7ª UNIDADE
A SALVAÇÃO PROVIDENCIADA
1ª LIÇÃO A EXPIAÇÃO
2ª LIÇÃO NOTAS COMPLEMENTARES SOBRE A EXPIAÇÃO
3ª LIÇÃO A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO
4ª LIÇÃO A DUPLA CURA
QUESTIONÁRIO
1.
A EXPIAÇÃO: Hebreus 9:22 – “… sem derramamento de sangue não há remissão.” A doutrina toda da salvação esta construída sobre a expiação, a qual se cumpre na morte sacrificial de Cristo. Se o homem pudesse ter sido salvo de qualquer outra maneira, Cristo nunca teria morrido a morte expiatória no Calvário. Na SÉTIMA UNIDADE vamos estudar o que Deus fez para providenciar a salvação para o homem caído. O relato do que Ele fez, a encarnação, o ministério de Cristo na terra, a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo, se encontra nos quatro Evangelhos.
2.
A ORIGEM DA EXPIAÇÃO:
a. ORDENADA NO CÉU: Apoc. 13:8 – “…Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo.” 1 Pedro 1:19-20 – “…sangue de Cristo…conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo…” o calvário estava nos planos e na mente de Deus, desde o princípio.
b. INSTITUÍDA NA TERRA: Gênesis 3:21 – “Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu.” Quando Deus vestiu Adão e Eva, foi derramado sangue. Este foi o começo da linha carmesim do sacrifício, que ocorre através de toda a Bíblia.
3.
A NECESSIDADE DA EXPIAÇÃO:
a. A SANTIDADE DE DEUS E O PECADO DO HOMEM: A necessidade de expiação se baseia na santidade de Deus e na condição pecaminosa do homem. A reação da santidade de Deus à condição de pecador, do homem, é conhecida como sua IRA, que pode ser evitada pela expiação. O pecado e a violência feita contra a constituição, por assim dizer, sob a qual Deus e o homem vivem, do mesmo modo como a infidelidade violenta o pacto sob o qual o homem e a mulher vivem. O pecado é essencialmente um ataque à honra e à santidade de Deus. É a rebelião contra Deus, porque voluntariamente pecando, o homem escolhe sua vontade e não a de Deus, e com o tempo ela vem a ser uma lei para ele mesmo. Mas se Deus permitisse que sua honra fosse atacada, Ele então deixaria de ser Deus. Sua honra exige a destruição daquele que resiste a ele; Sua justiça pede satisfação pela violação da lei; e Sua santidade reage contra o pecado, essa reação sendo descrita como IRA. A ira de Deus é governada por considerações pessoais; Ele não está impaciente por destruir a obra de Suas mãos. Ele insiste com o homem; Ele espera para conceder sua graça. Ele adia o julgamento na esperança de que sua bondade leve o homem ao arrependimento. No entanto o homem entende mal a espera divina e zomba ao pensar no julgamento. A crucificação revelou o horror do pecado e a terrível penalidade que paira sobre ele. A cruz de Jesus declara que Ele nunca foi, não é, e nunca poderá ser indiferente ao pecado do homem.
b. A SEPARAÇÃO DE DEUS: Isaías 59:2 – “…as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus;…” Deus é santo por natureza, o que significa que Ele é justo em caráter e conduta. Para manter comunhão com Deus é necessário ser santo. A EXPIAÇÃO restaura a comunhão com Deus.
c. O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE: A sentença do pecado é a morte. A vida está no sangue e quando o sangue é derramado, a vida é dada. Isso explica a necessidade de derramamento de sangue para a remissão dos pecados.
REFERÊNCIAS: Romanos 2:4 Gálatas 6:7 2 Pedro 3:9 Romanos 3:25 Ecles. 8:11
4.
