|
"Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio
Jesus Cristo a principal pedra de esquina". Efésios 2:20 ESSENCIAIS DA TEOLOGIA
UNICISTA
David K. Bernard
Prefácio do Autor
Essenciais da Teologia Unicista, primeiramente foi apresentado como um trabalho
sobre “Aspectos do Movimento Pentecostal Unicista”, num simpósio patrocinado
pela Harvard Divinity School em 5-7 de Julho de 1984, em Cambridge,
Massachusetts. Dos dez maiores trabalhos apresentados no simpósio, este foi o
único apresentado por alguém da Pentecostal Unida e o único a lidar diretamente
com a doutrina Unicista mesma. O propósito do trabalho foi para apresentar os
elementos essenciais da convicção Unicista, para distingui-la claramente do
trinitarianismo, e responder objeções que os trinitários possam levantar.
Sendo que muitas pessoas, incluindo os trinitarianos, têm expressado grande
interesse no trabalho, foi preparado para sua publicação. Foram feitas somente
algumas mudanças pequenas, sendo que a mais notável é a citação tirada dos
escritos de W.A. Criswell.
Espero que este livrete tenha uma dupla função: (1) um resumo, uma referência
conveniente para crentes Unicista e (2) um resumo, porém uma introdução completa
da Unicidade, para aqueles fora do movimento.
David K. Bernard
Essenciais da Teologia Unicista
De acordo com uma estimativa, um quarto dos Pentecostais Americanos adere na
doutrina conhecida como Unicidade.’ Na história da igreja, muitos têm formulado
independentemente uma forma de teologia Unicista incluindo, por exemplo, os
modalistas e os Sabelianos na era anteNicena, Miguel Scheppe, (1531), John
Miller (1876), Andrew Urshan (1910), R.E.McAlister, John Seheppe, e Frank Ewart
(1913), e a Verdadeira Igreja de Jesus na China (1917). Conseqüentemente a
teologia Unicista não pode ser analisada somente pelo desenvolvimento histórico
do movimento moderno Unicista; devem ser dada atenção séria aos textos bíblicos
que tem induzido o reaparecimento persistente dentro da Cristandade. Este
trabalho identificará os dogmas distintos da teologia Unicista da perspectiva de
um Pentecostal Unicista, e apresenta sua base bíblica, e compara-o com o
trinitarianismo.
A doutrina Unicista pode ser apresentada sucintamente em duas propostas: (1) há
um só Deus indivisível sem distinção de pessoas: (2) Jesus Cristo está toda a
plenitude da Divindade encarnada, Todos os títulos da Deidade podem ser
aplicados para Ele e todos aspectos da personalidade divina estão manifestados
nEle.
Monoteísmo Radical
A base da teologia Unicista é um conceito radical de monoteísmo.
Simplesmente declara, Deus é absolutamente e indivisivelmente um. Não há
distinções ou divisões essencial em Sua natureza eterna, Todos os nomes e
títulos da Deidade, tais como Elohim, Yahweh, Adonai, Pai, Verbo, Espírito Santo
referem-se a um e o mesmo ser, ou - em terminologia trinitariana de uma pessoa.
Qualquer pluralidade associada com Deus é somente uma pluralidade de atributos,
títulos, papéis, manifestações, modos de atividades, ou relacionamentos do
homem.
Esta é a posição histórica de judaísmo. Tanto crentes Unicistas como judeus
encontram a expressão clássica desta fé em Deuteronômio 6:4: “Ouve, Israel, o
SENHOR nosso Deus é o único SENHOR”.Muitas outras passagens no Antigo
Testamento, particularmente em Isaias, afirma o monoteísmo estrito e são
interpretadas literalmente de modo a excluir qualquer pluralidade na Deidade.
Por exemplo:
“... antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu
SOU o SENHOR, e fora de mim não salvador.” (Isaias 43:10-11). “... eu sou Deus,
e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim." (Isaias 46:9).
Nenhuma passagem no Antigo Testamento declara explicitamente a doutrina
trinitariana; uma não pode derivá-la de uma exegese de somente textos do Antigo
Testamento. Se a triplicidade é uma parte essencial da natureza de Deus, Ele não
revelou isto para Seu povo escolhido. Se correto, o trinitarianismo é o único
aspecto chave da natureza de Deus totalmente desconhecida no Antigo Testamento,
mas revelada no Novo Testamento. Se Deus é uma trindade, então Abraão, o pai dos
fiéis de todas épocas, não compreendeu a natureza da Deidade a quem ele adorava.
Os crentes Unicistas dão as seguintes explicações para as passagens do Antigo
Testamento que os trinitarianos citam quando aludem à trindade.
* O uso da palavra plural Elohim, não denota uma pluralidade de pessoas,
mas é uma maneira característica para expressar a grandeza OU majestade na
linguagem hebraica.
* O uso do plural divino na frase. “Façamos o homem à nossa imagem" pode
ser examinado de várias maneiras (1) Deus conversando com os anjos (como os
judeus explicam); (2) Deus tomando conselho com a Sua própria vontade (como em
Efésios 1: 11): (3) um pronome simplesmente no plural que concorda com o
substantivo plural Elohim; (4) um plural de majestade ou literário: ou (5) uma
referência profética à manifestação futura do Filho de Deus. E importante notar
que, em cumprimento a este versículo, Deus criou Adão como uma pessoa, com um
corpo, mente, personalidade, espírito e vontade. (Gênesis 1:27) - E
criou Deus o homem à sua
imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os
criou. (sempre se referindo no singular)
* Referenciais ao Filho são profético do homem Cristo, apontando para a
manifestação futura de Deus em carne.
