa do sol, pois Deus estará sempre
presente e a sua glória será a luz da cidade (Apoc.
21:22-23).
Observe
um detalhe muito importante: Está escrito que as NAÇÕES
andarão à sua luz e os REIS DA TERRA trarão para ela
a sua glória e honra (Apoc. 21:24,26). Isto significa
que haverá povos vivendo na terra fora da cidade,
e diz ainda no verso 27 que só entrarão na cidade
os que tiverem seus nomes escritos no livro da vida.
Em
seguida João descreve a visão do rio puro da água
da vida bem como a árvore da vida que será para a
SAÚDE DAS NAÇÕES. Em primeiro lugar queremos salientar
que essa árvore da vida é a mesma que estava no jardim
do Éden e que Deus a guardou para que Adão não comesse
dela, pois se comesse, viveria para sempre porem na
condição de pecador (Gen 3:22). Agora essa mesma árvore
está presente na terra para a saúde dos povos e nações.
Mais uma vez, vemos uma evidência da existência de
povos vivendo na terra por toda eternidade.
Queremos
lembrar que nas primeiras lições deste estudo mencionamos
o fato de que Deus criou o homem e o colocou na terra
para que vivesse eternamente nela. Deus não criou
o homem para que morresse, mas para que vivesse eternamente
na terra que Deus lhe deu.
Quem
seriam esses povos que estariam vivendo na terra?
Lembremos da lição do milênio. Quando terminaram os
mil anos, Satanás tentou os homens para que se rebelassem
contra Jesus e os rebeldes foram consumidos pelo fogo
que desceu do céu. E quanto aos outros que não se
rebelaram? Evidentemente os fiéis não foram mortos
naquela hora e permaneceram vivos.
Mas
como eles estavam ainda com sua natureza pecaminosa
mesmo sendo fiéis a Jesus, seria necessário que eles
fossem transformados da mesma maneira como haverá
a transformação dos vivos quando Jesus vier para buscar
sua igreja (1Cor.15:51-52).
Encontramos
este fato nas profecias quando o profeta Ezequiel
declara que Deus irá purificar o sangue dos que Ele
ainda não tinha purificado (Ezeq. 37:31). Entendemos
que os homens que permaneceram fieis a Jesus no milênio
continuarão vivendo eternamente na terra, porém com
um corpo imune às doenças, dores e mortes, da mesma
maneira que estariam Adão e Eva se não houvessem pecado.
Outro
fato que nos leva a esse entendimento, é que foi profetizado
pelo anjo quando falou a Maria, que Jesus seria Rei
eternamente sobre os descendentes de Jacó (Lucas 1:33)
e sabemos que todos os remanescentes do milênio são
judeus da linhagem de Jacó.
Está
escrito em Apoc. 21:1 que João viu um novo céu e uma
nova terra e disse ter visto descendo à terra, a nova
Jerusalém, portanto a terra continuará existindo totalmente
renovada e a cidade de Jerusalém, a morada dos santos,
no formato de um cubo estará sobre a terra.
Assim
vemos na eternidade, um planeta terra totalmente perfeito,
um paraíso de Deus, e sobre essa terra, homens e mulheres
vivendo como no Jardim do Éden (Ezeq.36:35) com um
rio de águas cristalinas chamado rio da água da vida
e mais ainda, a árvore da vida à disposição dos povos.
E no centro dessa terra, uma cidade santa onde Deus
estará sempre presente, estarão Jesus como Rei eterno,
e todos os santos, ou seja, todos os salvos desde
a fundação do mundo, todos aqueles que tinham seus
nomes escritos no livro da vida e que ressuscitaram
com um novo corpo glorioso como Jesus.
E
vi um novo céu e uma nova terra.
Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra,
e o mar já não existe.
E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia
do céu da parte de Deus,
adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo.
E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia:
Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens,
pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e
Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos
toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá
mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras
coisas são passadas. E o que estava assentado sobre
o trono disse:
Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou:
Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega,
o princípio e o fim.
A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte
da água da vida.
Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei
seu Deus, e ele será meu filho.
A
graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos
vós
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