A REDENÇÃO: A palavra “redimir” no Velho e no Novo Testamentos significa: (I) Comprar de volta, pagando um preço. (II) Libertar do cativeiro, pagando um preço. (III) Comprar num mercado e levar de um mercado. Jesus é um Redentor e Sua obra de expiação é descrita como redenção. Um redentor deve ter as seguintes qualificações: (I) Deve ter parentesco com o homem. (II) Deve querer redimir ou comprar de volta. (III) Deve ter condição para pagar o preço. Jesus demonstrou possuir as três qualificações. 1 Coríntios 6:19-20 – “…e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço…” Fomos comprados por um preço. Qual foi o preço? 1 Pedro 1:18-19 – “…não foi mediante cousas corruptíveis…que fostes resgatados…mas pelo precioso sangue…de Cristo,” REFERÊNCIAS: Lev. 25:47-49 Tito 2:14 Mat. 20:28 Apoc. 5:9 Gal. 3:13
5.
A RECONCILIAÇÃO: Paulo não diz que Deus estava reconciliado com o homem, mas que Deus fez algo para reconciliar com Ele, o homem. Este ato de reconciliação é uma obra terminada; é uma obra realizada no interesse do homem, de sorte que, aos olhos de Deus, o mundo inteiro já esta reconciliado. Fica para o missionário a tarefa de proclamá-la e para os indivíduos a tarefa de recebê-la. A morte de Cristo tornou possível a reconciliação de toda a humanidade; cada um deve fazê-la real. 2 Coríntios 5:18-19 – “Ora, tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmos por meio de Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo…” Romanos 5:10 – “…Fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho,…” Colossenses 1:21-22 – “E a vós outros…agora, porém, vos reconciliou…”
6.
A EFICÁCIA DA EXPIAÇÃO: O sentido da palavra “eficaz” é “produzir ou assegurar que seja produzido um efeito desejado.” O que a expiação produz?
a. O perdão das transgressões: João 1:29 Efésios 1:7 Apocalipse 1:5 João 5:24 Hebreus 9:22-28
b. A libertação do pecado: não somente liberta da culpa do pecado, como também liberta do poder do pecado. Romanos 6 :14 – “Porque o pecado não terá domínio sobre vós...”
c. A libertação da morte: a morte é resultado do pecado. Hebreus 2:9 – “...e todo o que vive e crê em mim, não morrerá, eternamente....”
d. O dom da vida eterna: Cristo conquistou Satanás, por nós. Os Cristãos têm a VITÓRIA sobre o demônio, à medida em que têm AQUELE QUE VENCEU o demônio.
REFERÊNCIAS: Lucas 10:17-20 Colossenses 2:15 Hebreus 2:14-15 Apocalipse 12:11
7.
A NATUREZA DA EXPIAÇÃO: A palavra “expiação” em hebraico significa literalmente “cobrir”, e é traduzida em nossa Versão Autorizada, pelas seguintes palavras: fazer expiar, purgar, purificar, reconciliar, reconciliação, apaziguar, perdão, ser misericordioso, despojar. A expiação inclui a cobertura de ambos, tanto do pecado quanto do pecador. Expiar o pecado é cobrir o pecado da vista de Deus para que ele perca o poder de provocar a Sua ira. (Salmos 78:38; Salmos 79:9; Lev. 5:18) Quando o sangue era aplicado sobre o altar pelo sacerdote, o israelita tinha certeza de que a promessa feita a seus antepassados seria cumprida para ele também. ”...quando eu vir o sangue, passarei por vós,...” (Êxodo 12:13) Quais os efeitos da expiação ou cobertura?
I. Apagar (Jer. 18:23; Isaías 43:25)
II. Tirar (Isaías 6:7)
III. Cobrir (Salmos 32:1)
IV. Lançar nas profundezas do mar (Miquéias 7:19)
V. Lançar para trás (de Deus) (Isaías 38:17)
VI. Perdoar (Salmos 78:38)
8.
A SUBSTITUIÇÃO Os sacrifícios do Velho Testamento eram substitutivos por natureza; eles eram aceitos como se fizessem sobre o altar, pelo israelita, o que ele não poderia fazer por si mesmo. Da mesma maneira Jesus fez por nós, na cruz, o que não poderíamos fazer por nós mesmo. Tendo tomado a natureza humana, Ele era capaz de se identificar com a humanidade e assim sofrer sua condenação. Ele morreu em nosso lugar; Ele recebeu a punição, que era nossa, para que pudéssemos escapar dela. Aquele que era sem pecado, por natureza, e que nunca tinha cometido um pecado em Sua vida, se tornou um pecador (ou tomou o lugar do pecador). 2 Coríntios 5:21 – “...ele o fez pecado por nós, ....” 1 Pedro 2:24 – “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados...” Da mesma maneira como o carneiro apanhado nos arbustos, substituiu Isaque, no Monte Moriá, assim também Cristo nos substituiu. Como Barrabás foi libertado pela morte de Cristo, também nós podemos ser livres. Leia e estude cuidadosamente Isaías, capítulo cinqüenta e três.