* Referências ao Espírito de Deus, a Palavra de Deus e a sabedoria de
Deus não significa uma pluralidade de pessoas, assim como quando se fala do
espírito, da palavra, ou sabedoria de um homem.
* Todas as teofanias do Antigo Testamento podem facilmente ser vista como
manifestações do único Deus, que é onipresente, onipotente. Enquanto a
expressão, “o anjo do SENHOR” aparentemente é uma teofania em muitas passagens,
ocasionalmente a frase denota um anjo literal distinguido de Deus.
* As atribuições a Deus de partes do corpo humano é antropomorfismo, já
que o único corpo físico permanente de um Deus que é Espírito é o do Filho de
Maria.
* Freqüentemente os trinitarianos explicam que as passagens monoteísticas usadas
para mostrar a Unicidade meramente falam da harmonia perfeita e da união dentro
da trindade, e excluem uma pluralidade de divindades falsas; mas não uma
pluralidade de pessoas no verdadeiro Deus. No entanto, nem os escritores
bíblicos e nem os seus leitores originais entenderam assim. Além disso, este
ponto de vista permitiria o politeísmo total, pois muitas divindades distintas
poderiam viver em perfeita harmonia e união.
Os trinitarianos sugerem que a palavra hebraica usada para descrever a Unicidade
de Deus é echad, que pode significar um em harmonia. Entretanto, também pode
significar unicidade numérica absoluta, e é usada desta maneira muitas vezes nas
Escrituras. E deve ser interpretada assim quando fere-se a Deus, ou então não
excluiria o politeísmo como passagens
em questão claramente pretendem. Até a importância que echad conota uma união de
coisas plurais, significa a união dos atributos múltiplos de Deus.
Mudando para o Novo Testamento, os expoentes da Unicidade enfatizam a
importância de exegetas na luz do contexto e cultura. Os oradores e escritores
originais eram judeus estritamente monoteístas que não tinham pensado de
introduzir uma nova e dramática revelação de pluralidade na Divindade. Nem
escritores nem leitores pensavam em categorias trinitarianas, pois tanto a
doutrina e a terminologia da trindade ainda não haviam sido formuladas. Muitas
passagens do Novo Testamento confirmam o monoteísmo do Antigo Testamento. Nenhum
dos testamentos usa a palavra trindade, ou associa a palavra três ou a palavra
pessoas com a Deidade de maneira significativa. A única passagem que usa a
palavra pessoa (hypostasis) em relação a Deus é Hebreus 1 :3, onde diz que o
Filho é a expressa imagem da sua pessoa [Edição Revista e Corrigi da] -
literalmente "substancia" - não uma pessoa ou substância separada de Deus.
Enquanto os trinitarianos reconhecem que a sua dou trina da Divindade é um
mistério para mentes humanas que são finitas. Os adeptos Unicistas sustentam que
a Unicidade de Deus não é mistério, porém é claramente revelada na Escritura
para aqueles que crerem. Para estes, o verdadeiro mistério da Divindade é a
Encarnação (1 Timóteo 3:16), e que tem sido revelado.
Avaliando a posição da Unicidade, é interessante notar as conclusões da The New
Catholic Encyclopedia: "Há o reconhecimento da parte de exegetas e teólogos
bíblicos... que não se deve falar de Trinitarianismo no Novo Testa mento sem
sérias qualificações... a exegese do Novo Testa mento já provou que tanto as
formas de expressão quanto a maneira de pensar é característica do
desenvolvimento patrístico e conciliário teria sido algo desconhecido para as
mentes e cultura dos escritores do Novo Testamento". Do mesmo modo, o teólogo
Protestante Emíl Brunner escre veu. A própria doutrina da Trindade, entretanto,
não é uma doutrina Bíblica e este fato não é por acaso, mas por necessidade. É o
produto de reflexão teológica acerca do problema... A doutrina eclesiástica da
Trindade não é somente o produto de genuíno pensamento Bíblico, mas também o
produto de especulação filosófica, o que é distante do pensamento Bíblico.
A Deidade Absoluta de Jesus Cristo
Teólogos Unicistas identificam Jesus Cristo como a encarnação do único Deus,
baseando-se em uma interpretação literal de Colossenses 2:9-10 que diz,
"Porquanto nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. Também nele
estais aperfeiçoados, Ele é o cabeça de todo principado e potestade.”
Todos os nomes e títulos da Deidade — assim como Yahweh, Pai e Espírito Santo -
podem ser aplicados propriamente a Jesus. Jesus não é a mera encarnação de uma
pessoa de uma Trindade, mas a encarnação de todo o caráter, qualidade e
personalidade do único e indivisível Deus.
A Unicidade afirma em termos fortes que Jesus é Deus, o mesmo do Antigo
Testamento, e sustenta que os escritores do Novo Testamento tencionavam isto
quando chamavam Jesus de Deus. Isto é, o único e somente Deus do Antigo
Testamento se encarnou como Jesus Cristo. “Deus estava em Cristo reconciliando
consigo o mundo” (11 Coríntios 5:19). Para usar a terminologia bíblica, Jesus é
a imagem do Deus invisível. Deus manifesto em carne, nosso Deus e Salvador, e a
expressa imagem da substância de Deus. W. A. Críswell, pastor da Primeira Igreja
Batista de Dallas. Texas, e que no passado foi presidente da Convenção Batista
do Sul, descreveu a deidade de Cristo em termos idênticos aos usados pelos
unicistas nos seus Sermões Expositivos Sobre o Apocalipse.