9.
A PROPICIAÇÃO: Acredita-se que a palavra “propiciação” tenha vindo da palavra latina “prope” que significa “perto”. Um sacrifício de propiciação traz o homem para perto de Deus, reconcilia-o com Deus pela expiação de sua transgressão e pela obtenção do favor e da graça divinos. Propiciar é aplicar a ira justa de um Deus santo, pela oferta de um sacrifício de expiação. Cristo é descrito como propiciação. (Romanos 3:25; 1 João 2:2; 4:10). O pecado mantém o homem distanciado de Deus; mas Cristo remiu o pecado, pelo homem, de modo que o homem pode agora “se aproximar” de Deus “em Seus nome”. A palavra “propiciação” em Romanos 3:25 é a mesma palavra grega usada para traduzir “trono da Graça”. Tanto em hebraico quanto em grego a palavra transmite o pensamento de um sacrifício de expiação. O ponto de vista permanente da Bíblia é que o pecado do homem acarreta a ira de Deus. Essa ira é evitada apenas pela oferta expiatória de Cristo. Desse ponto de vista, Sua obra de salvação é apropriadamente chamada de propiciação. Todo pecado deve ser julgado e é aqui que os pecados de toda a humanidade têm sido julgados. Cristo pagou a completa punição pelos pecados de todos os homens. Se nossos pecados não são julgados aqui, eles serão julgados no Trono Branco do Julgamento (Apocalipse 20:11-15)
1.
A IMPORTÂNCIA DA EXPIAÇÃO: A encarnação tinha por propósito a expiação. Jesus partilhou da carne e do sangue para que pudesse morrer. Ele se manifestou para tirar os nossos pecados. 1 João 3:5; Hebreus 2:14. Cristo veio ao mundo para dar Sua vida em resgate de muitos. Mateus 20:28. A fé na expiação pressupõe a fé na encarnação. A encarnação é, certamente, uma declaração do propósito de Jesus de salvar o mundo, mas como o mundo seria salvo senão através da expiação? A expiação é a linha carmezim que corre através de todas as páginas da Bíblia. Corte a Bíblia em qualquer parte e ela sangra. Um em cada quarenta e quatro versículos no Novo Testamento fala da expiação, e, a morte de Cristo e mencionada cento e setenta e cinco vezes. Moisés e Elias estavam interessados na morte de Cristo. Lucas 9:30-31. Os profetas do Velho Testamento investigaram profundamente este assunto. 1 Pedro 1:11.
2.
OPINIÕES SOBRE A MORTE DE CRISTO ESTANHAS A ESCRITURA: Para alguns a morte de Cristo foi apenas a morte de um mártir. Para outros, a morte de Cristo foi uma exibição do grande amor de Deus, a um mundo pecador. Para outros, ela foi um “Exemplo”, apenas. Outros, ainda a vêem à luz do fato de que Deus, sendo santo, julgou necessário mostrar ao mundo Seu ódio pelo pecado, e portanto, sua ira recaiu sobre o Cristo do Calvário. O pensamento moderno não vê a necessidade de Cristo morrer pelo pecado da humanidade toda, passada, presente ou futura. Estevão morreu como mártir e Saulo de Tarso o viu morrer, mas Paulo não pregou o perdão dos pecados através da morte de Estevão. Atos 13:38. A percepção e o ponto de vista errôneos sobre a expiação, vêm da percepção e pontos de vista errôneos a respeito do pecado. Se olhamos para o pecado como uma mera ofensa contra o homem, uma fraqueza da natureza humana, ou simples enfermidade, nós não veremos, naturalmente, a necessidade da expiação. Devemos ver o pecado como a Bíblia o descreve, com sua extrema maldade, que deve ser punida, e sua culpa que necessita ser expiada, e, então, somente então, entenderemos a razão da cruz de Cristo.