Freqüentemente não entendo as pessoas que pensam que no céu verão três Deuses.
Se você pensa que verá três Deuses, então o que os Muçulmanos dizem acerca de
você é verdade, e que o seu vizinho Judeu diz acerca de você é verdade. Você não
é um monoteísta, você é um politeísta. Você crê numa multiplicidade de Deus,
plural. “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Conhecemos Deus
como nosso Pai, conhecemos Deus como nosso Salvador e conhecemos Deus pelo Seu
Espírito em nossos corações. Mas não há três Deuses. O verdadeiro Cristão é um
monoteísta. Há um Deus”. Eu e o Pai somos um.” “Quem me vê a mim, vê o Pai.” É o
Senhor Deus quem fala. É Ele a quem João viu quando voltou-se. O único Deus que
você verá é o Senhor Deus a quem João viu na visão do candelabro. O único Deus
que você sentirá é o Espírito do Senhor Deus em seu coração. O único Deus que
existe: é o grande Pai de todos nós. O único Senhor Deus. é Cristo. No Antigo
Testamento nós O chamamos de Jeová. No Novo Testamento, a Nova Aliança, nós O
chamamos de Jesus. Hoje, o único grande Deus, apresenta-se em autoridade e em
juízo e em dignidade judicial entre Suas Igrejas velando por nós. “Eu vi um
semelhante [um grande símbolo místico] a Filho de homem É o próprio Senhor Deus
que virá, pois Cristo Jesus é o Deus do Universo. Não veremos três Deus no céu.
Nunca pense que na glória nós veremos Deus Nº 1 e Deus Nº 2 e Deus Nº 3. Não!
Somente há um Senhor Deus. Nós O conhecemos como nosso Pai, nós (3 conhecemos
como nosso Salvador, nós o conhecemos como o Espírito Santo em nossos corações.
Há um Deus e este é o grande Deus, que foi chamado no Antigo Testamento, Jeová,
e, no Novo Testamento manifestado em carne, é chamado de Jesus. o Príncipe dos
céus, aquele que virá .
A Unicidade atribui a Jesus todos os títulos da Deidade
* Jesus é o Jeová do Antigo Testamento. Isto é estabelecido ao examinar muitas
declarações do Antigo Testamento concernentes a Jeová que o Novo Testamento
atribui a Jesus. Por exemplo, em Isaias 45:23 Jeová disse.
“Diante de mim se dobrará todo o joelho, e jurará toda língua, mas em
Romanos 14:10-11 e Filipenses 2:10-l1, Paulo aplica esta profecia à Cristo.
O Antigo Testamento descreve Jeová como Todo Poderoso. Eu sou, único Salvador.
Senhor dos senhores, Primeiro e Ultimo, único Criador, único Santo, Redentor,
Juiz, Pastor e Luz; no entanto o Novo Testamento atribui todos estes títulos a
Jesus Cristo.
*Jesus é o Pai. “E o seu nome será... Deus Forte, Pai d a Eternidade,”
(Isaias 9:6). “Eu e o Pai somos um" (João 10:30). “O Pai está em mim, e eu estou
no Pai” (João 10:38). Quem me vê a mim, vê o Pai” (João 14:9). Jesus é o pai os
vencedores (Apocalipse 21:6-7), e Ele prometeu não deixar os Seus discípulos
órfãos (João 14:18). A Bíblia atribui muitas obras a ambos, tanto ao Pai como a
Jesus: ressuscitar o corpo de Cristo, enviar o Consolador, atrair os homens a
Deus, responder orações, santificar crentes e ressuscitar os mortos.
* O Espírito Santo é literalmente O Espírito que estava em Jesus Cristo. “ 0
Espírito da verdade.., habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei
órfãos, voltarei para vos outros" (João 14:17-18). “O Senhor é o Espírito"
(II Coríntios 3:17). O Espírito Santo é o Espírito do Filho e o Espírito de
Jesus Cristo (Gálatas 4:6: Filipenses 1:19). O Novo Testamento atribui as
seguintes obras tanto a Jesus como ao Espírito Santo: mover sobre os antigos
profetas, ressuscitar o corpo de Cristo, ser o Consolador, dar palavras aos
crentes na hora da perseguição, interceder, santificar, e habitar nos crentes.
Apesar de não rejeitar o trinitarianismo, Lewis Smedes reconheceu.
“A experiência do Espírito é a experiência com o Senhor. Na época atual, o
Senhor é o Espírito.., O Espírito é Jesus, o que foi assunto, operando na
terra... O Espírito é Cristo em sua função redentora... Isto sugere que nós não
cumprimos o propósito bíblico ao insistir que o Espírito como uma pessoa que é
separada da pessoa cujo nome é Jesus.
Finalmente, os que ensinam a Unicidade identificam Jesus como Aquele que se
assenta no trono celestial, ao comparar a descrição de Jesus em Apocalipse 1 com
o daquele assentado no trono em Apocalipse 4, e notar que "Deus e o Cordeiro” é
um só ser em Apocalipse 22:3-4. Conforme Bernard Ramm, os trinitários são
ambíguos quanto ao fato de verem um ser divino ou três seres divinos no céu, mas
os crentes Unicistas rejeitam firmemente qualquer noção de três seres visíveis
como triteismo.