3.
CONSEQÜÊNCIAS DA MORTE DE CRISTO SOBRE O UNIVERSO: Assim como o mundo todo foi afetado pela queda do homem, também a morte de Cristo teve efeito sobre o universo todo. Rom. 9:19-23). Jesus Cristo é o centro de um universo que gira ao seu redor e que foi reconciliado por Sua morte. Colossenses 1:20 – “e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.” A propiciação alcança as fronteiras mais distantes do universo e vai tão longe quanto o pecado. Em outras palavras, o remédio é tão grande quanto a necessidade. Pela morte de Cristo, o poder de Satanás foi neutralizado (se tornou sem efeito). A elevação de Cristo na cruz, significou a queda de Satanás. O homem não precisa mais ser escravo do pecado. O Calvário traz ao necessitado, a remissão dos pecados, presentes e futuros. Agora não é mais uma questão de se perguntar: que farei com meus pecados? Mas antes: o que farei com Jesus, chamado Cristo? Colossenses 2:14 – “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz;” Referências: João 13:31-32; Romanos 3:25-26; Hebreus 9:26
1.
A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO A ressurreição de Cristo é essencial para nossa salvação. O cristianismo é a única religião que baseia suas afirmações na ressurreição de seu fundador. No décimo quinto capítulo de 1 Coríntios, o apóstolo Paulo faz o cristianismo responsável pela própria existência através da verdade literal da ressurreição de Jesus Cristo. 1 Coríntios 15:13-19 – “...é vã a nossa pregação e vã a vossa fé; ... e ainda permaneceis nos vossos pecados... somos os mais infelizes de todos os homens.” Tudo é vão se o corpo de Cristo não se levantou de entre os mortos. Retirem a ressurreição do Evangelho de Paulo e a sua mensagem desaparece. A Igreja Primitiva afirmava constantemente a ressurreição. Os apóstolos pregavam-na diante da mais violenta oposição. Fala-se mais de cem vezes sobre a ressurreição, no Novo Testamento. Se Jesus Cristo tivesse permanecido no túmulo, a história de Sua vida e de Sua morte teria permanecido sepultada com Ele. O Novo Testamento é resultado da ressurreição de Cristo. A ressurreição não decorre da história de Sua vida, mas a bela história da vida de Cristo resulta do fato de Sua ressurreição. O Novo Testamento é o livro da ressurreição. Em outras palavras, a ressurreição do corpo de Cristo, do túmulo, prova a Divindade de Jesus e a eficácia da expiação para salvar os pecadores. REFERÊNCIA: Atos 2:24 Atos 3:15 Atos 10:40 1 Pedro 1:21-23 Atos 17:31 1 Coríntios 15 Atos 4:10 Atos 13:30-34 Fil. 3:21
2.
A PROVA DA RESSURREIÇÃO: Muitos foram testemunhas da ressurreição. O valor de seu testemunho é conclusivo. Tanto amigos como inimigos, testificaram a ressurreição de Cristo: as mulheres, os discípulos, os anjos e os soldados romanos. Os soldados foram subornados para contar a história de que Ele tinha sido roubado do túmulo. (Mat. 20:11-15). Notem o versículo 13. Se eles estavam dormindo como poderiam saber o que se tinha passado? Temos o testemunho dos anjos que afirmaram que Jesus tinha ressuscitado como fora predito. (Mat. 28:8; Marcos 16:6). O apóstolo Paulo enumera uma lista de testemunhas da ressurreição, no capitulo 15 de 1 Coríntios: Pedro, os doze, cerca de quinhentos irmãos, Tiago, os apóstolos, finalmente o próprio Paulo, no caminho de Damasco.
3.
A PROVA PESSOAL DA RESSURREIÇÃO: Toda prova da ressurreição de que precisamos é o fato de que Jesus Cristo salva os pecadores, cura corpos enfermos, e habita dentro dos corações dos Seus santos, hoje. Ele não apenas apareceu a Saulo de Tarso, no caminho de damasco, mas a cada um de Seus filhos, lavados pelo Seu sangue, em seus respectivos caminhos. A realidade da ressurreição se prova pela realidade de Sua presença viva. Podemos cantar, nas palavras do Ver. Ackley: “Você me pergunta como eu sei que Ele vive? Ele vive dentro do meu coração.” É possível experimentar o poder de Sua ressurreição, em nossas vidas, agora. De fato, devemos experimentá-lo se vamos ser membros de Sua igreja e de Seu Reino. A ressurreição de Cristo torna efetivo o poder da expiação. Foram necessários Sua morte, sepultamento e ressurreição para que a nossa salvação nos fosse providenciada. Do mesmo modo são necessários de nossa parte a morte, o sepultamento e a ressurreição para que nos tornemos receptáculos da SALVAÇÃO providenciada para nós.
4.
OS APARECIMENTOS DE CRISTO APÓS A RESSURREIÇÃO: É necessário ler o relato da ressurreição nos quatro evangelhos para que possamos entender a história, como ela aconteceu. Sem dúvida, Seus aparecimentos se deram da seguinte maneira:
I. A mulher no túmulo viu os anjos.
II. A mulher correu para contar aos discípulos. Pedro e João moravam muito perto; os outros discípulos estavam a uma distância maior do túmulo
III. Pedro e João correram ao túmulo. João sendo mais jovem chegou antes de Pedro.
IV. Maria retorna ao túmulo, permanece lá e vê Jesus.
V. Jesus aparece aos discípulos no caminho de Jesus
VI. Jesus aparece a Pedro
VII. Jesus aparece aos dez apóstolos e Tomé está ausente.
VIII. Jesus aparece aos dez apóstolos e Tomé está presente.
IX. Jesus aparece aos apóstolos e à multidão, no monte.
X. Jesus aparece aos apóstolos na praia do lago da Galiléia.
XI. Jesus aparece a Tiago.
XII. Jesus aparece aos apóstolos, na ascensão.
XIII. Jesus aparece a Paulo na estrada de Damasco
5.
A MENSAGEM DO TÚMULO VAZIO:
Uma das maiores mensagens do túmulo vazio foi contada pelos lençóis e pelo lenço. (João 20:6-7). Na ressurreição, Lázaro saiu do túmulo tendo as mãos e os pés atados por faixas. Foi necessário libertá-lo desatando a mortalha. (João 11:44). O que alarmou tanto a Pedro e João, na ressurreição de Jesus Cristo foi o fato de que os lençóis e o lenço estavam no lugar, intocados, como tinham estado quando o corpo estava lá, mas agora o corpo tinha desaparecido. Não foi necessário desatar as faixas para que Jesus se levantasse. Ele simplesmente saiu delas. Assim também não foi necessário afastar a pedra para que' Jesus se erguesse. A pedra não foi afastada para tomar a ressurreição possível; ela foi afastada para mostrar ao mundo o túmulo vazio.
6.
A NATUREZA DA RESSURREIÇÃO:
I. Cristo se levantou literalmente do túmulo. Era o mesmo corpo que tinha sido colocado no túmulo. (João 20:27; Lucas 24: 37-39).
II. Cristo se levantou com um corpo real, não uma aparição ou um c fantasma. Era um corpo de carne e ossos. (Lucas 24:3643). Seu corpo podia ser tocado. (João 20:20).
III. Seu corpo mostrava as marcas de Sua paixão. (João 20:24-29).
IV. Cristo comeu e bebeu na presença de Seus discípulos.
V. Ele podia passar por portas fechadas e desaparecer. (João 20: 19).
VI. O corpo de Cristo não pode mais experimentar a morte. (Romanos 6:9-10).
VII. Cristo foi o fruto primeiro (as primícias) da ressurreição (1 Coríntios 15:20).
7.
O SIGNIFICADO DA RESSURREIÇÃO PARA NOS:
I. A ressurreição traz a segurança da justificação. Romanos 4:25 -"o qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitou por causa da nossa justificação." O povo esperava fora do templo que o Sumo-Sacerdote saísse do lugar santo, porque então saberiam que todos os seus pecados tinham sido perdoados. Nosso Sumo-Sacerdote saiu do túmulo e por isso nós sabemos que nossos pecados foram expiados.