Pai - Filho - Espírito Santo
Crer na Unicidade não significa negar o Pai, o Filho, e Espírito Santo. Ela
simplesmente oferece definições não trinitária para estes termos bíblicos. O
título de Pai refere-se ao papel de Deus como pai de toda a criação, pai do
Filho unigênito e pai de todo o crente nascido de novo. O título de Filho
refere-se à encarnação de Deus, pois o homem Cristo foi literalmente concebido
pelo Espírito de Deus (Mateus 1 : 18-20; Lucas 1:35). O título de Espírito Santo
descreve a característica fundamental da natureza de Deus. A santidade forma a
base de Seus atributos morais, enquanto a espiritualidade forma a base dos Seus
atributos não morais. O título especificamente refere-se a Deus em atividade,
particularmente Seu trabalho de ungir, regenerar, e habitar no homem.
Portanto, a Unicidade afirma os múltiplos papéis e funções descritos pelos
termos Pai, Filho e Espírito. No entanto, diferente do trinitarianismo, ela nega
que estes três títulos reflitam uma triplicidade essencial na natureza de Deus e
afirma que todos os títulos aplicam-se a Cristo simultaneamente.
Os termos podem também ser entendido na revelação de Deus ao homem: Pai
refere-se a Deus em seu relacionamento familiar com o homem; Filho refere-se a
Deus manifestado em carne; e Espírito refere-se a Deus em atividade. Por
exemplo, um homem pode ter três relacionamentos significativos ou funções -
assim como administrador, professor, e conselheiro - e ainda ser uma só pessoa
no pleno sentido da palavra. Deus não define-se e nem limita-se a uma
triplicidade essencial.
Como já vimos, a natureza divina de Jesus Cristo o Filho de Deus é identificado
como o Pai e o Espírito Santo. Além do mais, o Pai e o Espírito Santo são
identificados como um único e mesmo ser: o termo Espírito Santo descreve o que o
Pai é, O Espírito Santo é literalmente o Pai de Jesus, desde que Jesus foi
concebido pelo Espírito Santo. A Bíblia chama o Espírito Santo o Espírito de
Jeová, o Espírito de Deus e o Espírito do Pai. A Bíblia atribui muitas das obras
de Deus o Pai ao Espírito também, assim como ressuscitar Cristo e habitar,
consolar, santificar e ressuscitar os santos.
Os que ensinam a Unicidade oferecem as seguintes explicações para passagens do
Novo Testamento muitas vezes usadas para demonstrar a existência de uma
Trindade.
* Referências no plural ao Pai e o Filho simplesmente fazem distinção entre a
deidade e a humanidade de Cristo.
Outras referências a Deus no plural fazem distinção entre várias manifestações,
atributos, papéis ou relacionamentos que o único Deus tem.
Por exemplo, II Coríntios 13:13 descreve três aspectos, atributos, ou obras de
Deus graça, amor, c comunhão - e os liga com nomes ou títulos que correspondem
mais diretamente com estas qualidades Senhor Jesus Cristo, Deus, e Espírito
Santo. Assim também, em I Pedro 1:2 menciona a presciência de Deus Pai, a
santificação do Espírito, e o sangue de Jesus.
* O batismo de Cristo não pretendia apresentar aos judeus devotos espectadores
uma doutrina nova radical de pluralidade na Divindade, mas significativa a unção
autorizada de Jesus como o Messias. Uma compreensão correta da onipresença de
Deus dissipa qualquer noção que a voz celestial e a pomba requerem pessoas
separadas.
* A descrição de Cristo do Espírito Santo com o “outro Consolador” em João
14 indica uma diferença de forma ou de relacionamento, isto é, Cristo em
Espírito antes do que em carne.
* João 17 fala da união do homem Cristo com o Pai. Como um homem. Cristo era um
com Deus em mente, propósito e vontade. e nós podemos ser um com Deus neste
sentido. Entretanto, outras passagens ensinam que Cristo é um com Deus num
sentido que nós não podemos ser, porque Ele é o próprio Deus.
* Dizer que Jesus está à mão direita de Deus não significa uma posição física de
dois seres com dois corpos. pois Deus é um Espírito e não tem um
corpo físico fora de Jesus Cristo. Tal ponto de vista seria distinguível
do diteismo. Antes, a frase é uma expressão idiomática do Antigo Testamento,
denotando que Cristo possui todo o poder, autoridade, e preeminência de Deus.
* As Epístolas de Paulo incluem tipicamente uma saudação tais como: "Graça a vós
outros e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo”
(Romanos 1:7). Isto enfatiza a necessidade de reconhecer não somente os papéis
de Deus como Pai e Criador, mas também a revelação de Deus em carne como Jesus
Cristo. A conjunção Grega kai pode significar mesmo”, identificando assim o Pai
e Jesus como o mesmo ser. Em passagens semelhantes, tais como II Tessalonicenses
1:2 e Tito 2:13, deve-se aplicar a lei de Granville Sharp: Se dois substantivos
próprios do mesmo gênero, número, e caso são ligados com kai, e se o primeiro
tem o artigo definido e o segundo não, então ambos falam da mesma pessoa.
* “O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo:” denota um relacionamento de
aliança assim como " o Deus de Abraão.” Isto serve para nos lembrar das
promessas que Cristo conquistou como um homem sem pecado, promessas do “Deus de
Jesus Cristo,, que estão disponíveis àqueles que têm fé em Cristo.
* O kenosis de Cristo descrito em Filipenses 2:6-8 não significa que Cristo se
esvaziou dos atributos divinos, como onipresença, onisciência e onipotência,
senão Cristo seria meramente um semi-deus. O Espírito de Cristo reteve todos os
atributos da deidade mesmo quando Ele manifestou todo o Seu caráter em carne.