II. A ressurreição de Cristo traz a segurança de nossa ressurreição.
III. A ressurreição de Cristo torna certo o julgamento que está para vir.
IV. A ressurreição assegura a vida eterna. (João 14:19).
1.
A CURA DIVINA PROVIDENCIADA NA EXPIAÇÃO:
a. Definição de Cura Divina: A cura divina é a cura do corpo sem quaisquer remédios. É o poder de Deus manifestado num milagre de cura. E o Espírito de Deus vivificando nossos corpos mortais.
b. A Dupla Cura: Na morte, Jesus carregou não apenas nossas iniqüidades, mas também nossas doenças. Na expiação há salvação para a alma e cura para o corpo. Isto é conhecido como a dupla cura: salvação e cura.
Mateus 8:17- ". ..Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças."
Um símbolo maravilhoso disso vemos em Mara. (Êxodo 15:23-26). O lenho que foi lançado nas águas amargas é um símbolo da cruz do calvário. A água amarga é um tipo de pecado. Com o adoçar das águas foi dada uma promessa de saúde e cura. Êxodo 15:26- ". ..eu sou o SENHOR que te sara."
2.
A CAUSA DA DOENÇA:
a. A Causa Primária: No começo, Deus criou Adão e Eva em perfeita saúde. A doença e a morte eram desconhecidas e a obediência à ordem de Deus teria assegurado a permanência dessa condição abençoada. Como resultado dai desobediência veio a morte à raça humana e com ela, a doença. Aqui vemos a causa original da doença.
b. As Causas Secundárias:
i. A enfermidade de um indivíduo é, às vezes, trazida pelo pecado. Em Deut. 28:58-61 são mencionadas enfermidades que cairiam sobre Israel se eles desobedecessem Seus mandamentos.
ii. A doença pode também ter origem por intervenção de Satanás. (Jó). Lucas 13:116 -". ..a quem Satanás trazia presa há dezoito anos."
iii. A doença é permitida para que as obras de Deus possam se manifestar. João 9:3 -". ..para que se manifestem nele as obras de Deus."
3.
O FUNDAMENTO DAS ESCRITURAS PARA A CURA DIVINA:
i. Êxodo 15:25-26) ". ..nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o SENHOR que te sara."
ii. Jó. Aqui temos a origem da enfermidade e o curso da ação que traz a cura.
iii. Salmos 103:2.3 -"Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades”;
iv. Isaías 53:4-5 – “Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou ... e pelas suas pisaduras fomos sarados.”
v. Mateus 8:16-17 - "...tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças.”
vi. Marcos 16:15-18 - "...Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem ... se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão, curados."
vii. Tiago 5:14-15 - "Está alguém entre vós doente? ...E a oração da fé salvará o enfermo..."
4.
JESUS CRISTO, SEMPRE O MESMO: Hebreus 13:8 -"Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre." O fato de que Jesus Cristo não muda é uma das maiores provas de que Jesus cura ainda hoje. Durante Seu ministério na terra, Jesus curou todos aqueles que foram trazidos até Ele (Mateus 8: 16). Se Ele tomou nossas dores sobre Seu próprio corpo, na cruz, seguramente, Ele fará por Seus filhos, hoje, tanto quanto fez quando estava na terra. Esta passagem de Hebreus 13:8, é evidência suficiente para que cada um de nós O aceitemos como o Grande Médico. Quando assim o fizermos, estaremos prontos para ser curados.
QUESTIONÁRIO
1. Escreva um parágrafo sobre: A Necessidade da Expiação.
2. Explique claramente os seguintes termos:
a. Propiciação
b. Eficácia
3. Como Jesus reunia as qualificações de um redentor?
4. Descreva o cenário dentro do túmulo vazio que convenceu a Pedro e João.
5. Demonstre, com base nas Escrituras, que as seguintes afirmações são verdadeiras:
a. A expiação foi ordenada nos céus.
b. Jesus morreu uma morte substitutiva.
c. Paulo foi testemunha da ressurreição de Jesus.
d. A ressurreição de Cristo prova a ressurreição física.
6. A que se refere a expressão: “A Dupla Cura” ?
7. Onde podem nossos pecados serem julgados?
8. Enumere os aparecimentos de Jesus Cristo ocorridos entre a ressurreição e a ascensão.
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