Esta passagem somente referem-se às limitações de Cristo imposta nEle relativa a
Sua vida humana. O kenosis foi uma rendição voluntária de glória, dignidade e
prerrogativas divinas, não uma abdicação de Sua natureza divina. A união de
deidade e humanidade que era Jesus Cristo, era igual a Deus e procedia de Deus,
mas se tornou humilde e obediente até a morte.
* A visão daquele sobre o trono e do Cordeiro em Apocalipse 5 é apenas
simbólica. Aquele que se assenta no trono representa toda a Deidade, enquanto o
Cordeiro representa o Filho em Seu papel sacrifical humano.
O Filho
Conforme temos visto, os expoentes da Unicidade explicam que o termo Filho fala
da manifestação do único Deus em carne. Eles afirmam que Filho pode referir-se à
natureza humana de Cristo somente (como em “o Filho morreu”) ou à união de
deidade e humanidade (como em “o Filho voltará à terra em glória”). Entretanto,
eles insistem que o termo não pode ser usado quando separado da encarnação de
Deus; nunca pode apenas referir-se à deidade. Eles rejeitam o termo Deus Filho,”
não bíblico, a doutrina do Filho eterno, e a doutrina da geração eterna. A
frase “o Filho unigênito” não refere-se ao fato que o Filho foi gerado do Pai,
por uma geração espiritual inexplicável, mas refere-se à concepção miraculosa de
Jesus no ventre da virgem pelo Espírito Santo.
Para estabelecer o princípio da existência do Filho, os crentes Unicistas
indicam as seguintes passagens das Escrituras: "Descerá sobre ti o Espírito
Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o
ente Santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35).
“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher,
nascido sob a lei” (Gálatas 4:4). “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei” (Hebreus
1:5). Eles apontam para o tempo em que o papel distinto do Filho terminará,
quando o propósito redentor para o qual Deus se manifestou em carne não existirá
mais. Isto não implica que o corpo imortal glorificado de Cristo deixará de
existir, mas que a obra de mediador e o reinado do Filho findarão. O papel do
Filho será imergido pela grandeza de Deus, que permanecerá em Seu papel original
como Pai. Criador. e Soberano de todas as coisas. “Então o próprio Filho também
se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em
todos” (1 Coríntios 15:28).
Os crentes Unicistas enfatizam as duas naturezas de Cristo, usando este fato
para explicar as referências no plural ao Pai e Filho contidas nos Evangelhos.
Como Pai. Jesus as vezes agia e falava de Sua auto-consciência
divina: como Filho Ele algumas vezes agia e falava de Sua autoconsciência
humana.’4 As duas naturezas nunca entravam em conflito, porque elas estavam
unidas em uma só pessoa.
Apesar de darem ênfase às duas naturezas de Cristo, os que ensinam a Unicidade
têm dado inadequada atenção à muitas áreas da Cristologia. Alguns têm feito
declarações que parecem de Apolinário [que defendia o adocianismo, ou seja que
Jesus foi adotado à posição de Filho de Deus: por um ato de Deus],pois deixam
de definir e usam termos com precisão, mas estudiosos da Unicidade rejeitaram
opressivamente esta implicação. A Unicidade se desenvolveu cuidadosamente, pode
ser vista como compatível com a formulação Cristológica do Concílio de
Calcedânia, isto é, que Cristo tem duas naturezas completas — deidade e
humanidade — mas é somente uma pessoa. Entretanto, os crentes Unicistas não se
baseiam nos credos para formular posições doutrinárias, mas baseiam-se apenas
nas Escrituras, que revelam a plena deidade de Cristo, a plena humanidade de
Cristo, e a união essencial e total de deidade e humanidade na Encarnação.
Em alguns casos, os crentes Unicistas têm tomado posições Cristológicas não
somente inconsistente com a Calcedônia, mas também com a sua própria posição na
Unicidade. Por exemplo, alguns têm explicado o clamor de Cristo na cruz, “Deus
meu. Deus meu porque me desamparaste?” como sinal que o Espírito de Deus deixou
Jesus naquele momento. Este ponto de vista não apenas destrói a união da pessoa
de Cristo, mas também afeta a crença em sua deidade absoluta. E mais consistente
ver isso como expressando a punição que Cristo sofreu quando Ele tomou sobre Si
os pecados do mundo. Ele de fato provou a morte por todos os homens; Ele sentiu
a separação total de Deus que o pecador sentirá na eternidade.
Entre os meios Unicistas existem várias opiniões acerca da possibilidade de
Cristo pecar. Urna aplicação consistente de princípios da Unicidade indicaria
que Cristo era irrepreensível. As vezes, alguém diz que Jesus conscientizou da
Sua deidade ou tornou-se plenamente divino em algum momento de Sua vida adulta,
como por exemplo em Seu batismo. Esta posição é inconsistente com as doutrinas
Unicistas do Filho gerado. e da absoluta deidade de Cristo. e é portanto
rejeitada pelo movimento.
Os que ensinam a Unicidade dão as seguintes explicações para dúvidas levantadas
com respeito à Sua doutrina do Filho.
* De acordo com Hebreus 1:2, Deus criou o mundo através do Filho.
Certamente. o Espírito (Deus) que estava no Filho era também o Criador do mundo.
Esta passagem também pode indicar que baseou a inteira obra da criação sobre a
fritura manifestação do Filho. Deus na Sua presciência sabia que o homem
pecaria, mas Ele também sabia que através do Filho o homem poderia ser salvo e
poderia cumprir o propósito original de Deus na criação.
Como John
Milier declarou, "Apesar de Ele não tomar sobre Si a humanidade até a plenitude
do tempo, no entanto Ele a usou. e agiu através dela, desde a eternidade".
*
Hebreus 1:6, o Filho é chamado de primogênito ou primeiro a nascer. Uma
interpretação deste versículo segundo Ário diria que Deus criou um Filho divino
antes de qualquer coisa que Ele criou, porém isto não é inconsistente com a
teologia da Unicidade, e este movimento rejeita firmemente qualquer forma de
Arianismo. O Filho é o primogênito no sentido da humanidade:
(1) Ele é o Filho primogênito e o unigênito. tendo sido concebido pelo Espírito;
(2) A Encarnação
existiu na mente de Deus desde o princípio e formou a base para todas as ações
subseqüentes;
(3) Como homem.
Jesus é o primeiro a vencer o pecado, e é portanto O primogênito da família
espiritual de Deus;
(4) Como homem. Jesus é o primeiro a vencer a morte, e é
portanto o primogênito da ressurreição;
(5) Somente como primogênito tem a
posição de preeminência. Jesus também é o cabeça de toda a criação e da igreja.
* Jesus existiu antes da Encarnação, não como Filho eterno mas como o eterno
Espírito de Deus. O Filho foi enviado do Pai, mas esta terminologia simplesmente
indica que o Pai estava colocando em ação o plano preexistente em um certo
momento, e que o Filho foi divinamente apontado para concluir uma tarefa
específica. Do mesmo modo. João Batista foi um homem enviado por Deus, mas ele
não existiu antes da sua chegada ao mundo.
* As orações de Cristo representam a luta da vontade humana, submetendo-se à
vontade divina. Elas representam Jesus orando de Sua auto-consciência humana e
não da divina, pois Deus não precisa orar. Assim podemos explicar outros
exemplos da inferioridade do Filho em poder e conhecimento. Se estes exemplos
demonstram uma pluralidade de pessoas, eles estabelecem a subordinação de uma
pessoa à outra, ao contrário da doutrina trinitariana de igualdade.
* Outros exemplos de comunicação, conversação ou expressão de amor entre Pai e
Filho são explicados como comunicação entre as naturezas divina e humana de
Cristo. Se usado para demonstrar urna distinção de pessoas; eles estabeleceriam
centros de consciência separado na Divindade, que é de fato politeísmo.
O Logos
O Logos (Verbo) de João 1, não é equivalente ao título Filho na Teologia
Unicista como é no trinitarianismo. O Filho está limitado à Encarnação, mas o
Logos não está. O Logos é a auto-expressão de Deus, “a maneira de Deus de auto revelar-se” ou “Deus se expressando.” Antes da Encarnação, o Logos era o
pensamento inexpressado ou o plano na mente de Deus, e era real como nenhum
pensamento humano pode ser, devido a perfeita presciência de Deus, e no caso da
Encarnação, devido a predestinação de Deus. No princípio, o Logos estava com
Deus, não como uma pessoa separada mas com o próprio Deus — parte de Deus e
pertencente a Deus, assim como um homem e sua palavra. Na plenitude do tempo
Deus colocou carne no Logos; Ele expressou a Si mesmo em carne.
Teologia Do Nome
A Unicidade dá farte ênfase à doutrina do nome de Deus como expressado tanto no
Antigo como no Novo Testamento. Para as pessoas dos tempos bíblicos, “o nome é
uma parte da pessoa, uma extensão da personalidade do individuo”.
Especificamente, o nome de Deus representa a revelação da Sua presença, caráter,
poder e autoridade. No Antigo Testamento, Yahweh (Jeová) era o nome redentor de
Deus e o nome singular pelo qual Ele distinguiu-se dos deuses falsos. Todavia,
no Novo Testamento, os que ensinaram a Unicidade afirmam que Deus acompanhou a
revelação de Si próprio em carne com um novo nome. Este nome é Jesus, que inclui
e toma o lugar de Yahweh, pois literalmente significa Yahweh — Salvador, ou
Yahweh é Salvação. Apesar de outros levarem o nome Jesus, o Senhor Jesus Cristo
é o único que realmente é o que o nome descreve.
Enquanto os trinitarianos vêem o nome Jesus como o nome humano de Deus Filho, os
crentes Unicistas vêem este nome como o nome redentor de Deus no Novo
Testamento, que tem o poder e a autoridade que a igreja necessita. Eles apontam
para estas passagens das Escrituras: “Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o
farei” (João 14:14). “E não há salvação em nenhum outro,
porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo
qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:1 2). “Por meio de seu nome, todo o que
nele crê recebe remissão de pecados” (Atos 10:43). “Pelo que também Deus o
exaltou sobremaneira, e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao
nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra” (Filipenses
2:9-10). “E tudo o que fizerdes, seja em palavras, seja em ação, fazei-o em nome
do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Colossenses 3:17).
Eles notam que a Igreja Primitiva orava, pregava, ensinava, curava os enfermos,
operava milagres, expulsava demônios e batizava no nome de Jesus.
O nome de Jesus não é uma fórmula mágica: ele só tem efeito através da fé em
Jesus e de um relacionamento com Ele. Todavia o Cristão deve usar o nome de
Jesus falando em oração e no batismo, como uma expressão externa de fé em Jesus
e obediência à Palavra de Deus.
Fórmula Para O Batismo Nas Águas
A teologia do Nome e a rejeição do trinitarianismo exige o uso de uma fórmula
batismal Cristológica. O movimento Unicista ensina que o batismo nas águas deve
ser administrado invocando o nome de Jesus. Geralmente, os títulos de Senhor ou
Cristo, são usados como uma identificação adicional, como foi feito no Livro dos
Atos. Expoentes da Unicidade mostram que cada vez que a Bíblia descreve a
fórmula usada em um batismo, sempre descreve o nome de Jesus (Atos 2:38: 8:16;
10:48; 19:5: 22:16). Além destes relatos históricos no Livro de Atos, as
epístolas usam muitas alusões à fórmula batismal do nome de Jesus (Romanos 6:4;
I Coríntios 1:13; 6:11; Gálatas
3:27; Colossenses 2:12).
Mateus 28:19 dá atenção especial, porque é a única passagem bíblica que
possivelmente poderia ser interpretada como uma alusão a qualquer outra fórmula.
É explicado como segue:
* A gramática do versículo denota um nome singular, sendo que Jesus é ao mesmo
tempo Pai, Filho e Espírito, e sendo que Ele veio em nome de Seu Pai e enviará o
Espírito em Seu nome, o único nome de Mateus 28:19 tem que ser Jesus. Muitos
trinitários reconhecem que o nome é singular e identificam-no como Yahweh.
Crentes Unicistas mostram que o nome salvador de Deus no Novo Testamento não é Yahweh mas Jesus.
O contexto exige uma fórmula Cristológica. De fato. Cristo disse. ‘Eu tenho toda
a autoridade, portanto ide e fazei discípulos, batizando- os em meu nome. Outra
vez, muitos estudiosos trinitários reconhecem a força deste argumento.
Conseqüentemente argumentam que este versículo não relata a ipsissima verba
[palavra exata] de Jesus, mas que é uma paráfrase por Mateus ou mesmo uma
mudança litúrgica feita por copistas. E importante notar que Fusébio muitas
vezes citou este versículo perante o Concílio de Nicéia, dizendo "em meu nome."
Outros trinitários propõem que a igreja originalmente não via este versículo
como uma fórmula batismal. Para crentes Unicistas que aceitam as palavras de
Mateus 28:19 como estão, isto não apresenta um problema textual; eles vêem as
palavras existentes como uma descrição da fórmula do nome de Jesus.
* Os relatos paralelos da Grande Comissão em Marcos 16 e Lucas 24, ambos
descrevem o nome de Jesus.
* A Igreja Primitiva, que incluía Mateus, cumpriu as instruções de Cristo,
batizando em nome de Jesus.
Enquanto historiadores da Igreja de um modo geral concordam em que a fórmula
original do batismo era realmente "em o nome de Jesus" nem todos os trinitarianos
concordam que esta frase bíblica denota invocar oralmente o nome de Jesus. Os
que ensinam a Unicidade acham que sim porque:
* Esta é a maneira mais natural e literal de ler.
* Em Atos 22:16. Ananias falou para Paulo invocar o nome do Senhor no batismo.
* Atos 15:7 e Tiago 2:7, indicam que o nome de Jesus foi invocado por
cristãos em várias ocasiões específicas. Neste último versículo. The
Amplified Bible [A Bíblia Amplificada versão no inglês] identifica isto como o
batismo nas águas.
* Quando os discípulos oravam, impunham as mãos sobre os doentes e expulsavam
demônios "em nome de Jesus,” eles sempre invocavam oralmente o nome (Atos 3:6;
16:18; 19:13).
* A frase realmente significa o poder e autoridade de Jesus, mas o poder e
autoridade representado por um nome é sempre invocado por usar de fato o nome
próprio.
* Se esta frase não descreve uma fórmula batismal, então nem Mateus 28:19, já
que a construção gramatical é idêntica. Todavia, isto deixaria a igreja sem
qualquer meio para distinguir o batismo cristão do batismo pagão, do batismo
judaico de prosélitos, e do batismo de João.
* Apesar de haver diferenças nas palavras exatas ditas em cada relato batismal,
todos (inclusive Mateus 28:19) descrevem o mesmo nome: JESUS.
Recebimento do Espírito santo
Pentecostais Trinitários muitas vezes têm sido acusado de glorificar o Espírito
Santo as custas do Filho, e eles distinguem nitidamente entre receber Cristo e
receber o Espírito Santo. A doutrina da Unicidade evita este problema. Receber
Cristo é receber o Espírito Santo, e vice-versa.
Pentecostais Unicistas, tipicamente esperam que o batismo do Espírito Santo virá
imediatamente após o arrependimento, como parte de uma experiência de conversão
apostólica. Os discípulos esperaram até o Pentecostes para receberem o batismo
do Espírito, apenas porque este não estava disponível antes da fundação da
Igreja do Novo Testamento. Cornélio e a sua casa receberam imediatamente o
Espírito quando creram na pregação de Pedro. Paulo foi cheio com o Espírito
Santo como parte de sua experiência de conversão que durou três dias. Os
Samaritanos em Atos 8 e os discípulos de João Batista em Atos 19 receberam o
Espírito Santo quando chegaram à plenitude da fé em Cristo.
Portanto, ao contrário de outros Pentecostais, os Pentecostais Unicistas vêem o
batismo do Espírito Santo como uma parte integral de receber Cristo.
Para eles não é um novo encontro com outro membro da trindade, nem uma segunda
ou terceira "obra de graça", mas é uma parte da vida nova em Cristo.
Conclusão
Em contradição ao trinitarianismo, a Unicidade afirma que:
(1) Deus é
indivisivelmente um em número, e nEle não há distinção de pessoas;
(2) A
Divindade não é mistério;
(3) Jesus é a absoluta plenitude da Divindade; Ele é
ao mesmo tempo Elohim, Yahweh, Pai, Filho e Espírito Santo;
(4) O Filho de Deus
foi gerado segundo a carne e não existiu desde a eternidade passada — este termo
apenas refere-se à encarnação de Deus em Cristo;
(5) O Logos
(Verbo) não é uma pessoa separada, mas a mente, pensamento, plano, atividade ou
expressão do Pai;
(6) Jesus é o nome de Deus revelado no Novo Testamento e
representa salvação, poder e autoridade de Deus;
(7) O batismo nas águas deve
ser administrado para invocar oralmente o nome de Jesus como parte da fórmula
batismal; e
(8) os crentes definitivamente só verão um ser divino nos céus:
Jesus Cristo.
A doutrina da Unicidade não destrói nenhuma doutrina essencial ao Cristianismo,
desde a autoridade única da Escritura da expiação substituinte até justificação
pela fé. De fato, os crentes Unicistas afirmam que a sua doutrina sustenta o
Cristianismo bíblico de três maneira específicas:
(1) Ela restabelece a terminologia bíblica e os padrões bíblicos de
pensamento sobre o assunto da Divindade, estabelecendo claramente o Cristianismo
do Novo Testamento como herdeiro espiritual do judaísmo do Antigo Testamento;
(2) Ela defende a absoluta deidade de Jesus Cristo, revelando Sua verdadeira
identidade;
(3) Ela dá ênfase bíblica no nome de Jesus, colocando o poder do Seu
nome disponível ao crente. Em resumo, para eles a doutrina da Unicidade é um
elemento crucial na restauração da fé bíblica e do poder apostólico.
Notas
1 Tirn Dowley, et. al., eds. Eerdrnan ‘s Handbook to rhe History of the
Church (Grand Rapids:
Eerdmans, 1977). pág. 619.
2 “No Hebraico substantivos pluralizados para expressar a grandeza ou
majestade". Flanders, Henry e Cresson, Bruce, Inrroduction to the Bibie (New
York: John Wiley & Sons, 1973). pág. 48 n. 8.
3 Marcos 12:29-30: Romanos 3:30: 1 Coríntios 8:4: Gálatas 3:20: Efésios
4:6: I Timóteo 2:5: Tiago 2:19: Apocalipse 4:2.
4 Estudiosos concordam que I João 5:7 não fazia parte do texto original,
Mas se for autentico, este versículo não divide Pai. Palavra. e Espírito em três
pessoas separadas. assim como um homem, sua palavra, e seu espírito não são
pessoas separadas. A conclusão é, " Estes três são um."
5 "Trinity, Holy" The New Catholic Evcyclopedia (New York: McGraw Hili,
1967), XIV. 295-305.
6 Emil Brunner, The Christian Doctrine of God (Philadelphia:
Westminster Press. 1949>. págs. 236-239.
7 II Coríntios 4:4: Colossenses 1 : 15:1 Tímóteo 3:16: Tito 2:13: Hebreus
1:3: II Pedro 1:1.
8 W . A.. Criswel I . Exposirory Sermnons on Revelation (Grand Rapds:
Zondervan, 1961-1966). págs. 145-146.
9 Ibiden, v. 42.
10 Lewis Smedes, Union with Christ, ed. rev. (Grand Rapids: Eerdmans.
1983). págs. 41-54.
11 Bernard Ramm. Protestant Bibli cal Interpretation, 3 edição (Grand
Rapids: baker. 1965) pág. 171.
12 A mão direita de Deus significa Seu poder, e estar assentado à mão
direita de Deus significa preeminência (Ramm. pág. 100).
13 Trínitarianos que têm rejeitado a terminologia "Filho eterno" incluem
Adam Clarke, o perito em seitas Walter Martin, e o anotador da Bíblia
Pentecostal, Finis Dake. Veja Adam Clarke, Clarke ‘s Commentary (Nashville:
Abingdon. 1810), V, 360-361; Walter Martin, The Kingdom of the Cults
(Minneapolis: Bethany House Publishers. 1965), págs. 102-103; Finis Dake, Dake
‘s Annotated Reference Bible (Lawrenceville. Ga. : Dake’s Bible Saies, 1963),
NT, pág. 139.
14 Para obter uma declaração trinitariana acerca da mesma posição, veja
Henry Thiessen, Lectures in Systematic Theology, ed. rev. (Grand Rapids:
Eerdmans, 1979). pág. 223.
15 John Miler, Is God a Trinity? 3 ed. (Princeton. N.J. : Impressão
própria. 1922). págs. 96-97.
16 Flanders e Cresson. pág. 511; Miler. pág. 85.
17 Flanders e Cresson. pág. 61.
18 Um trinitariano que defendia uma teologia do nome de Jesus similar,
veja Essex Kenyon, The Wonderful Name of Jesus (Los Angeles: West Coast
Publishing Co.. 1927).
19 James Buswell. Jr. A Systematic Theology of the Christian Religion
(Grand Rapids: Zondervan, 1980), 1. 23.
20 Veja G. R. Beasley - Murray. Baptism in the New Testameni (Grand
Rapids: Eerdmans. 1962). págs. 81-84.
|